domingo, 6 de julho de 2008

Espanha


Espanha em todo o lado: Euro -2008, primeira camisola amarela, por Valverde, na edição deste ano da Volta a França, e agora , por Nadal a jogar a final de Wimbledon. É obra.

8 comentários:

Pedro Azevedo disse...

Numa expressão: um país com alguma prosperidade, ou mais que não seja, visibilidade pela positiva!
É disso que também precisa Portugal!

Ricardo Araújo disse...

Boa noite Dr. Santana Pedro Lopes, tem toda a razão no que diz e nesta altura que lhe escrevo, Nadal já se tornou campeão pela primeira vez em Wimbledon e logo frente a Federer, é obra.

Não há a dúvida que Espanha criou alicerces bem diferentes dos nossos, mas acima de tudo estes campeões são de uma humildade sem ímpar, olhemos atentamente para as declarações de Nadal no final do torneio de Wimbledon.

Não pode haver dúvidas em relação a todo este sucesso, não é o acaso, mas sim a vontade de vencer e acima de todo dedicação e muita humildade.
Espanha, depois de ter a melhor economia da Europa dos últimos anos, sobressai-se no desporto em geral, realmente é caso para se dizer, É MUITA OBRA FEITA.

Um grande abraço, cordialmente.
Ricardo Araújo.

Miguel Vaz Serra disse...

Dr.Santana Lopes
De España vêm muitos exemplos,mas para isso é necessário olhar para lá e não fechar as portas ás "correntes" como fez Salazar.Pedro Azevedo tem razão,eles são um povo "positivo". Têm tambêm algo de judeu na personalidade: ajudam-se uns ao outros.
Eles olham para nós e bem,mas a resposta é sempre de complexo de inferioridade."Querem comprar Portugal!Estão a invadir o Alentejo!!" e depois?Não dão por acaso as empresas espanholas emprego?Não é bem melhor virem eles para cá abrir empresas que termos nós que ir para lá trabalhar porque este Governo cada mês cria mais desemprego????

vidente disse...

E depois de 4 horas de sofrimento,Nadal ganhou!!!"En hora buena, Rafa !!!"....desta vez juro que não sabia quem ia ganhar :)

Vap disse...

Um País Positivo! Um Povo Optimista! Ao contrário da nossa selecção não se fizeram anunciar! Chegaram, viram e venceram! A verdadeira Glória Espanhola! Una Fiesta!

Flor do Vale disse...

Caro Pedro,
A meu ver, bom seria que o título do seu post fosse PORTUGAL: no Euro 2008, num Governo digno de bom registo, na taxa de desemprego mais pequena da Europa, com um partido como o PSD à frente dos nossos desígnios...mas não querendo parecer utópica e obrigando a que a minha veia patriota seja um pouco mais humilde do que na realidade o é (porque na minha óptica, somos bons, não temos é quem nos defenda como merecemos) limito-me a congratular os “nuestros hermanos” por terem sabido alimentar um estado de espírito que os leva agora a alcançar estas vitórias! Se nos queixássemos menos e estivéssemos mais interessados em nos preparar para enfrentar outros desafios - que acabariam por ser benéficos para todos - de certo que a nossa moral estaria mais elevada para vencermos qualquer competição que reclamásse a nossa presença! Sou portuguesa com muito gosto mas em muitas outras coisas (principalmente na qualidade de vida) só não sou espanhola por desgraça! Numa Penísula tão “caliente” e com tanta “affición” como a nossa, haja povo que deixe no mundo a sua marca, com muita garra!
Tal como também soubemos pôr o nosso cunho noutras ocasiões, que de futuro olhemos para o lado e deixemos de ter a mania de que somos mais pequeninos do que os outros!
O que nos corrompe a mente, acaba por nos toldar nos actos!
Mas fazendo jus à postura que adopto em “pegar sempre os touros pelos cornos” e nunca virar costas a uma boa “pega de caras”, só me resta rematar este comentário com uma simples e pequeníssima palavra em nome daqueles que, como eu, não se resignam: OLÉ!!!
E a si, deixo-lhe um pequeno conselho: desista de ser o Guerreiro e passe a ser o El Matador! Não contra os outros mas em função da reabilitação de uma ideologia que nos é comum e que poderá colocar Portugal a caminho das boas conquistas!

Anónimo disse...

Caro "Menino Guerreiro",
Viva Espanha! Viva selecção, Viva Nadal e viva a si!
Sandra Villela

Adriano Garcia disse...

Vou falar como filho de espanhóis, imensamente orgulhoso dos feitos que estamos vivendo. A Espanha não está desportivamente em grande desde 29 de Junho de 2008, mas claro que dá uma ajudinha ser campeão europeu de futebol. Mas há muitos mais exemplos: tem, além do monstruoso Rafael Nadal, o jovem Almagro que promete, tem os campeões do mundo de basquetebol, é campeã europeia e mundial de futsal, dá cartas no andebol, tem Fernando Alonso( bi-campeão mundial de Fórmula 1, que hoje chegou a acordo com a Ferrari), domina a seu belo prazer o Hoquei em Patins do mesmo modo que nós o faziamos há 40 anos, já para não falar nas vinte e tal medalhas olímpicas. Ah, e ainda hoje se soube que a selecção feminina de Pólo Aquático atingiu a final do Campeonato da Europa da modalidade- feito nunca antes alcançado, nem por sombras( facto que faz aumentar a ilusão em relação a Pequim, e ao salto de medalhas que podemos dar). Enfim nós espanhóis temos muitos de motivos de orgulho nos nossos ateltas. E sobretudo da nossa politica desportiva e já agora dos nossos políticos, Gonzaléz, Aznar e Zapatero, mas também Adolfo Súarez, que nos legou desde 78 uma política desportiva que ligou a atribuição de verbas às regiões à construção de verdadeiros pólos desportivos, e que teve a coragem de fazer um Mundial em 1982, mesmo quando muitos o consideravam um evento megalómano e próprio do franquismo. Uma política desportiva estruturada e coerente, continuada ao longo dos trinta anos de democracia- e que fez do Mundial de 82 e Barcelona 92 as sementes para a construção de um desenvolvimento da prática desportiva sem precedentes, cujos resultados estão bem à vista de todos. Nós em Portugal, por comparação não temos, nem nunca tivemos, uma verdadeira política desportiva. Confiamos demasiado no talento para resolver. A comparação entre os meios-campos das selecções portuguesa e espanhola é, a meu ver, elucidativa e simbólica. Portugal com Petit, Moutinho( ou Meireles) e Deco. Espanha com Senna, Xavi, Inesta e Silva( e "apenas" com um suplente chamado Cesc Fabregas...). Que conclusão da comparação? Em Espanha há talento colectivo e individual, há organização, há estrutura. Em Portugal há apenas talento individual. O desporto português é isso, e se não fosse o Sporting Clube de Portugal e a sua escola de atletismo, bem pior seria! A única gloriosa excepção a todo este retrato chama-se Vanessa Fernandes. Mas aí há a chamada educação de campeã. E os bons genes...

Um abraço

Ps: Por falar em genes, e em desporto, a notícia do dia: Maradona e Agüero vão gerar descendência!!! Explico: Agüero namora desde há algum tempo com Giannina Maradona, filha mais nova do astro argentino( chamou-lhe Guiannina em honra de um outro génio do futebol dos idos 80's, o italiano Guiannini), e soube-se hoje que está grávida. Se por um acaso do destino for uma rapaz acho que alguns clubes mundiais vão bater todos os recordes ao tentarem contratar um craque na maternidade!!!! É certo que Edinho( filho do Péle) está aí para demonstrar que nem sempre filho de peixe sabe nadar, mas não custa sonhar com o cruzamento genético perfeito...