domingo, 14 de novembro de 2010

Estratégia certeira

Sebastian Vettel Campeão do Mundo de Fórmula 1. Pois... Desta vez, a vitória não foi para Espanha. E grande estratégia de Vettel e da Redbull pois alcançaram a liderança iindividual só no final deste grande Prémio, o último da temporada. Quanto ao troféu dos construtores, já o tinham assegurado no Grande Prémio anterior.

A estratégia da paciência, muitas vezes, resulta.



Proeza

O Presidente Sarkozy recoduziu François Fillon. Este, discreto e paciente, ganhou a corrida ao controverso e mediático Ministro do Ambiente, Jean - Louis Barloo.

Muito interessante de seguir esta mudança - remodelação de Governo em França. Aos poucos, todos os Governos da Europa, com algum tempo de funções, vão remodelando oo sendo substituídos. O Presidente Sarkozy tem uma gestão complexa de interesses, no seu bloco poítico para gerir. Não vai ter a margem de manobra do início de mandato para devaneios em convites «À esquerda». agora, tem de segurar as suas hostes. Como o prova a recondução do , há três anos, inexistente Fillon. Saíu o Primeiro - Ministro, entrou o mesmo. Não sendo líder partidário e depois de tempos tão difíceis de greves e manifestações, por causa , principalmente, das alterações no sistema de Segurança Social - em que Sarkozy e o Governo não recuaram- pode ser considerada uma proeza de Fillon, esta sua recondução.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Inoportuno


O Governo tem toda a razão no que disse a proposito da intervenção, de hoje, do Governador do Banco de Portugal.


Na altura em que estamos, no dia da boa notícia sobre o crescimento da economia portuguesa, quando precisamos de transmitir confiança, Carlos Costa teve a infelicidade de falar na falta de transparência das contas nacionais. Talvez seja da falta de hábito de falar em público mas, se é, é melhor treinar com amigos, sem eco público. Não está tempo para «inexperiências».

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Olá a Deus


João Serra, o Senhor do Adeus, partiu. Não partiu sem dizer adeus, porque disse muitos, em todos estes anos.
Ligado à Figueira da Foz, por lá nos encontrámos entre as muitas vezes que me acenava com tanta simpatia, ali pelas Avenidas do Centro de lisboa. Como tem sido referido, mais pela Praça do Saldanha.
O Senhor do Adeus há - de estar no Céu a dizer adeus aos Anjos, depois de ter dito olá a Deus.
http://www.youtube.com/watch?v=ihW7GXpj2I0

sábado, 6 de novembro de 2010

Bodas de prata (não) políticas


Faz hoje 25 anos que Cavaco Silva tomou posse, pela primeira vez, como Primeiro - Ministro, depois de ter ganho, também pela primeira vez, as eleições Legislativas a 6 de outubro desse ano. Bodas de prata, pois.
Acompanhei -o em todo esse processo e, nesse mesmo 6 de Novembro, tomei posse como Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Cavaco Silva foi emposado meio ano depois de ter ganho o Congresso da Figueira da Foz, no qual foi eleito líder do PPD/PSD. Hoje, são dez da noite e não vi ninguém assinalar essa data, pelo menos, nas televisões.

Foi o início da caminhada vitoriosa do homem que mais tempo esteve no Poder, a nível nacional, desde o 25 de Abril. Há 25 anos, fiz essa campanha pelo País todo, quase sózinho, com Cavaco SIlva. De terra para terra, dentro do carro, a escrevinhar notas com sugestões para os discursos de uma campanha extenuante de um líder que era pouco conhecido e que, por isso mesmo, tinha de calcorrear o território nacional, indo, de concelho em concelho, apresentar - se ao eleitorado.

Cavaco Silva ganhou, sendo ainda Presidente da República, António Ramalho Eanes. Dois meses depois, Mário Soares foi eleito Presidente, contra Freitas do Amaral, apoiado pelo novo Primeiro -Ministro.
Meses antes, nos Jerónimos, tinha sido assinado o tratado de adesão às Comunidades Europeias, que se concretizaria a partir do 1º dia do ano seguinte. Iam começar a chegar os célebres Fundos Europeus que apoiaram dez anos de governação do actual Presidente. Até 1995, foram mais duas vitórias em duas eleições legislativas:19 de Julho de 1987 e 5 de Outubro de 1991, ambas ganhas com maioria absoluta. Saíu para entrar António Guterres que deixou São Bento por ter vislumbrado o pântano.

Faz hoje 25 anos que aconteceu a primeira vitória eleitoral do Português que melhor sabe ser Político dizendo sempre ser não - político. Nessa altura, Mário Soares, o Político que sempre assumiu essa condição, disse que não o conhecia bem, que não sabia bem quem era. Foi por essa mesma pessoa que foi ultrapassado em tempo de exercício dos mais Altos Cargos do Estado.

Presidente da China

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A propósito da visita do Presidente da China, ouvi agora, na Televisão, a notícia de que é a primeira vez, em onze anos, que isso aontece. Em Potugal, hoje em dia, é quase tudo assim: pouco rigoroso.
Em 10 de Novembro de 2004, recebi, no Porto, o Presidente da República Popular da China a quem ofereci um jantar. Antes tivemos uma reunião de trabalho acompanhados dos respectivos Ministros dos Negócios Estrangeiros e de outros governantes e de Diplomatas dos dois Países. Não foi uma visita oficial, mas o Presidente da China decidiu escolher Portugal para essa escala, antes de uma visita à América Latina. Outros Países Europeus quiseram ser escolhidos para essa oprtunidade, mas foi em território Português que isso aconteceu.
Não se pode, pois, dizer o que se diz na referida notícia. Quanto muito, que é a primeira visita oficial nesse período de tempo.



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Presidente da China encontra-se hoje com Santana Lopes
10.11.2004 - 12:15 Por PUBLICO.PT
O Presidente da China, Hu Jintao, encontra-se hoje com o primeiro-ministro, Santana Lopes, durante uma escala na cidade do Porto, a caminho da América do Sul.
O incremento das relações comerciais deverá ser um dos temas do encontro entre o Presidente chinês e o primeiro-ministro (Adrian Bradshaw/EPA)

O Presidente chinês será recebido às 19h45 por Santana Lopes, com quem janta, uma vez que o seu homólogo português, Jorge Sampaio, está ausente de Portugal, numa visita oficial a Itália.

Hu Jintao e Santana Lopes deverão analisar o incremento das relações económicas e das trocas comerciais entre os dois países, bem como a preparação da visita de Jorge Sampaio à China, em Janeiro de 2005.

Tempos de desafio

Novamente merecedores de uma especial leitura os dois últimos post no blogue António Maria.

São profundas, documentadas e originais as suas análises sobre a economia mundial. não digo que sejam animadoras, porque são muito pessimistas. Mas, na situação que vivemos, é inteiramente compreensível.

Atravessamos tempos muito duros. E, passando da Economia para a Espiritualidade, faz impressão, a propósito da visita do Papa Bento XVI a Santiago de Compostela, o modo como Espanha se tornou, a nível oficial, um Pais com manifestações de uma laicidade radical.

Quase tudo parece estar a mudar. Temos de estar precavidos.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Versões

Maria João Avilez disse, na TVI24, «estar em condições de afirmar» que o Presidente da República se empenhou muito na escolha de Eduardo Catroga para as negociações sobre o Orçamento. E acrescentou, a propósito desse convite:«Passos Coelho contou com um prato semiconfecionado»...

O que dirão os próprios? É que, ainda por cima, esta versão contradiz a que Eduardo Catroga contou, Sábado, ao Expresso.

Quando?

Quando será que a verdade da convicção voltará a vence a verdade da comunicação?
Quando acabará este desnorte, sem freio, que leva pessoas sensatas a entrarem pela via do disparate?
Quando será que termina este ciclo horrível na vida política Portuguesa?
Quando acabará a ficcão e o surreal? Será possível pôr de lado preconceitos? Será possível serenidade, elevação, responsabilidade?
Quando voltará Portugal a ser a razão principal das opções a tomar?

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dúvida e estranheza

Está por comprovar a que se devem as oscilações nas sondagens sobre o maior Partido da Oposição. Sim, porque, no caso do Partido do Governo, as explicações são óbvias. As pessoas sabem de quem é a responsabilidade pela situação do País.
É difícil ter a certeza quanto à razão que leva o PSD a descer ou a subir: se estar perto ou longe do Orçamento e do Governo. Depois de eleito o actual Presidente do PSD, a atitude colaborante na votação do PEC III, colheu dividendos, segundo os estudos de opinião de antes do Verão. Mas, agora, não estou certo de que seja igual, após o anúncio das medidas de austeridade que os Portugueses ficaram a conhecer há cerca de um mês.
O pluralismo é um bem precioso. Por isso, não há que estranhar que me surpreenda a opinião de que Eduardo Catroga conduzio muito bem o processo que liderou. Nesta matéria, é legítimo que existam perspectivas diferentes. E este recente processo negocial foi tão «desagradável» para quem assistiu de longe, que é impossível descortinar qualquer feito no meio , quer dos resultados, quer no modo como foram divulgados.