segunda-feira, 2 de março de 2009

Indicadores

A inflação na Zona Euro cresceu uma décima em Fevereiro, para 1,2%. É um sinal curioso que, para já, não confirma o caminho deflacionista.
Foram razoáveis, também, as notícias do Conselho Europeu informal de ontem, em Bruxelas. Começa a ser trilhado o caminho para definir aquilo que os Bancos não podem continuar a fazer. E lá está aberto e aprofundado o processo da eventual criação de um Banco que segure os créditos ou títulos chamados mais pobres ou, noutro sentido, mais tóxicos.

6 comentários:

Anónimo disse...

Sr. Pedro Santana Lopes
Desculpe, nada do que vou a comentar tem a ver com o tema com que abriu hoje seu blogue mas não tenho outra oportunidade onde lhe diga que tenho muita pena de não morar em Lisboa para o poder votar como presidente da Câmara, que tenho maior pena ainda de ver como os portugueses não sabem apreciar como o senhor é o melhor político que Portugal tem, como homem inteligente, com um carisma impresionante e uns valores óptimos para fazer de sí um estupendo Primeiro Ministro...
Não compreendo aos portugueses, sinceramente, como conseguem aturar esse "artolas" (por não dizer coisas piores) que está à frente do País tendo na política uma pessoa como o Dr. Santana Lopes, em fim...

De uma cidadâ espanhola que tem muita admiração pelo senhor.

TAF disse...

Já que fala na Europa, fica aqui a indicação desta iniciativa:
www.marcelo2009.eu/

Saudações!

Ricardo Araújo disse...

Bom dia Dr. Pedro Santana Lopes os indicadores valem o que valem, as intenções essas então, ainda valem menos, por isso é tempo de acabarmos com rodeios e passar às praticas, ou será que a banca tem mais peso do que as populações.
É necessário acabar com as offshore, então acabe-se de vez, é necessário uma maior transparência e um maior controlo sobre a banca então que surja uma entidade isenta e que faça essa regulação de uma vez por todas.
Dr. Pedro penso que o que falta ao Mundo e principalmente a Portugal, é falta de vontade politica, é falta de lideres a altura dos desafios, pois o que constatamos é que o País anda em roda viva, principalmente todos os organismos do estado, onde o desperdício e a corrupção é mais que muita.
Um grande abraço, cordialmente.
Ricardo Araújo.

Jorge Cabral disse...

Apesar dos lugares comuns, estou de acordo com o Ricardo. Todavia há que fazer algo antes de tudo e que se liga ao facto de ser indispensável "redignificar" os políticos e tudo quanto se relacionar com a "coisa pública" através de uma reformatação dos mais que dúbios sistemas que permitem as ascensões dos políticos nas máquinas partidárias.
É imperioso combater a corrupção, objectivamente, através de processos e sistemas claros, verdadeiramente transparentes e que não deixem dúvidas a ninguém, a par de banir os corruptos, penalizando-os se necessário radicalmente para além da obrigatoriedade de irradiação de qualquer lugar público (incl. empresas total ou parcialmente do Estado) para o resto das suas vidas.
Quando tudo começar por aqui, talvez a democracia se cure.

Dina disse...

Caro Dr Pedro
Eu ainda não acreditaria muito nessa pequenina inflação virtual que se disse que se sente.
Se analisarmos por exemplo os stocks das commodities nas bolsas inglesa e americana , dá para ver que se situam acima do dobro, o que quer dizer que o consumo ainda é muito ténue e a procura ainda não está estimulada. E essa é que é a realidade !
Não digo que estejamos num sistema deflaccionário , mas ainda não deixámos de caminhar para lá . Por enquanto, eu diria , que estamos num sistema desinflacionário , o que é um pouco diferente .
Baixaram-se as taxa de juro no redesconto o que é a medida correcta, mas a desregulação está, em que essas taxas de juros baixas, não estão a chegar às empresas que estão a pagá-las nesta altura na ordem dos 18 a 20% e até mais.
Isto pode gerar uma pequena inflação , mas é falsa .
Ou seja , não é uma inflação gerada pelo aumento da procura , mas sim porque o preço do produto (por causa do custo do capital) fica mais caro ao produtor.
Isto é perigoso e tem que ser travado !!!
Por outro lado existe a tentação do investidor na procura de alguns bens muito especificos mas mais valiosos, como por exemplo o ouro , (considerado o ultimo refúgio do investidor) . Este, porque perdeu a confiança em investir em papel, (acções, obrigações, moeda, etc) vai procurar o metal precioso que lhe oferece alguma estabilidade e não se estraga. O problema é que este comportamento atrasa a confiança que a economia necessita para arrancar.
Positivo é saber que se vai regular o que os bancos podem ou não fazer ,muito embora seja de importancia maior regular as comissões de risco que o Banco Central Europeu está a cobrar e que transformam as tais taxas de juro num inferno.
Em Portugal também é muito importante ter atenção à Fiscalidade . Há 4 anos que só se houve falar em fraude e evasão fiscal. Incrivelmente a cobrança dos impostos consegue subir exponencialmente mesmo nos anos de decrescimo económico . Deve ser um milagre com novos «santos» !!!Neste momento vivemos num País onde uma boa parte dos cidadãos e empresas são constantemente acusados de cometerem fraudes e evasões fiscais ,sendo portanto «criminosos» a quem, por isso, lhes são exigidos impostos adicionais e penalidades absolutamente inimagináveis , onde tudo é permitido e até inventado!
Não conheço ninguém que queira investir num País assim . Só se fôr um «louro» e de Marte!!!

antónio disse...

Boa tarde.

Pelo trilho que se vai tornando conhecido, as gerações futuras questionarão sobre os irresponsáveis que permitiram um sistema financeiro com tais desmandos e nefastas consequências.

Muitos dos políticos de ontem e de hoje serão réus no tribunal do futuro. E merecidamente, diga-se.