sexta-feira, 9 de abril de 2010


Enviado por HUGO CORREIA( que julgo ter conhecido , uma vez, na Av. da Igreja)

O PRINCÍPIO DO FIM
(continuação)


«A questão Marcelo, da Alta Autoridade e dos jantares de solidariedade com o comentador e com José Eduardo Moniz na TVI são capítulos dignos de uma «novela mexicana». Ao ponto de ridículo a que se chega, quando se está possuído pela obsessão de atingir alguém. Todos os dias havia manifestações de solidariedade com Marcelo, inquéritos, audiências em Belém...como se, em vez de se tratar de uma habilidade do professor, estivesse em causa algum artigo da Constituição ou o futuro da pátria. Todos a caminho da Alta Autoridade: ministro, Marcelo, Paes do Amaral, Moniz, etc...a partir daí nunca mais ninguém se calou com isso. Marcelo, esse, não falava. Assim não teve de responder ao que sabia que era falso. Bastava-lhe pôr ar de vítima.
A decisão da Alta Autoridade sobre a saída de Marcelo estava marcada para três ou quatro dias, depois do Congresso. Parecia planeada a cadência de acontecimentos, para que o Governo não tivesse descanso. Não queriam que aproveitássemos, minimamente, a minha eleição folgada no Congresso de Barcelos. E, no dia seguinte ao Congresso, teria outra notícia: José Rodrigues dos Santos demitia-se porque tinha sido colocada, pela administração da RTP, uma correspondente em Madrid que ele não queria. E o que o Governo tinha a ver com isso? Nada. Repito: nada. Mas foi acrescentado como mais uma prova de que a democracia estava em perigo.»

Pedro Santana Lopes, Percepções e Realidade (Novembro 2006)

Continua...

5 comentários:

Hugo Correia disse...

Eu sei, são muitos aqueles que o cumprimentam...
Foram duas as vezes, a primeira em V.N. Gaia, no Clube dos Pensadores, penso que em 2007(política e a memória?) não mais que um aperto de mão. A segunda, no Mercado da Ribeira em Lisboa, numa iniciativa de campanha no passado dia 1 de Outubro de 2009, com uma minha sobrinha, um aperto de mão e breves impressões, não mais que um ou dois minutos(havia fila de espera para lhe falar). Não é preciso andar por perto para lhe reconhecer a grandeza.

Abraço

didi disse...

Ai Pedro, Pedro, você, às vezes, parece ingénuo...até me apetece dar-lhe beijinhos pelo mal que lhe fizeram...mas olhe que você nem sempre se rodeou de gente aconselhável! Enfim...
abraço

opjj disse...

Caro PSLopes, é pena que muitos não tivessem lido o seu livro que me parece bem elucidativo da tramóia em que o encurralaram.Há pessoas que me enojam pela forma como o trataram. Conforme já lhe disse, Miguel Macedo do Porto (ainda não percebi se é Arquitecto ou se é Advogado, chamam-lhe as duas coisas)Carlos César, Macário Correia, Jorge Sampaio,não merecem que pronuncie o seu nome.MAS embora eu conheça e tenha apreço por Marcelo e Cavaco Silva acho que também não se portaram bem consigo.Quando ouvia Marcelo até me arrepiava, o trabalho dele começava no 1º dia da semana Domingo- a derrubá-lo.Por tudo isto, nunca me inscrevi no Partido, pois conheci F.Sá Carneiro em Janeiro de 1971, muito antes dos primeiros militantes.A TRAIÇÃO não entra em minha casa e penso que o Senhor é dos políticos mais bem formados. Lembra-me Nelson Mandela com as devidas diferenças. O Senhor NÃO PRISIONEIRO mas com as amarras todas á sua volta.
CUMPRIMENTA

opjj disse...

Caro PSLopes

ERRATA ao meu comentário.refiro-me a MIGUEL VEIGA e não MIGUEL MACEDO.

cumprimenta

Anónimo disse...

Miguel Veiga é um vaidoso petulante. Estive numa apresentação do livro "Ensaio sobre a Cegueira" no auditório da Biblioteca Almeida Garrett no Porto e foi uma vergonha. Deram-lhe a palavra e nunca mais se calava, incansável a tentar mostrar os seus dotes de orador fracassado a tal ponto que a assistência já batia palmas em sinal de final de discurso, chegando mesmo a ser apupado. Uma triste figurinha, decadente. Parecia que o autor do livro era ele. Um "tesourinho deprimente". Para longe ou "va de retro..."

Pensar PORTUGAL, urge Dr. Pedro Santana Lopes e o seu tempo tem de chegar!

MG