quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

As cheias

No dia das recentes cheias em Lisboa,alguns Túneis ficaram alagados,"entupiram" e o trânsito foi impedido de neles circular. Então e o Túnel do Marquês não alagou, não "entupiu", não teve o trânsito cortado? Tão perigoso, tão perigoso. O que ouvimos durante anos, Santa Maria! Pode acontecer sempre em qualquer via mas, convenhamos: devia ter sido logo à primeira.

12 comentários:

Anónimo disse...

Caro Dr. Pedro Santana Lopes,

Tem de concordar que os criticos que falaram que é " Perigoso, que iria ficar entupido, etc" devem ter ficado com um grande nó na garganta, devido a isso não podem dizer uma palavra. A vida é mesmo assim não se deve não se mandar pedras para o ar quando se tem telhados de vidro .
Bem haja

Gonçalo Cornelio da Silva disse...

A luz ao fundo de um túnel e a importância de um equipamento chamado Casino

É óbvio qu nunca seria mencionado que não houve inundação, mas se ela tem acontecido servia mais esta situação como resposta a algumas “atrevidas e impertinentes” notícias.
O que aqui importa referir, é que de facto existem equipamentos fundamentais para a cidade. Tal como num centro comercial onde existem as ditas “lojas âncoras” na cidade propriamente dita, ou nos bairros, as chamadas “unidades de vizinhança” necessitam de determinados equipamentos que pelo seu impacto transformam toda uma zona onde a sua influência se torna preponderante na “vida da cidade”.
Ora, é indiscutível que o túnel e o Casino são efectivamente equipamentos fundamentais para uma zona. Como no Parque das Nações, esta zona da cidade estava desertificada à noite, e devido a um desenho urbano aleatório é propenso a uma grande insegurança. Tal como confirmam os índices urbanísticos de segurança e relações de vizinhança, com níveis ZERO.
Portanto, para além dos benefícios económicos que este tipo de equipamento trás não deixa de ser relevante os benefícios em termos sociais, pelo facto de as pessoas aí se deslocarem, uma zona que estava de alguma forma desertificada em consequência de um desenho urbano retrógado e onde o centro comercial tem graves responsabilidades por concentrar actividades e passeio no interior de um edificio. Veja-se o erro urbano do edificio do El Corte Inglês, totalmente inadequado e desajustado para aquela zona da cidade, provocando vários conflitos, sociais, no sistema viário da zona, (estranhamente a sua dimensão provocou o aumento ínclusivé do índice de emprego precário) um equipamento com uma mega-área de influência que espante-se ultrapassa a área metropolitana de Lisboa.

É absolutamente claro para mim de que o Dr. Santana Lopes quando Presidente da CML e posteriormente PM, teve este facto em consideração, a importância de determindos equipamentos e os seus efeitos. Ainda estou recordado, quando reuniu 11 ministros do seu governo em Chelas, no Bairro da Flamenga, estavamos no dia 19 de Janeiro de 2005. Pretendia-se tal como referiu “levar a cidade” a também estes lisboetas. As suas preocupações sociais estavam na base no projecto da Cidade Administrativa, e o Dr. Santana Lopes soube aproveitar.
Aquela zona representa 8% do território da cidade de Lisboa, foi abandonada por todos, logo após o demagógico projecto de irradicação das barracas, programa necessário mas muito conveniente para alguns, mas veio provocar a alienação de toda uma população devido a um péssimo e infeliz desenho urbano, são cerca de 65.000 habitantes isolados e abandonados à sua sorte.
Este grande projecto seria relevante para a Cidade de Lisboa, porque integrava esta zona à cidade de Lisboa.
Avenidas redesenhadas, instalação de equipamentos “âncoras”, daí se chamar “Cidade Administrativa”, talvez este nome não seria o mais indicado que nas mentes mais mesquinhas, poderia eventualmente ser conotado com o absurdo funcionalismo modernista das correntes urbanas que estes no fundo sempre praticaram.
Para além habitação de forma a contrariar o número de habitações a custos controlados por forma a evitar a guetização da zona, a instalação dos equipamentos âncoras seria fundamental, serviços judiciários, o hospital, a nova feira popular, as novas estações da Linha de Cintura Interna e a hipotéctica Estação Central de Lisboa, um interface de transportes que ligava metro e refer iria provocar uma revolução na cidade de Lisboa. Os níveis de atracção desta zona iriam equilibrar os de outras zonas da cidade que necessitam de outro tipo de equipamentos, a Baixa e o Terreiro do Paço.
Esta sua visão de Cidade, foi compreendida por muitos, o próprio actual Vereador do Urbanismo da CML, colocou os seus alunos do 5º ano do curso de arquitectura do IST a estudar e desenvolver este projecto da Cidade Administrativa, elogiou a concretização de uma Estação Central de Lisboa nas Olaias tal como tinha sido prevista no referido estudo (Ver Jornal Publico Local dia 20-12-05 e 21-12-05) , os seus alunos, já licenciados apresentaram as suas propostas desenvolvimentos do anterior projecto no 1º Congresso da Freguesia de Marvila, tendo sido bastante elogiados, ficaram efectivamente surpreendidos por ter sido o anterior presidente da autarquia a promover este estudo, que aliás muito elogiado por diversos especialistas estrangeiros, e no qual tive a honra de participar.
Foi esta forma de fazer cidade vista na sua globalidade como um todo, o túnel do Marquês de Pombal, na verdade, foi imaginado já alguns anos mas era mais fácil escamotear alguns valores na estatística de entrada de veículos do que prôpor uma obra desta dimensão.

Triana disse...

É verdade... mas é preciso ver os milhões que se gastaram no túnel do Marques, se formos ver o que se gasta nas zonas onde mora a populaça também fica um grande buraco, quantas vezes os presidentes de junta se vêm em dificuldades em ter um funcionário para varrer uma rua. Pedro Santana isso é mesmo conversa da treta. Não há nunhum deputado, nenhum ministro, nem nenhum secrecário-geral ou mesmo algum líder parlamentar que habite naqueles locais. Essa já não pega... Já agora parabéns por terem deixado cair a lei autárquica, porque isso também iria trazer mais problemas às juntas de freguesia. Moro em Gondomar e tenho a certeza que nenhum autarca aceitava de bom grado esta lei, nem os do PSD que são 9, nem os do PS que são dois e lutam diariamente com este problema, só têm que dizer amen, porque senão fecham a torneira e sepois nem pinga sai...

maria disse...

Grande galo, para os más linguas, claro. Devem ter rezado a todos os anjinhos para que o túnel entupisse de vez.

JB disse...

não é que não fosse por vontade de muitos... ficaram a engolir sapos...

paf disse...

Das duas uma: ou os responsáveis editoriais das rádios, TV's e jornais não mandaram lá nenhum jornalista; ou algum repórter mais lesto, de regresso à redacção e depois de dar uma saltada ao túnel e vê-lo "enxuto", foi confrontado com a inevitável resposta da chefia: "Tá bem, tá bem, deixa aí que eu depois vejo...". Quem não os conheça, que os compre!

Ricardo Araújo disse...

Boa tarde Dr. Pedro Santana Lopes, foi lamentável e trágico o que sucedeu no País, penso que todos os Governos e Autarquias têm responsabilidades no que aconteceu e não como dizia o Ministro do Ambiente que só as Autarquias é que teriam responsabilidades no sucedido, será preciso pouco inteligência para proferir tais afirmações, mas não nos devemos surpreender com elas, pois ao fim de três anos afirmações como esta têm sido uma constante.

Apesar de ser habitual, nada tem sido feito nos últimos anos para acabarmos com estas situações tristes e vergonhosas, em pleno século XXI, a chuva essa até nem foi muita como se de um dilúvio se tratasse, isto sim é o reflexo das más políticas que foram surgindo no urbanismo, onde foram autorizadas construções em tudo quanto era lugar.

Isto que aconteceu demonstra uma vez mais a incompetência da nossa classe política, onde o que interessa é ceder aos lobbies urbanísticos de grandes construtores em desfavorecimento das populações e do ambiente em geral.

Uma nota em relação ao túnel do Marquês, só para dizer que quem meteu água e bastante, foi uma vez mais a incompetência de um político, chamado José Sá Fernandes, que embargou a obra, tendo essa obra custado mais 17 milhões de Euros, por causa desse embargo bem como um transtorno a todos os Lisboetas.

Será que esse senhor vai ser responsabilizado por tais actos, ou como sempre é os contribuintes que mais uma vez vão pagar os custos de tamanha incompetência, se assim for estamos perante o maior escândalo e com a conivência de toda a classe política nomeadamente do Presidente da República que nada disse acerca deste caso, bem como a comunicação social que nada referiu acerca deste assunto.

Não nos podemos esquecer que é obrigação de um País de direito condenar estes delitos, não podendo a classe politica estar isenta desta punição, é que se a classe politica continuar acima da lei conforme se tem constatado, continuaremos a assistir a episódios deste género nomeadamente com o caso da anulação do negócio do Parque Mayer e da Feira Popular, onde os contribuintes poderão vir a ser obrigados a indemnizar a Bragaparques em largos milhões de Euros.

Temos de começar a responsabilizar os políticos de tamanhos erros colossais que estão a custar muito dinheiro a todos os Portugueses, não nos podemos esquecer que Portugal não pode ter a frente dos destinos seja do Governo seja das Autarquias gente sem sentido de responsabilidade, gente incompetente.

Um grande abraço, cordialmente.
Ricardo Araújo.

rouxinol de Bernardim disse...

Os reflexos podem ter sido sentidos em pontos a jusante do tunel...

O estudo de impacto ambiental é importantíssimo seja onde for.

Dizer que não houve nada de especial como que a legitimar uma certa ligeireza na abordagem do caso é no mínimo imprudente.

Anónimo disse...

Mas o Dr. Pedro Santana Lopes pode ter a certeza de que se alguma gota de água entrasse dentro do Túnel, "caía o Carmo e a Trindade" na comunicação social.

Ainda sobre o Túnel do Marquês... alguém devia receber em casa, uma pequena factura pelos prejuízos que causou com as suas providências cautelares.

Camilo disse...

...e o actual desGoverno devia ter ido na enxurrada... então sim, teriam sido umas CHEIAS...
EM CHEIO!!!

Anónimo disse...

Dr.Santana Lopes
Sabe?Numa coisa temos que dar o braço...o 1º deste País,tem os média metidos no bolso...desde há muitos anos que Portugal vem a ser "governado" pela populaça mediática,escandalosamente poderosa que fabrica elefantes brancos quando e como quer e ninguêm os para,Só falam do que querem,ignoram o que lhes faz sombra ou simplesmente "não vende".É a república das bananas em que se mente ao povo descaradamente e não passa nada.Mente-se ao estado em relação a hablitações académicas e não passa nada.Em relação a impostos...e não passa nada..Mente-se em relação a obras públicas de envergadura imensa ( e quem paga somos todos nós..) e claro...não passa nada...O Presidente da República a meu ver...demasiado "calado"..Pode custar-lhe a reeleição?Claro que não..isto é Portugal,esqueci de momento.........
Olhe o que lhe aconteceu a si,Dr.,quando tocou na Banca....Olhe o aconteceu ao 1º quando se meteu com Sr."Modelo" (B.de azevedo)...Isto está mal Dr......isto está mal....E os média continuam a "governar"...mal..muito mal...a enterrar o País ainda mais com a sede de venda ( que baixa cada vez mais..Porque será?????? )
Aguardando melhores dias,
Miguel Vaz Serra

Antonio disse...

Eu vi aquele frustrado do Zé no dia da inauguração do Tunel a dizer que seria perigoso conduzir nele a mais de 30 à Hora.Foi na TV.O homem estava evidentemente com uma enorme dor de ... . E como o tunel não meteu água quando outros o meteram deve ter tido outra dor de barriga. O homem claro nunca fez nada a não ser implicar. Porque é muito mais facil lançar a suspeita do que fazer obra.
Fazer obra é correr o risco sempre de criar polémica. E para fazer obra é preciso quase sempre correr o risco de contornar a lei. Porque este país é um pais de enorme produção legislativa e há leis para todos os gostos.

Mas o tunel está feito, serve muito bem os lisboetas e o Zé e companhia não ficarão para a história.

Como se chamam aquelas pulgas que habitam nas zonas intimas das pessoas menos lavadas? AH, é isso mesmo.