domingo, 18 de janeiro de 2009

Estranheza




É interessante e curiosa a diferença de mentalidades, mesmo entre Países com matrizes culturais próximas. Sílvio Berlusconi lá continua Presidente do Milan e , por estes dias, a fazer frequentes declarações sobre a dificuldade do seu clube em "segurar" Káká face à extravagante proposta do Manchester City. pensaram no que seria se fosse por cá? Ainda por cima no meio de toda esta crise?
O que seria os jornalistas terem oportunidade de pôr questões ao Primeiro - -Ministro e , no meio das questões da governação, pedirem - lhe para falar de propostas por jogadores do seu clube,,, Clube de que fosse Presidente!... Extraordinário, não é?

Muito diferentes as regras, escritas ou não, sobre incompatibilidades. Neste caso, as nossas é que estão certas. Pelo menos, no que nos respeita.

5 comentários:

joyce disse...

Dr. Pedro Santana Lopes

Pensando bem... mesmo perante a crise, o que está a dar é o FUTEBOL!

Nada melhor que ler a notícia:

"De acordo com o site árabe "Arabian Business", primeira publicação a anunciar no ano passado a compra do Manchester City por um grupo de investimentos, Kaká já é jogador do clube inglês.

No entanto, algum tempo depois, o portal tirou a nota do ar – sem explicar os motivos – e deixou apenas uma matéria sobre Kaká que já tinha sido publicada antes.

De acordo com a matéria retirada do ar, o skeik Mansour bin Zayed Al Nahyan, dono do clube inglês teria revelado a amigos que no início desta tarde o meia brasileiro teria aceitado os termos do contrato. O City pagaria ao Milan cerca de U$S 150 milhões (R$ 350 milhões) para contar com Kaká, que receberia mais de US$ 500 mil (R$ 1,1 milhão) por semana no novo clube.

Por enquanto, nem o Milan, Kaká e o próprio Manchester City – por intermédio do seu site oficial - confirmaram qualquer negociação.

Se o negócio entre Milan e Manchester City acontecer, Kaká se tornará o jogador mais bem pago do planeta e o protagonista principal da maior negociação da história do futebol mundial, superando a ida de Zinedine Zidane do Juventus para o Real Madrid, por 47 milhões de libras, em 2001."

Comentário meu:

E assim, o Cristiano Ronaldo ficará cada vez mais valorizado.
Ainda bem!

Anónimo disse...

Pois é...Só que, infelizmente, nem sempre a lei é cumprida. Falo, naturalmente, de Portugal. Basta olhar para o maior Município do país. Quando o exemplo e o empenho no cumprimento da lei não vêm de cima...o resultado é o que está à vista. Cada um de nós tem a obrigação de ser a criança da fábula e gritar bem alto, sem medos: "Atenção que o rei vai nú".

SN

AP disse...

Sempre me fascinou e levantou curiosidades, o modo como Silvio Berlusconi gere simultaneamente um Clube como o Milão e um País como a Itália! Outras realidades bem diferentes, por cá, como diz o povo "O futuro só a Deus Pertence", e Dr.Santana Lopes, já foi Presidente do Sporting, também já foi Primeiro-Ministro, quem sabe se não virá um dia a acumular os dois cargos?! Boa Ideia, annn!

Cumprimentos!

Joao Carrazedo disse...

Realmente, parece-me que tudo gira à volta da desresponsabilização total!A crise é da responsabilidade dos trabalhadores, dos iletrados, dos pobres, dos fracos , em suma dos que não têm voz nos debates, nos jornais…..Os Senhores advogados da alta élite que sempre influenciaram as decisões do poder, fazendo questão, alguns, de estar sempre com o poder, mesmo quando é necessário renegar conceitos, ideologias, companheiros, partidos ( antigo bastonário…)é preciso ter lata!! A culpa não será de quem tem estado no poder? Nos últimos quinze anos quem esteve no poder! Quem pecou por omissão ou por erros graves nas decisões? Cavaco Silva, Guteres, Durão, Santana , Sócrtaes e todas as élites que os acompanharam!!
Santana só alguns parcos meses em circunstânicas dificílimas.Mesmo assim querem - algumas elites- que assuma a responsabilidade de todos os males. Só falta culpá-lo de ter retirado a tampa da caixa de pandora…..Por acaso dizem os clássicos gregos que foi uma mulher………os males espalharam-se pelo mundo..ficou a esperança….tenhamos esperança que o povo repita o grito de Ipiranga eque faça pagar quem esteve no poder e as elites que os condicionaram nas decisões para pagarem as favas…quase todos os que se servelm dos media para tecer considerações sobre a crise! Tenhamos um pingo de vergonha!!!!
Vamos apostar nos que possuem a areté( qualidade superior descrita pelos clássicos gregos) …que pode traduzir-se em disponibilade para o serviço público, mesmo qundo o resultado possa ser a derrota!!!!Em detrimento dos taticistas que só arrisacm quando vislumbram vitória, lucro, poder….

Saudações com muita esperança e determinação

João Carrazedo

Comentário por Joao Carrazedo Porto — Fevereiro 3,

Tomasio disse...

Boa noite,
É a primeira vez que comento no seu blog, apesar de o acompanhar há algum tempo.

Apesar de serem assuntos aparentemente distintos, e quero ressalvar isso mesmo antes de qualquer análise, há aqui uma relativa verosimilhança entre o descrito neste seu post e uma situação que o envolveu a si, directamente, num noticiário televisivo em que foi convidado para estar em directo, nos estúdios. Infelizmente não me lembro bem do canal, tenho apenas uma vaga ideia de que tenha sido a Sic, ainda assim… pouco importa, não me lembro dos detalhes mas lembro-me bem do essencial dessa história. O Pedro Santana Lopes estava a ser entrevistado, em directo, pela pivot do canal, prestando o seu parecer sobre informação importante e de relevo para o país quando, sem qualquer aviso prévio, viu a sua intervenção ser bruscamente interrompida para dar lugar à transmissão da chegada de um treinador de futebol ao aeroporto da portela. O directo no «exterior» durou, o tempo que durou, e depois de esse tempo ter passado a emissão voltou, irremediavelmente, ao estúdio.
E, também irremediavelmente, o Pedro Santana Lopes deu uma lição ali mesmo, naquele instante e em directo, sobre uma série de valores e prevalências que, efectivamente, ali foram tolhidos.
Respeitosamente e de uma forma sempre digna manifestou, o Pedro, a sua total indignação perante tal falta de consideração, não só para consigo próprio enquanto convidado do programa e com sacrifícios de tempo e pessoais para que a sua presença ali se verificasse, como também para com o povo português que seguia, com evidente interesse, o teor das suas palavras.
Terminou, portanto, a sua participação no referido noticiário, de uma forma lógica e sempre respeitosa, retirando-se.
Lembro-me dessa passagem amiúde, quer pela irreverência com que a concretizou, quer pela necessidade que se sente, no Portugal de hoje, de pessoas que, desta e de outras formas, façam frente à mediocridade e à crise, sobretudo a de valores, que tem vindo a proliferar de forma preocupante.
Volto a referir, é apenas uma pequena analogia com o que passa no seu post, porque ambas mostram bem a vulgarização - mesmo promiscuidade - de valores e de seriedade a que se assiste nos tempos que correm.

Parabéns pelo Blog, e obrigado pelo que tem feito por Portugal.
Cumprimentos, ao Pedro e aos seus leitores.

João José Tomásio
(Mira)