segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Significativo

Este post "Que Paciência" bateu os recordes de comentários. E em 24 horas. Vale a pena ler, até porque também é significativo que muitos sejam de pessoas que nunca tinham escrito neste espaço. Talvez fizesse bem ao protagonista lê-los... Mas, de qualquer maneira, já não muda.

11 comentários:

Diana Mendonça disse...

Boa noite.

Fico triste por ver em Marcelo Rebelo de Sousa uma figura do PSD que tanto prometeu e que nada deu ao partido, e sobretudo ao país, à escala política.

Foi continuamente a promessa que se esvaziou nos momentos mais críticos, e quando a excepcionalidade que lhe é alaradada mais necessária era. Concluí que ele é como aqueles futebolistas com fama de excepcionais... Excepcional só mesmo de fama e por clique & claque por demais suspeita.

E ao perceber que lhe falta real estatura de governante e capacidade motivadora positiva de massas, passou a resguardar-se num cinismo de franco-atirador que não poupa nada nem ninguém em nome de fátuos exercícios de vaidade de manutenção de fama, confundindo manha com inteligência.

Prefiro pensar que Marcelo Rebelo de Sousa é simplesmente manhoso e por isso desprovido do carácter necessário para suceder um esdtadista. É que se assim não for o caso é bem mais grave, já que uma tão publicitada inteligência excepcional estaria tão só dimensionada e ao serviço de uma malignidade e maquiavelismo, que na política democrática são de per se contradições em termos e manifesto de mercadoria imprópria para o exigente exercício da democracia onde não vale tudo.

Sinceramente fico revoltada até à náusea por ver as acrobacias e contorcionismos lógicos a que o professor de direito se presta. Deveria ter atentado a Wittgenstein, esse sim pensador profundo: «a lógica é innitamente inflexível». Basta de tanta plascticina política.

Ricardo Araújo disse...

Boa noite Dr. Pedro Santana Lopes os comentários ao seu anterior post, bem como todos os comentários que aqui se escrevem, leva-me a crer que V. Exa ainda tem um bom capital político e pena é que V. Exa não o aproveite em detrimento proprio.
Acho que é tempo de V. Exa fazer uma sondagem pelo País para reparar que eu tenho razão quando digo que V. Exa ainda pode dar muito a este País e que os Portugueses ainda esperam muito de Sí.
Um grande abraço, cordialmente,
Ricardo Araújo.

Anónimo disse...

esse record só tem uma leitura...andamos "cheios" de certos comentadores...
aproveito para o convidar, uma vez que é um homem da cultura, a visitar o meu blog virtualmigas.blogspot.com

abraço
miguel cardoso

Afonso Henriques disse...

Caro Dr. Pedro Santana Lopes,

É claro que vale sempre a pena ler os comentários de portugueses atentos ao que se passa à sua volta.
Vale também a pena, continuar a ver e a ouvir os comentadores dissertarem sobre a sua "criação de factos politicos", e como só se fala das pessoas a quem se dá algum valor, podemos legitimamente presumir que as suas opiniões, apesar de sempre muito criticadas, são afinal também muito importantes.
Mas sobretudo, vale a pena continuar a tentar mudar o que ainda pode ser mudado.
Quando foi Primeiro Ministro apelou, e bem, à confiança dos portugueses na dinamização da economia; o que à época foi considerado por muitos uma falta de responsabilidade, é hoje reconhecido como o único caminho para sair da crise.
E aproveitando o contributo de outro cidadão atento, acrescento que talvez seja altura de fazer renascer o PPD dos tempos do "primeiro as pessoas, depois o país e depois o partido".

Ricardo Campos. disse...

Boa Noite.

Como muito bem disse, já não muda! Há um companheiro nosso que olha para o PPD/PSD e encontra aqueles que são militantes e os que não passam de inscritos.
Costuma-me ver um ex-presidente do Partido enveredar por este caminho tão vulgar e desprestigiante.
Lembro-me que foi com Marcelo que me filiei no PSD, tinha eu 18 anos, em tempos também eles difíceis, numa altura em que a rosa do Eng. Guterres ainda não murchara.

Mas como isto chegou a pontos completamente desconcertantes e agitados, tenho-me detido sobre a elaboração de um documento que oportunamente irei remeter. Uma espécie de 'hobbie'. Mudemos então de assunto:

Tenho estudado os vários modelos de Welfare existentes no mundo, mais propriamente dos países que nos têm passado à frente, como a República Checa, Estónia ou mesmo a Eslováquia que também nos ultrapassará em 2009.

Sabemos que um dos factores de atractividade ao investimento estrangeiro é para além da flexibilidade laboral, burocracia, consolidação das contas públicas, simplicidade do sistema fiscal,etc são os custos fiscais que as empresas venham a suportar.

Ora acerca deste assunto, deixo uma leitura de há pouco, também para reflexão, uma parte da entrevista dada por Larry Ellison (fundador da Oracle que é o segundo maior produtor de software do mundo) ao Corriera della Sera (Italia) em 10 de Julho de 2005:
"Em Itália, não é reconhecido nenhum mérito à minha empresa se ela admitir cem pessoas, mas há logo uma tragédia se forem despedidas duas. E o mesmo se pode dizer da França: fala-se do Modelo Social Francês, mas aquilo não é um modelo, porque ninguém o copia, e não é social, porque produz milhões de desempregados. É melhor investir e dar emprego na república Checa ou na Hungria, países que têm uma flat tax muito inovadora."

A flat tax, que na Roménia tem o limite de 16%, e que nos casos dos países atrás referidos não ultrapassa os 26%, explica em parte a deslocalização de empresas para essa zona do globo. Conheço algumas que estão a fazer esse caminho, outras que o estão a ensaiar.

Estes modelos de welfare low cost, instituído nos Estados Unidos e que poderá vir a ser uma realidade na China - numa matriz já pós-comunista, onde poderemos vir a ter uma flat tax na ordem dos 15% - poderá obrigar a Europa a reagir.

Tendo em conta que em Portugal, as despesas sociais do Estado são na ordem dos 30% do PIB e que os custos com o desemprego atinge já os 2,7 mil milhões de euros (para não falar da redução de IRS), não seria tempo de também iniciarmos esta discussão sem demagogia e desonestidade ?

Cada vez o cenário é mais global, não podemos desistir de estudar as mutações que todos os dias existem no mundo, e termos o engenho e a arte de nos adaptarmos.

Queria partilhar com o Sr.Dr. esta passagem da entrevista do Ellison, mas a propósito, não era muito mais importante, adequado e inteligente, os Marcelos de Portugal introduziram nos seus comentários semanais este tipo de temas?

Um abraço,
Ricardo Campos.

Jorge Dinis disse...

Subscrevo o que dizem Ricardo Araujo e Afonso Henriques.

FORÇA.

miguel vaz serra disse...

Dr.Santana Lopes
É claro que com a barbárie de MRS o povo fica alvoraçado.Não é para menos..Sabe Dr.?Eu acho que ele também viu o programa sobre Carlos de Inglaterra e pensou..."Somos tal e qual : os dois de famílias de bem e ambos toda a vida á espera do trono"!!! e passou-se......Como diria uma amiga....."foi derivado aos nervos"...

João Luís Sobral disse...

Boa tarde.

Hoje em dia é problemático falar de significância, Dr. Santana Lopes. Modernamente antecipa-se à significância o estar «in». Assim temos a dimensão da insignificância. Dimensão essa que é verdadeiro aquário e estufa de muito político «à la mode», que para ocultar a inépcia política preferem a poltrona do opinador oficial, oficioso, pessoal, etc...

O que é significativo é a insignificância crescente dos comentadores que se prestam ao culto senil de uma mediaticidade a qualquer preço, artificializada e desprovida de qualquer sentido construtivo geral.

Tais comentadores tem hoje uma função primordial ainda que por agora inconsciente: a de espantalhos, como negações activas, contra-exemplos completos, do conceito e função de comentador político.

Tal é a significância da insignificância: o do limite do contra-exemplo.

jls disse...

É com tristeza que vejo mais uma polémica, independentemente de quem assiste a razão, assombrar o partido que tempos houve foi o maior partido de Portugal.

De quezília em quezília vão esgotando o partido e a paciência dos poucos, e cada vez menos, que ainda nele votam. É com pesar que vejo que não há ideias para o país, não há sentido de Estado, de oposição, não há calendário politico, não há responsabilidade, não há lider, enfim ... não há nada. Andam à deriva e nada mais.

Li com atenção as suas palavras e até acredito que lhe assista, senão toda, parte da razão, mas o que aconteceu na sexta, mais que vergonhoso foi uma falta de respeito para todos os portugueses, sem excepção. Justificar-se com as faltas do passado também não me parece de bom tom.

Cabe-vos a vós políticos, nem peço sempre, pelo menos uma vez por outra descer à terra e olhar em redor para ver a miséria de país que temos e para qual contribuem diáriamente, como o vosso trabalho ou com a falta dele.

A minha sugestão é simples. Almoce com o professor Marcelo, esclareça as coisas, poupe-se a si e mais importante poupe o país destas quezilias que só nos fazem perder tempo.

Jls

http://cortavicente.blogs.sapo.pt/

Anónimo disse...

Pedro S. Lopes, ele lê...

Ps: Assino por baixo as palavras do comentador deste blog, Ricardo Araújo :)

Beijinho,
teresa

Raper disse...

Esta troca de galhardetes não beneficia em nada o debate político do país e, já agora, o PSD.
Vão para a São Caetano, fechem-se numa sala, discutam o que têm a discutir e saiam de lá com um mínimo consenso. Só assim o PSD se pode unir em torno de uma luta muito maior do que vocês os dois.
Cumprimentos!