segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Critérios dúbios


Porque será que os jornalistas do Sol nunca são convidados para análises, comentários ou debates nos canais de televisão, públicos ou privados?

Será isso normal, numa Democracia com regras? A Democracia constrói-se pondo vinganças acima da liberdade? A razão será a mesma pela qual a publicidade das empresas com capitais públicos só vai para alguns órgãos de comunicação e não para outros? Os gestores dessas empresas fazem todas, por coincidência, as mesmas escolhas, ou têm alguma cartilha, superiormente ditada, que são obrigados a seguir? E, se há alguma cartilha, quem a fez? E quem a segue sente a dignidade intocada?

É verdade que outros jornais, como «O Semanário» e «O Diabo», também são ignorados. Mas, nesse caso, ainda podem argumentar que as vendas e as audiências, não são significativas. O que não é razão para nunca participarem!... Mas o Sol vende 50 a 60 mil exemplares e, para o canal público e para os privados, está como que proscrito. A ERC não tem nada a dizer sobre o tema?

10 comentários:

Paula M. disse...

Caro Pedro,é tão claro como água.O semanário Sol incomoda este governo e por isso é "esquecido".Esta é infelizmente a realidade que Sócrates não consegue encobrir.

Flor do Vale disse...

Caro Pedro, em noite de folia apetece dizer que tudo isso são outros Carnavais! Existem, de facto, vários motivos para que o Sol e outros sejam "renegados" mas, tal como muitos sabemos, é tudo por uma questão de "simpatias"! Mas não deixa de ser importante fazer essa observação! Quiçá, alguém decida "começar" a pensar sobre a matéria!

Tino disse...

A ERC só começará a cumprir o que legalmente se espera dela quando Sócrates for para a oposição.

Até lá só desempenha as funções de que os seus membros foram pessoalmente incumbidos: servir a comunicação socialISTA...

Tijoão da Tasca disse...

" Socialismo" no seu melhor !

Nuno Azevedo disse...

Já agora, porque é que regra geral os comentadores são todos de Lisboa, seja em que canal for?

Porque é que eu, cidadão Nortenho e contribuinte pagador, sou obrigado a ouvir sempre a versão sulista dos factos?

Porque é que eu, simpatizante Portista, por exemplo, sou sempre obrigado a ver/ouvir os relatos de comentadores lisboetas impregnados de ódio antiPorto?

Critérios Dúbios??? O Sol não tem igualdade de acesso? Pois os Nortenhos nem acesso têm à informação. Nem hipótese têm de responder à permanente campanha de contrapropaganda de que são alvo. Veja-se o Pinto da Costa, arrastado pela lama anos a fio, sem nunca ter tido direito à presunção de inocência e inclusive "condenado" desportivamente à revelia dos tribunais, por uns "honestos pais de família" que nem o Tribunal Constitucional respeitam.

Antes do Sol, estão o Primeiro de Janeiro e o Comércio do Porto.

Anónimo disse...

Caro Dr Pedro Santana Lopes a este fenómeno chama-se "Comunicação Politica" no seu pior,diria mesmo "comunicação negra" claro está... do Eng José Sócrates,antigamente chamava-se vergonhosa manipulação dos meios de comunicação,escolha dos "amigos"...lamentável mas são estes os tempos em que vivemos, melhores estão para vir.

António disse...

Boa noite.

A liberdade mediática é também poder não convidar segundo um alinhamento ideológico de A a Z.

E sobretudo evitar as tão pré-formatadas perpectivas analíticas facultadas pela moderna TV do All-Show & Bit-time, é hoje uma medida de higiene de vida que o político ou o analista político íntegro e dotado de massa crítica mínima devem cultivar.

A TV tem sido a arena destruidora de algumas carreiras políticas de elevado potencial de qualidade, como bem o sabeis. E não omitir que a TV não promove o sucesso: apenas a manutenção de um frágil estado de graça que rapidamente pode passar a desgraça.

words disse...

O queixume não é criador.

Pedro disse...

Sempre houve um nítido boicote ao Sol. Para mim, o exemplo máximo foi o Prós&Contra sobre o Freeport, sem um único jornalista do Sol, ou o JAS, que tinha denunciado pressões pelo facto de noticiar o caso. Mas penso que com a entrada de capital angolano, por muitas questões que isso levante, o Sol vai ter muito mais condições de evoluir e de ser ouvido pelo país.

Jorge Cabral disse...

Caro Pedro,
Se o senhor, que esteve no poder, coloca esta questão desta forma, se admira, se questiona e indigna, que poderemos pensar nós, simples caniches de circo cujo número principal é o de conseguirmos acertar com um papelinho numa ranhura?!...
Sabe? é que tudo se resume aquela questão da corrupção, do poder pelo poder, para garantir a manutenção de cliques de de claques medíocres e cheias de vícios como o que aqui o senhor tão bem explicita.