terça-feira, 5 de abril de 2011

Especialidades

Já agora,só mais um pouco: será que todos os que entendemos que Portugal devia ser poupado a eleições agora, somos fãs do actual Primeiro - Ministro? Marcelo Rebelo de Sousa, Maria João Avilez e tantos outros? Só faltava ouvir esta.

E, já agora, também: todos os que dizem que tudo isto foi uma manobra, uma cilada de José Sócrates, porque queria sair agora do poder, consideram adequado convergir nos seus propósitos?

Há muito tempo que defendo que José Sócrates devia ter saído do Poder. Há muito que defendo um Governo de Unidade Nacional. De preferência, chefiado por um independente que não se preocupasse com o resultado de futuras eleições, quando tivesse de tomar medidas difíceis e ainda mais duras. Consideram a opção correcta o PSD ter de arcar com as consequências desta governação de Sócrates?

Pelos vistos, há quem pense que sim. Daqui a uns tempos, se o PSD for chamado a governar, logo se poderá fazer a devida avaliação de todas essas decisões. É evidente que há dois tipos de avaliações: as que são feitas antes de as coisas acontecerem e as que são feitas depois. Há muitos especialistas a explicar as razões do falhanço das estratégias que defendem, já depois de elas não resultarem.

Ao contrário de outros, eu não estou nunca do lado do inimigo. Mas isso não me impede de pensar. E, sabem que mais? Não me impede de acertar muitas vezes. Só não consigo acertar na condição humana e adivinhar as traições... essa não é, definitivamente, a minha área.

16 comentários:

marceano disse...

O problema da velha e secular sociedade portuguesa, é que o velho inimigo será sempre um amigo, segundo as conveniências...
A austeridade do comportamento humano sempre será volátil..., por cá também.
Nada terá a ver com a vontade e a capacidade de se poder viver melhor.
A coerência será uma falha dos lusitanos.
Não vale a pena tentar inverter a história mas, pode-se sempre insistir!
Os nossos filhos merecem.
Cumprimentos.

marceano disse...

O problema da velha e secular sociedade portuguesa, é que o velho inimigo será sempre um amigo, segundo as conveniências...
A austeridade do comportamento humano sempre será volátil..., por cá também.
Nada terá a ver com a vontade e a capacidade de se poder viver melhor.
A coerência será uma falha dos lusitanos.
Não vale a pena tentar inverter a história mas, pode-se sempre insistir!
Os nossos filhos merecem.
Cumprimentos.

108 disse...

ja houve varios cilcos de ps para gastar e psd para arrumar a casa....

silva disse...

RESPONSABILIZAÇÃO

Os portugueses têm que ser mais exigentes, e perderem de uma vez por todas esta mania salazarenga de um estado paternalista. Sem dúvida a pior herança do antigo regime.
Os portugueses são preguiçosos, (aliás alguns são verdade seja dita)não podem esperar que o estado resolva os problemas. Em democracia é o mesmo povo que resolve, nas eleições.

Não podemos consecutivamente ser iludidos por uma tia bem falante que mais parece um personagem do Herman, ou ainda de um professor patético que mais parece uma porteira de prédio, ou de ministros loucos.

Portugal!Sim, a Minha Pátria! Não é vossa!

Responsabilização, de todos os políticos, opinion leaders, e todos esses "boys" que gravitam à volta, e que se aproveitam dos lugares e das posições.

Responsabilização de acordo com os ideais de uma democracia com maturidade, do Ministro da Administração Interna, Ministro da Justiça, Ministro das Obras Publicas (antigo e novo), Ministra da Saude, da Educação, e 1º Ministro, por falsas declarações, negligência na gestão de dinheiros públicos, desrespeito pela soberania nacional...enfim e tantos outros!

Não julgo ser um sonhador, mas é possível termos mais justiça, melhor saúde, melhor educação, acabar com a exclusão social, pois quanto mais pobres houver em Portugal pior se vai viver. E se não houver oportunidade de os julgar nos tribunais temos que os julgar nas urnas.
Há gente com valor no nosso país, que está disposta a trabalhar em prol do seu país, não para ter benesses, mas porque é essa a sua educação são esses os seus valores e padrões porque se regem.
Por Portugal!

AP - Amigo de Peniche disse...

Governo de iniciativa presidencial, de salvação/concentração nacional, de bloco central.
Foram em outro contexto, pós-revolução, pré-democratização, ainda com um “conselho de revolução” de memória fresca...
Neste momento, há que clarificar, nada de meias tintas...
Há que clarificar projectos e propostas...
para um lado o Estado providencia que a tudo acode e providencia... e ... até cria empregos...
para o outro o Estado que protegendo os mais vulneráveis, superintende e regulamenta, cria as condições e apoia a sociedade civil fortalecendo-a libertando o Estado de interesses particulares.

AP - Amigo de Peniche disse...

Governo de iniciativa presidencial, de salvação/concentração nacional, de bloco central.
Foram em outro contexto, pós-revolução, pré-democratização, ainda com um “conselho de revolução” de memória fresca...
Neste momento, há que clarificar, nada de meias tintas...
Há que clarificar projectos e propostas...
para um lado o Estado providencia que a tudo acode e providencia... e ... até cria empregos...
para o outro o Estado que protegendo os mais vulneráveis, superintende e regulamenta, cria as condições e apoia a sociedade civil fortalecendo-a libertando o Estado de interesses particulares.

o cusco....... disse...

É lógico o que escreve.
Só não o entende quem não quer fazê-lo, ou não lhe interessa!!!
Aproveito para comentar o não comentável.
A Banca portuguesa, esses mamões que nos roubam diariamente a todos os clientes com taxas e comissões, que sobem a taxa de crédito à habitação, sem que o incompetente Banco de Portugal os simplesmente proíba e mesmo depois daquela desgraça de personagem do PS ter ido embora quando arranjou o tacho em Bruxelas, pois fazem-no antes que Banco Central Europeu o faça, dizem que não emprestam nem mais um cêntimo ao Estado.
Isto é para rir????? Ou para chorar???
Então esses mamões andaram a pedir ajuda ao estado quando eles mesmo provocaram esta crise ( toda a Banca Internacional e nacional ) económica e financeira e estavam à beira da banca rota por ter andado a "jogar roleta russa" durante anos com aplicações falsas, e agora viram as costas a quem os ajudou????
Cães que não conhecem dono!!!!
Mas que gente...
Portugal começa a meter nojo aos mesmíssimos portugueses...imaginem aos estrangeiros...

Dina disse...

Caro Dr Pedro !
Very loud and very clear !
Gosto de o ler assim !
Transparente e directo .
Assim , sim .
Tiro-lhe o meu chapéu !
Isto apesar de não concordar consigo naquele ponto da saida de Sócrates .
Sou das que defende que a saida de Sócrates foi uma benção absolutamente necessária porque não acredito em mais hipocrisias de PEC's, mas antes em soluções de fundo que estanquem o monstro , custe o que custar.
Sou daquelas que também acredita verdadeiramente que o Povo portugues é um povo com caractristicas unicas e que vai ter a força e a inteligencia de se fazer sair desta crise .
Já o fez antes e vai fazê-lo outra vez .
Também acredito que sem as encenações da máquina socrateana , isso irá ser mais desagradável à vista mas mais fácil de concretizar, (ainda que venham ao de cima todas as podridões que existem debaixo da máquina) porque quando um País , pouco mais tem a perder , já não tem que ter medo de nada.
Só tem que trabalhar e que o deixem trabalhar porque, até para trabalhar tem sido um calvário e um mundo de perseguições.
Cptos.

Luís disse...

Caro Dr. Pedro Santana Lopes:

Lamento que o meu comentário sobre a sua infeliz observação a respeito do autismo não tenha merecido qualquer resposta. O autismo é uma doença e não um adjectivo.

Cumprimentos

Nuno Silva disse...

Desculpe insitir, mas já agora lanço um desafio: que os politicos que já estão reformados e que têm menos de 65 anos, e que aufiram outros rendimentos do trabalho, abdiquem das suas pensões enquanto o país estiver em dificuldades!...não seria patriótico?

Carlos André Martins disse...

Napoleão dizia (está escrito) um homem sem memória é como um forte sem guarnição, não devemos esquecer, enquanto PORTUGUESES, todas estas traições, desde os pequeninos aos grandes! O Pedro soube ser, soube estar, soube (como ninguém) dizer basta, muitos o ouviram, outros na tristeza das suas crenças, quiseram outro caminho...
Não tenho troco para eles.
Prefiro dar uma moeda (nem que seja pequena) ao "amigo/Português" que toca e canta nessas ruas da cidade mágica chamada LISBOA e por esse meu querido PORTUGAL do que me vender a ideias mágicas!



Vamos Portugal! Mesmo que seja contra todos!

one hundred trillion dollars disse...

eu não estou nunca do lado do inimigo

é o problema da política

ou de outra actividade humana

há sempre inimigos, rivais e alvos a abater

algures os banqueiros descobriram que a sua especialidade não era dar crédito a quem não o tem

isto das especialidades

e de acertar nos alvos

há quem possa

há quem poça....é assi

silva disse...

O tempo acabou por dar razão a Santana Lopes e muita gente está hoje arrependida do sucedido, esperemos que tenham aprendido a lição e lembrem-se que estamos a pagar custos elevados por essas atitudes.
Ontem no programa Prova dos Nove da TVi 24 ficou mais uma vez patente a incapacidade dos partidos de esquerda de respeitarem a voz popular.

E foi bonito ver o Fernando Rosas levar uma "chapada" bem merecida a por sinal, pois até corou e baixou a cabeça.
A esquerda é incapaz de aceitar o veredicto popular, a opinião popular (tal como foi também para Jorge Sampaio quando dissolveu uma maioria parlamentar), para Fernando Rosas os alentejanos, o povo não percebe nada sobre Fundo de Estabilização Europeu (com ou não FMI), desdenha a sabedoria ou conhecimento popular.
O tempo já demonstrou, ao longo destes últimos 6 anos de governo que comportamentos socráticos ou totalitários, de tomar decisões sem respeito pelos os órgãos institucionais, de encher o governo e empresas do estado com amigos e familiares reveladores de tiques de ditaduras que o povo português já não aceita.
A esquerda tem de compreender que não existem portugueses de segunda, e todos mas todos merecem respeito.
Aí está uma grande diferença!

silva disse...

O tempo acabou por dar razão a Santana Lopes e muita gente está hoje arrependida do sucedido, esperemos que tenham aprendido a lição e lembrem-se que estamos a pagar custos elevados por essas atitudes.
Ontem no programa Prova dos Nove da TVi 24 ficou mais uma vez patente a incapacidade dos partidos de esquerda de respeitarem a voz popular.

E foi bonito ver o Fernando Rosas levar uma "chapada" bem merecida a por sinal, pois até corou e baixou a cabeça.
A esquerda é incapaz de aceitar o veredicto popular, a opinião popular (tal como foi também para Jorge Sampaio quando dissolveu uma maioria parlamentar), para Fernando Rosas os alentejanos, o povo não percebe nada sobre Fundo de Estabilização Europeu (com ou não FMI), desdenha a sabedoria ou conhecimento popular.
O tempo já demonstrou, ao longo destes últimos 6 anos de governo que comportamentos socráticos ou totalitários, de tomar decisões sem respeito pelos os órgãos institucionais, de encher o governo e empresas do estado com amigos e familiares reveladores de tiques de ditaduras que o povo português já não aceita.
A esquerda tem de compreender que não existem portugueses de segunda, e todos mas todos merecem respeito.
Aí está uma grande diferença!

o cusco....... disse...

Estive a rir toda a tarde para não chorar…..
Estamos mal, não é?
Imaginemos que isto está mesmo péssimo, muito muito mal.
Pois é muito pior que isso!!!
Há menos de 48h ouvi o gajo a dizer outra vez que não ia necessitar de pedir ajuda ao FMI na entrevista desenhada, como todas, para o tipo.
Hoje o Ministro, considerado pelo Financial Times como o pior de sempre na Europa, das Finanças diz que está tudo preparado para que entrem e em força!!!
Salgado, o Banqueiro que se aproveitou e comeu à larga desta ditadura de longos 6 anos, aliás como todos os outros, que vivem um Paraíso fiscal aqui em Portugal, foi dizer à TV que Portugal tem que pedir ajuda para “ontem” depois de eles mesmo negarem dinheiro a quem os tirou da banca rota.
Depois disse-se que Bruxelas não sabia de nada e era um escândalo. Agora já sabem todos e é um mar de rosas….
Todos muito amigos.
O PSD muito contente, todos muito alegres........
Todos menos nós!!!
O povo está paupérrimo!!!
Há gente a passar fome!!!
E atenção!
Quem vai beneficiar destas ajudas não somos nós!!!
Os juros dos empréstimos não vão baixar, pelo contrário.
Tudo vai ser muito pior.
Só ajuda os mamões da Banca e dos boys PS e PSD que têm assim assegurados os ordenados pornográficos assim como os ainda mais pornográficos “bónus” ao fim do ano mesmo que as empresas estejam a ser saqueadas pelos mesmos!!!!!!!!!!!!
É essa a verdade que deve ser “berrada” a pleno pulmão!!!
Hoje soube-se também que os tipos que foram afastados da PT por causa de acusações de corrupção, receberam indemnizações de milhões de euros para sair!!!
Depois disseram que um deles mas que ainda lá está, recebeu menos 30.000 euros que o ano passado…
Ai COITADINHO!!!!
Que grande desgraça!!!!!!!
Em vez de receber 260.000, SÓ RECEBEU 230.000…
Mas estão a gozar com o povo português?
É isto que temos que ouvir e calar?
Com gente a passar fome em casa? Um País de porcaria, com 9 milhões de cidadãos, que tem um PM que gasta 12.000 euros ao dia e um PR que gasta 16 milhões de euros ao ano???
Mais que uma família real inteira num país de 50 milhões de habitações como é Espanha???
Que tem um IVA de 18%?!
Uma gasolina a 1,30eu?!
Mas porque raio este povo é tão estúpido meu Deus?!
Tão passivo!!! Tão cego!!!
Que horror, Deus meu…que horror………..

João disse...

Portugal perante o aproveitamento criminoso dos políticos que absorveram o aparelho do Estado desde a transição para o descalabro, deveria, com igual facilidade, castigá-los sem dó nem piedade. Quimeras!
Qualquer país que tenha que viver do trabalho, não poderá nunca – em situação alguma – promover a absolvição de traidores e sugadores da ingenuidade dos restantes.
O nosso País, declaradamente, e fazendo desta afirmação, regra sem excepção, não tem neste momento políticos sérios, quero significar que para se ser sério, se é para defesa da verdade, não o sendo por omissão dela.
Concretizo dizendo que a defesa do Presidente do Conselho de Ministros, Sr. Eng. Sócrates, só pode se feita por conluio, bem como a defesa de todos os interveniente "públicos", do partido do Estado ou não.
Quando não se corrobora a política que o Estado impõe para se alimentar, também não se pode corroborar a manutenção dos fazedores de consciências, que se passeiam pelos canais que o mesmo Estado permite que existam. Estes, são parasitas e oportunistas, que lidam bem com qualquer governo e qualquer política. São figurantes!
Dito isto … disse tudo.
Todo o aparelho de Estado é uma feira de vaidades que conhecendo a vaidade alheia, nenhum reconhece a sua, e tem resultado dos delírios daqueles criminosos, a dependência da sociedade. Daí o surgimento de monstros, sendo que as mais das vezes, os efeitos do que produzem, são na realidade nada!
A alternância governativa nacional, é reveladora da ingovernabilidade sustentada e continuada. E esta é uma das frustrações, para quem pensou ter herdado o dom da razão. Outros tempos … outros tempos!
A ideia de que a prática melhora a aprendizagem, se estamos a falar de PS ou PSD ou CDS – farinha do mesmo saco – verificamos que afinal pode é retardá-la, o que destrona certos aspectos inteligíveis do comportamento. Ou seja, uns e outros, não acrescentam nem retiram de entre eles, nada que a fragilidade de ambos não seja reveladora. Estamos portanto, perante alguma hereditariedade consentida, em que aqueles partidos, "democráticos", como manda o figurino, se alternam sem que daí resultem responsabilidades. Antes alívio da má condução dos direitos alheios, em favorecimento dos próprios. É o resultado de uma política muda, de parceria não concertada, mas consentida. É útil!
Assim é, e assim será. Enquanto não se convergir com os critérios de racionalidade, estarão aqueles mesmos "senhores", autorizados a impingir as suas mercadorias pseudo-científicas a um público crédulo … o cidadão.
Porque é hoje a mentira uma verdade verificável … Haja Deus!

João Gomes