quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Lapidar

João Ferreira do Amaral foi muito claro, hoje, nos «Negócios da Semana». Em muitos aspectos, com a consistência de um Académico especialista na matéria, expõs o que também defendo, há vários anos. E de que ainda falei, segunda - feira, nas Jornadas Parlamentares do PSD, realizadas no Fundão. Expôs, de modo cristalino, um dos 4 Es, 4 erros,  que referi nessa intervenção: a Entrada no Euro, no modo e no tempo em que aconteceu.
Lapidar o modo como explicou a divergência de interesses entre a Alemanha e Portugal.

9 comentários:

Hugo Correia disse...

Há uma situação que também referiu nas jornadas parlamentares associado a si, e que, infelizmente, parece ser eterno...
“Falar, falo. Escrever, escrevo. Ser ouvido é outra coisa”.

Este post contradiz de alguma forma aquilo de que muitas vezes padece. Ao contrário do que lhe fazem a si, não tem qualquer problema em colocar em evidência os méritos alheios, neste caso a exposição de João Ferreira do Amaral. Com mais destas excepções, as sociedades e os grandes decisores seriam menos egoístas e narcisistas e estariam assim mais concentradas naquilo que mais interessa, o desejo de melhor bem estar para o próximo.

É importante ouvir e 'never' substimar. Ter sempre presente a máxima...

«Aquele que crê poder bastar-se a ponto de passar sem os outros muito se engana; mas engana-se mais ainda o que crê que ninguém pode passar sem ele.»

La Rochefoucauld, Máximas

silva disse...

Quer a Europa, quer a América defrontam politicas extraordinariamente difíceis. Será difícil saber qual delas a melhor ou a pior: se o espartilho político americano ou o falhanço estrutural e ziguezaguear das politicas europeias. Se é verdade que os lideres europeus tomam decisões também é verdade que são consecutivamente ultrapassados pelos acontecimentos, estes sucedem-se mais rapidamente que as suas tentativas de implementação e ou processos de ratificação.
Não podemos esquecer que o ratio da divida europeia é bem menor que a americana; mas com uma politica fiscal bem diferenciada, e sendo assim a Europa deveria estar melhor que a América. E não está!
Segundo John Stiglitz, o problema da Europa é considerar que a solução estará no aumento da carga fiscal. Mas, todos sabemos que provoca mais austeridade, pois o aumento da carga fiscal irá provocar um lento crescimento económico…na Europa, e arriscando perigosamente a estagnação. Só há pouco tempo os lideres europeus se convenceram de que os países como a Grécia, Irlanda e Portugal necessitam de crescimento económico e que uma severa política fiscal não irá permitir a estes países ir “às compras” no mercado global, na Europa rica, arrastando-a para uma recessão.

Podemos então concluir que a entrada de Portugal no Euro foi forçada e precipitada? E portanto a convergência monetária falseada? Não podemos esquecer que a política expansionista derivada da entrada de Portugal no Euro deu lugar a graves desfasamentos e desequilíbrios económicos como consequência.
De facto os princípios necessários para a implementação da UEM, o Plano Delors não foram cumpridos e a entrada de Portugal no Euro revelou-se um capricho político (?), uma bandeira de campanha política (?), impulsionada por convenientes interesses “europeus” de então*.
Os mesmos que, hoje, temem apoiarem ou auxiliarem esses mesmos países.
Recordo que então ser euro-céptico na altura era ter uma visão retrógrada e anti-progresso. Alvitrou-se na altura que a factura a pagar seria elevada. Ora, aqui está ela!

*/Não podemos excluir a importância do momento quase simultâneo da queda do Muro de Berlim e do processo de reunificação da Alemanha

o cusco.... disse...

Lapidar...Ora nem mais....
Confesso que estou estupefacto com o que se passa na Madeira e como o Presidente da Região Autónoma está a lidar com o assunto dos 1,600 e pico milhões de euros de buraco.
É maior que o escondido por Sócrates e o que mais choca é que Alberto João fez precisamente o mesmo que o marginal socialista que tanto criticou e espumou de raiva sobre.
Mentiu sobre as dívidas e escondeu-as segundo a auditoria feita.
Claro que isto nunca poderia ficar assim e devia ser analisado pela Justiça.
É um assunto muito delicado e os responsáveis deviam ser altamente punidos.
Começo pelos que trabalharam mal ao nunca descobrir as falcatruas que o Dr. Jardim andava a fazer, os Ministros, todos, das Finanças do tempo em que tudo começou:
Manuela Ferreira Leite
5 de Abril de 2002
António José de Castro Bagão Félix
17 de Julho de 2004
Luís Campos e Cunha
12 de Março de 2005 Fernando Teixeira dos Santos
21 de Julho de 2005 até 21 de Junho de 2011
Se não me falha a memória foram estes e as datas em que começaram a “trabalhar”.
Mas há mais responsáveis….
Os Governadores do Banco de Portugal.
Um já sabemos que foi o mais incompetente desde que existe memória dessa instituição, Constâncio, mas a lista é maior. Vejamos.
Victor Constâncio: Governador durante o período de 1985-86 e de Fevereiro de 2000 a Maio de 2010. É actualmente Vice-Presidente do Banco Central Europeu como todos sabemos ( quem não deve saber nem como é o próprio!!! )
AH!!! Afinal a lista é só composta dum irresponsável, responsável pelo que não supervisionou… Ele mesmo.
Duas vezes fez o trabalho e nem assim aprendeu nada.
Desde o ano 2000 que aquela alma esteve a ganhar um ordenado pornográfico para NADA fazer!!!
E depois…depois o Dr. Alberto João Jardim, pessoa que perdeu completamente todo o meu respeito e admiração que durante muitos anos tive. Que desilusão Deus meu.
Prova várias coisas.
As regiões deviam ter um Ministro do Estado Português e ser gerido como se duma região normal se tratasse. Alentejo, Algarve, Madeira, Açores etc.. Porque raio tem essa gente que ter Governo? Para desgoverno? Para dizer mal de nós, gastar balúrdios e depois vir-nos pedir para pagar????
ESSA AGORA? Vá pedir aos que engordou!!! Malandragem.
Tudo na cadeia e era pouco. Basta. Que horror de gente. Será que escapa alguém? Começo a duvidar………..
E para terminar pergunto: Onde estão esses mais de 1600 milhões de euros?????????? Em que foram gastos?????Como????
Isso é o que o povo português quer saber.
Se calhar também não se lembra onde gastou tudo isso, como nunca sabe quem é o numero dois da coligação e Ministro dos Negócios Estrangeiros, Dr. Paulo Sacadura Cabral Portas!!!

Teresa disse...

Encontrei, esta manhã, este blog: http://theosfera.blogs.sapo.pt

Achei interessante. Fica á consideração dos leitores. Bom fim-de-semana
Teresa

roskoff disse...

Lapidar?

Quem nunca errou que atire a primeira pedra?

Ora nos idos de 2002 quem era a favor quem era?

Me lapide não....sô Dôtor Ad Bõ gado
Quem segue o rebanho
Nã espezinha os caídos
Só em caso de stampede...

debandada inda não começou não

roskoff disse...

É importante calar e 'never' sub es timão. Ter sempre presente a máxima...e seguir os concelhos amigos:Fornos de Al Godores não é Machico
Aquele que crê poder bastar-se a ponto de passar sem os outros é eremita
o que crê que ninguém pode passar sem ele chama-se tempo

Hugo Correia disse...

Se me permite aqui deixar...

http://www.youtube.com/watch?v=6oE-LSvdxw4&feature=youtu.be


No final, fica sempre aquela sensação retratada nesta música, a partir do minuto 5:25...

http://www.youtube.com/watch?v=t7JSprfBQPo

Obrigado.

maria lisboa.... disse...

Lápide......
É extraordinário o que se ouve e vê na Madeira.
Sempre achei um piadão e uma graça distinta ao Dr. Alberto João Jardim.
A forma como fazia política, como sempre ganhou as eleições há 3 décadas, de como tratava a cambada marginal do PS que se instalou no Partido Socialista, que o levou ao limite do legal e que conseguindo enganar o movimento “lenço preto” chegou ao Governo encabeçado pelo maior desgraçado que jamais consegui chegar tão longe neste País e que ainda anda por aí à solta.
Alberto João era diferente, era engraçado.
Comecei a desconfiar da sua atitude depois de o ver agarrado ao Zé da Covilhã quando o mesmo foi lá fazer Teatro aquando das últimas enxurradas e prometer milhões para as obras das casas destruídas. ( chamo já agora a atenção que NADA foi feito a não ser o que se pode ver no Funchal. Tudo o resto no interior foi esquecido e as famílias ainda a viver em Hotéis, Pensões ou em casa de familiares )
Achei que Alberto João tinha chegado ao limite da hipocrisia, mas…... Do Zé esperava-se tudo.
Hoje depois de ouvir da boca do Dr. Jardim que por culpa “do Sócrates e do Teixeira dos Santos” e dessa mania de não o deixarem gastar dinheiro á grande e à Francesa, teve que
“não mostrar o “jogo” todo”…. Fiquei estupefacta!
“o jogo”. Uma linguagem indigna para um político que ainda por cima é Presidente duma Região Autónoma. ( as mesmas que deviam acabar!!!é um foco de problemas e um Parlamento gasta mais por mês que vários Ministérios…Para que Deputados? Assessores? Secretárias? carros? motoristas? Viagens? Já alguêm parou para pensar que um Governador e duas secretárias gastam MUITO menos e fazem o mesmo trabalho? Pelo menos eram só 3 a fazer negócios….pois.
Má-língua? Essa agora!? Até parece que não tenho razão.)
Ouvi então a confissão de que realmente “escondia” e fazia desaparecer contas e dívidas para que o Estado não soubesse. É uma confissão feita em directo, para as televisões nacionais de que cometeu um crime, uma ilegalidade tremenda. Nem queria acreditar.
Nem me atrevo a dizer mais em memória da admiração que tive durante décadas pelo Dr. Jardim….Ficou-me por aqui.

ps
“lenço preto”: aquelas velhas que são milhares e votam……
As que chamam “Senhor Ministro” a Jerónimo de Sousa, passam pelo Cavaco e “acham” que é “alguém conhecido”, que dão os Parabéns a Seguro por ter chagado a PM…e nós…nós estamos nas mãos dessa gente

Anónimo disse...

Enquanto não se reconhecer que estamos nesta crise por termos gasto mais do que produziamos, não vamos sair dela.
O fartarvilanagem foi em Euros, mas em Escudos teria sido a mesma coisa.
A desvalorização da moeda como instrumento de política económica não faz o milagre de multiplicar os pães.
É triste que tenhamos professores de economia a pesnar assim, mas se até o Louçã dá aulas de economia na mesma instituição... Que tisteza de país!