sexta-feira, 22 de maio de 2009

JOÃO BÉNARD DA COSTA


JOÃO BÉNARD DA COSTA.
Faz muita falta a Portugal. Tão bons tempos aqueles, nos anos 90, da construção do ANIM( Arquivo Nacional de Imagens em Movimento), das filmagens e anteestreias de Manoel de Oliveira, das sessões na Cinemateca, das conversas com Lauren Bacall...
Muita honra tenho por, com o então Primeiro-Ministro Cavaco Silva o ter nomeado Director da Cinemateca com Ana Costa Almeida e José Manuel Costa como SubDirectores.
Para além de outras grandes qualidades que têm sido enaltecidas, era uma pessoa muito educada. Um Cavalheiro sempre apaixonado pela sua Arte.

4 comentários:

Florbela Silva disse...

Dr. Santana Lopes
Gostaria se me permitir de prestar aqui a minha homenagem a tão ilustre personagem que deixa saudades pela sua cultura e pelos seus contributos para o cinema Português .

Saudosa Homenagem
João Bénard da Costa
Homem de grandes qualidades católicas, conservador, forte opositor a Salazar, não comunista.
Bénard, acreditava em Deus e totalmente no Homem, grande defensor da nossa língua Portuguesa.
Viveu grande parte da sua vida na margem desértica do Sul do Tejo, onde se pode comer um excelente peixe fresco, "figos ainda molhados", maçãs reinetas biológicas e pão fresco, segundo J.B.C. a`Arrábida lugar primoroso de eleição - onde segundo as suas palavras - "havia a guerra no Mundo e a descalma suave na Arrábida".
Possuidor de uma "cinéfilia" aguda, grande "amante dos seus actores" e curiosamente adormecia nos seus filmes, grande carácter e modéstia.
Humildemente gostaria de lhe dedicar uns versos de Florbela Espanca:
"Soror saudade"
Irmã, Soror Saudade, me chamaste...
E na minh'alma o nome iluminou-se
Como im vitral ao sol, como se fosse
A luz do próprio sonho que sonhaste.

Numa tarde de Outono o murmuraste;
Toda a mágoa do Outono ele me trouxe;
Jamais me hão-de chamar outro mais doce;
Com ele bem mais triste me tornaste...

E baixinho, na alma de minh'alma,
Como bênção de sol que afaga e acalma,
Nas horas más de febre e de ansiedade,

Como se fossem pétalas caindo,
Digo as palavras desse nome lindo
Que tu me deste: «Irmã, Soror saudade»

Paz á sua alma ...
Flor

Manuel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Francisco Azevedo Brandão disse...

Singela mas sentida homenagem de um homem sensível e de grande elevação moral que é Pedro Santana Lopes a outro grande Senhor que era João Bénard da Costa.
A amizade, o reconhecimento e a admiração nada têm a ver nem com a cor nem com o credo de cada um.
Felicitações.

Anónimo disse...

É uma pena que quando homens como João Bénard da Costa nos deixam, nos deixe também um acervo de conhecimento inigualável na forma do espírito e do engenho humano.
Sem dúvida uma das figuras mais simpáticas e queridas dos apaixonados de cinema, que ele sabia descrever com uma arte que se misturava com a vida.
Culto, sonhador, humano, real. Uma personalidade impar. Curvo-me perante figuras assim e só o silênco faz sentido nestes momentos.


Ernesto Sousa