domingo, 11 de setembro de 2011

2001/09/11

Há dez anos, o Mundo deixo de ser como era. Passou a ser diferente.
Assisti às primeiras notícias e reportagens na Televisão enquanto reunia, na sede da minha candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, no Princípe Real. A reunião era com o actual Presidente da Comissão Europeia. Quando surgiram as primeiras imagens ,do choque do primeiro avião, pensámos que era um trágico acidente. Mas era estranho... Tão estranho. Um horror.
Que Deus tenha junto a Si as vítimas e que conforte os que sofrem com o que aconteceu nesse dia tão triste.
Apesar de tudo, o Mundo reagiu e reage.

12 comentários:

silva disse...

Estava uma linda manhã de outono redeado pelos meus alunos no exterior da faculdade, debaixo de uma arvore no campus de uma famosa universidade americana...de repente! A "security" dá ordens para todos recolherem "back to the dorms...america is under attack?!", corri para o "student center", quando cheguei...gritos e lagrimas invadiam a mega sala com dois ecrãs gigantes! Não queria acreditar ao ver o segundo avião a embater na torre. De repente começamos a ver as torres a cair, o desespero entre os míudos era total! Às 15horas no "south quad", mais de 11.000 estudantes de todos os credos estavam de mãos dadas numa incrivel missa campal.
Arrepiante ver uma nação inteira em estado de choque!
O mundo mudou nesse dia!
Nine-eleven!

miguel vaz serra....... disse...

Dr. Santana Lopes
Dia 11. Há dez anos aconteceu algo que mudou o mundo porque mudou o ser humano.
Muitas teorias existem. Conspiração, mentiras, arranjos feitos entre americanos e terroristas….Há dez anos que litros de tinta se têm gasto em especulações…
O que é certo é que três mil pessoas morreram naquele horrível dia em que vi em directo, numa montra de loja no meio de Londres, o segundo avião, cheio de inocentes, a entrar pela segunda torre.
Se há memórias que nos tiram o sono, esta é uma.
Só o diabólico pode engendrar tamanha atrocidade. A calma, a frieza, o suicídio louco de doentes cérebros. Só o diabólico.
Não importa quem ou como e porquê. Importa que morreram 3000 inocentes no acto diabólico e mais mil mulheres e homens que nos trabalhos de ajuda, salvamentos e limpeza têm perecido com doenças de pulmões, cancros e fibroses devido aos pós tóxicos de todo aquele Inferno.
Que nunca se esqueçam as gerações vindouras de que a história pode repetir-se. A luta contra o mal, o diabólico, nunca deve ser descuidada.
O meu pensamento fica com os que do outro lado nos vêem sofrer pelo seu desaparecimento.

Hugo Correia disse...

Ground Zero...

http://www.youtube.com/watch?v=nZlnOx0cjMg

Dylan disse...

Dez anos depois, os Estados Unidos e o Mundo não recuperaram do bárbaro ataque a Nova Iorque e a Washington, aliás, jamais recuperarão. Aquela manhã sangrenta de Setembro trouxe o que de pior existe no ser humano: o desrespeito pela vida, o ódio, a vingança, o fanatismo religioso e o ressentimento. As feridas abertas pelos milhares de vidas ceifadas é de difícil cicatrização, o vazio sentimental projectado no desaparecimento das torres do World Trade Center é impossível de preencher. Com elas, ruíram as esperanças de alguma vez vivermos em segurança, mas levantou-se a união de um povo, o seu orgulho exemplar, a comunhão de sofrimento, a crença de que se consegue derrotar o mal e todas as teorias de conspiração associadas porque amanhã é um novo dia.

الرجل ذبح بعضهم البعض ولكن الخيول باهظة الثمن disse...

o Mundo deixo de ser como era.

deixo...deveras?

O mundo deixou de ser como era quando os americanos abandonaram milhões de afgãos e outros freedom fighters à sua sorte e a guerras civis várias após terem deitado abaixo o exército vermelho em múltiplas guerras locais

A somália é o resultado do confronto americano-soviético

A Eritreia e a Somália foram fortes trunfos para desgastar o exército de Mengistu

Assim como o Paquistão e as tribos afgãs e seus amigos islamitas treinados e armados pelos americanos

os 100 mil mortos ou 300 mil na guerra civil entre o GIA na Argélia e a elite militar apoiada
pelos USA também ajudou

isso e o apoio aos gulag's palestinianos

à invasão parcial do iraque e ao seu bombardeamento durante anos
ao boicote a produtos que salvariam milhares entre 1991-2003

e finalmente à manutenção de bases no Golfo Amerikanum mesmo quando os sauditas lhes acenaram com dinheiro para sair

fica mal aceitar a dinheirama para vagar o apaRTamento e ficar lá a dormir..

Logo o mundo mudou já à 22 anos
os americanos e outros têm é falta de memória

estão velhos

الرجل ذبح بعضهم البعض ولكن الخيول باهظة الثمن disse...

Por falar nisso os russos têm umas reportagens giras sobre as torres gémeas e os líderes tribais afgãos

a maioria ou não sabe ou pensa que é em Kabul

um depois de lhe explicarem as fotos disse isto os americanos puseram armas nas mãos das nossas crianças há 30 anos (20 e tal mas quem conta)
e nunca lhes ensinaram a passar sem elas
logo 3000 num mar (lago) de massacre...nada significa para nós

tinha mais mas já m'esqueci

miguel vaz serra....... disse...

Dr. Santana Lopes
E que Deus tenha os milhões de inocentes que morreram nas duas grandes guerras..............
Geralmente não me choco com nada e menos com os discursos de certos políticos ( por falar em discursos, gostei do seu no Fundão! ) mas francamente, quem é, ou melhor, quem pensa que é o comissário europeu Gunther Oettinger para num ar de gozo ou mesmo de falta de respeito, dizer que ao Países em dívidas deviam ter as suas bandeiras a meia haste?
Relembro que o PR Cavaco foi insultado na República Checa e deixou que o mesmíssimo Václav Klaus fizesse em dois dias distintos, comentários vergonhosos sobre o défice português sem retaliar.
E agora? Também vamos deixar passar este incidente diplomático? Nem o Dr. Portas diz nada? Que tem o Dr. Barroso a dizer sobre isto? E o nosso PM?
Em resposta a Oettinger e pedindo desculpa ao “o cusco” por lhe roubar o protagonismo, relembro o artigo que o Historiador Albrecht Ritschl publicou a 21 de Junho no “Der Spiegel” sobre a forma como a “senhora” Alemanha geriu as suas dívidas.
Provocou as duas grandes guerras, devia ser mais humilde.

“Fonte da notícia: RTP: Mundo
categoria da notícia: Internacional / Mundo
notícia publicada: 21/06/2011 13:40:09
““O historiador Albrecht Ritschl evoca hoje em entrevista ao site de Der Spiegel vários momentos na História do século XX em que a Alemanha equilibrou as suas contas à custa de generosas injecções de capital norte-americano ou do cancelamento de dívidas astronómicas, suportadas por grandes e pequenos países credores.
Ritschl começa por lembrar que a República de Weimar viveu entre 1924 e 1929 a pagar com empréstimos norte-americanos as reparações de guerra a que ficara condenada pelo Tratado de Versalhes, após a derrota sofrida na Primeira Grande Guerra. Como a crise de 1931, decorrente do crash bolsista de 1929, impediu o pagamento desses empréstimos, foram os EUA a arcar com os custos das reparações.
A Guerra Fria cancela a dívida alemã.
Depois da Segunda Guerra Mundial, os EUA anteciparam-se e impediram que fossem exigidas à Alemanha reparações de guerra tão avultadas como o foram em Versalhes. Quase tudo ficou adiado até ao dia de uma eventual reunificação alemã. E, lembra Ritschl, isso significou que os trabalhadores escravizados pelo nazismo não foram compensados e que a maioria dos países europeus se viu obrigada a renunciar às indemnizações que lhe correspondiam devido à ocupação alemã.
(continua)

miguel vaz serra....... disse...

(continuação)
No caso da Grécia, essa renúncia foi imposta por uma sangrenta guerra civil, ganha pelas forças pro-ocidentais já no contexto da Guerra Fria. Por muito que a Alemanha de Konrad Adenauer e Ludwig Ehrard tivesse recusado pagar indemnizações à Grécia, teria sempre à perna a reivindicação desse pagamento se não fosse por a esquerda grega ficar silenciada na sequência da guerra civil.
À pergunta do entrevistador, pressupondo a importância da primeira ajuda à Grécia, no valor de 110 mil milhões de euros, e da segunda, em valor semelhante, contrapõe Ritschl a perspectiva histórica: essas somas são peanuts ao lado do incumprimento alemão dos anos 30, apenas comparável aos custos que teve para os EUA a crise do subprime em 2008. A gravidade da crise grega, acrescenta o especialista em História económica, não reside tanto no volume da ajuda requerida pelo pequeno país, como no risco de contágio a outros países europeus.
Tiram-nos tudo - "até a camisa"
Ritschl lembra também que em 1953 os próprios EUA cancelaram uma parte substancial da dívida alemã - um haircut, segundo a moderna expressão, que reduziu a abundante cabeleira "afro" da potência devedora a uma reluzente careca. E o resultado paradoxal foi exonerar a Alemanha dos custos da guerra que tinha causado, e deixá-los aos países vítimas da ocupação.
E, finalmente, também em 1990 a Alemanha passou um calote aos seus credores, quando o chanceler Helmut Kohl decidiu ignorar o tal acordo que remetia para o dia da reunificação alemã os pagamentos devidos pela guerra. É que isso era fácil de prometer enquanto a reunificação parecia música de um futuro distante, mas difícil de cumprir quando chegasse o dia. E tinha chegado.
Ritschl conclui aconselhando os bancos alemães credores da Grécia a moderarem a sua sofreguidão cobradora, não só porque a Alemanha vive de exportações e uma crise contagiosa a arrastaria igualmente para a ruína, mas também porque o calote da Segunda Guerra Mundial, afirma, vive na memória colectiva do povo grego. Uma atitude de cobrança implacável das dívidas actuais não deixaria, segundo o historiador, de reanimar em retaliação as velhas reivindicações congeladas, da Grécia e doutros países e, nesse caso, "despojar-nos-ão de tudo, até da camisa". “

É chamada a Alemanha de caloteira.....
Penso já ter dito isto mas repito com convicção, quem deve abandonar o euro é a Alemanha, única culpada de que economias como a nossa não cheguem a lado nenhum.
As razões estão à vista.

Anónimo disse...

Se não fossem os Media e o Dr Pedro Santana Lopes, o que seria de nós, simples e ignorantes mortais? Dizem-nos que o dia 11 de Setembro mudou o mundo; que foi o maior atentado terrorista da História. E eu que pensava, na minha pouca sabedoria, que o maior ataque terrorista tinha sido o de 6 de agosto de 1945, com o lançamento da bomba atómica em Hiroshima e Nagasaki. Enganei-me, como é evidente. A morte de cerca de 220 mil Japoneses é, insignificante, quando comparada com a de 2.996 Americanos que morreram nas Torres Gémeas!
É a América, meu povo. É a América!

Dina disse...

Para o comentador Vaz Serra , o meu forte aplauso !
Permito-me acrescentar uma achazinha na fogueira, - Alemanha e EUA : Sempre ambos dançando o tango e obrigando os restantes aplaudir . Mas não tenhamos ilusões porque vai continuar a ser assim .
Ah e já agora , quando se fala de Morte , não esqueçamos os 220 mil de Hiroshima e Nagasaki . Também aí, com as devidas adaptações , um Agosto que mudou o mundo ...e, se quiséssemos observar a crueldade humana , com olhos de ver , o mundo mudaria todos os dias.
Deixo aqui a minha sentida homenagem às vitimas do 11/09 , do 7/7 , do 11/3 ,do 6/8 , do 9/8 , e de tantos outros dias do calendário .

Nuno Oliveira disse...

Faz-me lembrar o caso Camarate. Foi acidente ou foi atentado? Was it an inside or an outside job? Terrorismo foi de certeza. Mais de 1500 arquitectos e engenheiros, físicos e químicos, entre outros, querem reabrir o inquérito da história mais mal contada deste século (ainda só vão 11 anos...)

No Afeganistão, em 1999, prouziam-se 80% do ópio mundial. Em 2000, depois dos Taliban tomarem o poder, a redução de produção do ópio foi de 3000 toneladas para 185. Em 2007, com produções recordes anuais, já eram produtores de 90%. "Coitadinhos dos afegãos que não podem produzir mais nada!" dizia um soldado americano ao Geraldo numa reportagem deste no país asiático. "Nós deixamos passar e controlamos mais tarde!" continuava este.

Conclusão: somos todos uns idiotas. Que interessam quase 3000 americanos, entre outros nacionais, na famosa "war against drugs?". Perguntem ao congressista Ron Paul (ainda corre o risco de ser eleito presidente) que quer despenalizar a droga.

P.S.: O meu pesar vai para todos as vítimas das empresas de armamento, principais responsáveis pela existência de guerra. Os 3000 incluídos.

Anónimo disse...

Também me sensibilizou a morte de 70.000 iraquianos quando os EUA irromperam no IRAQUE à caça de armas de destruiçãO maçissa!