terça-feira, 11 de março de 2008

De mudança em mudança...

A alteração da política educativa está a caminho. Desta vez, depois do Ministério da Saúde, a Ministra não pode sair. Não há margem para se dizer que a Ministra não passa bem a mensagem, como se disse sobre Correia de Campos. Mas o confronto tem de ser atenuado. António Vitorino deu o mote: a Ministra ainda tem margem para negociar. Descobriram agora, depois do enorme sucesso da manifestação de Sábado.
Ao fim e ao cabo, qual é o sector em que o Governo não recua quando é contestado? Nos últimos dias, já chegou até a nova de que os impostos vão mesmo baixar. Há dias, foram também confirmadas as portagens em três SCUTs. Descobriram agora que afinal não se integram nos critérios do Governo para isenção de portagens. mas só descobriram agora? Qual é afinal o sector onde há consistência? Para não falar do Aeroporto e da terceira travessia.

13 comentários:

Anónimo disse...

Pedro,

No seu tempo, seriam trapalhadas, hoje são pérolas.
Mas agora o Sr Presidente, por acaso, e só por acaso, está sempre fora do país e indisponível para comentar os momentos mais quentes.
Nem mesmo de um jantar mais intímo na casa de um jornalista, saiem agora comentários.
Cavaco sempre foi um mestre na arte de dizer o que lhe convém, quando lhe convém. E depois, as pessoas com a idade ficam mais melosas, e de lágrima fácil...na Jordânia. Lembra-se de Sampaio?
Por Portugal não choram de certeza.
Quem é que é a má moeda agora, e quem é a boa?
Boa moeda, tem a depauperada classe média, que ainda vai pagar um Falcon novo para as viagens de turismo presidencial e ministerial sem qualquer resultado.
Acordo ortográfico? Façam mas é um acordo de rectidão com os portugueses. Esse é que é necessário.
É que em tempo de contenção, o estado também deve ter contenção. E deve dar o exemplo. Claro, que isto é demagogia dirão logo os do costume.
Má memória têm os amnésicos jornalistas cá do quintal à beira-mar plantado.
E claro, que ainda por cima, os importantes do PSD, que nunca fazem nada de relevante, mas estão sempre à mão do jornalismo de conveniência, que tem sempre equipas para cobrir estes acontecimentos,pasme-se, como ir ouvir o Sr Prof António Borges dizer qualquer coisa que não é nada, estão apostados em aniquilar qualqer coisa que não alinhe com a cartilha Bidelberguiana de oportunismo e dito socialismo democrático globalizante.
Globalizar para estes senhores é criar um clube internacional de paus mandados. Ouça-se o discurso de Sócrates e de Zapatero e está tudo dito.
É um facto que o PSD nunca poderia fazer o que este governo tem feito. Caía o Carmo e Trindade. Mas termos, cínicos escaladores sociais e políticos, e comentadores políticos de pagamento perpétuo, que se dizem sociais-democratas, enquanto queimam pessoas que dão a cara, no seu próprio partido, para apoiar idirectamente o governo, que destrói pequenas e médias empresas todos os dias, enquanto favorece grandes grupos económicos e grandes empresas é, demais.
O seu grande problema é não ter alinhado no esquema de Bidelberg.
O seu grande problema foi ter ameaçado o "capital".
O seu grande problema, é que teve tudo contra si.
E o tempo e os acontecimentos recentes mostram até à saciedade quem foram os seus armadilhadores.
Estão todos aí. Visíveis e invisíveis. E como o Pedro disse que ia andar por aí, cada vez que diz alguma coisa, o incómodo é tão grande e o medo ainda maior.
Acredite, têm medo de si. Fazem tudo para o deitar abaixo. Mas é o mundo que os vai derrotar.
Os disparates desta Europa e dos seus políticos e influentes interesses económicos, vai enfrentar grandes amargos nestá próxima década. Como alguém dizia" é tempo de tratar do povo, antes que o povo trate de nós". Ele lá sabia do que falava.
Agora, faz parte da estratégia, anular Luis Filipe Menezes, para na data que lhes convém, surgir um baronete de cartilha e curso rápido. Mas o partido é das bases. é da maioria que escolhe o seu líder. O resto é, como dizia um antigo Ministro da Cultura, desaparecido em combate político...pura gelatina.
Até o Ministro Santos Silva se revelou...muita demagogia e pouca sociologia.

Força, que o país precisa de pessoas com experiência e não de teóricos de gabinete.

Ernesto Sousa

Anónimo disse...

Mais do que uma avaliação eminentemente burocrática de referentes que colocam muitas dúvidas, com reduzidos efeitos na progressão intelectual, profissional e institucional, seria fundamental que nos fosse devolvido o tempo para o trabalho cooperativo, para a reflexão, para o encontro entre pares e para o encontro com outros parceiros externos. Na escola de hoje é cada vez mais difícil/impossível. Por isso me aflige ver o debate centrado na avaliação, como se essa fosse A Razão do descontentamento, sem trazer à luz a denúncia regular, persistente do tempo inexistente para o cumprimento da sua mais essencial função formativa, reflexiva e agente de mudança... (O modelo proposto é apenas o culminar de um conjunto de medidas que poupam dinheiro, acredito, mas não são mobilizadoras do empenho, de uma outra visão educativa, de uma implicação de todos na melhoria de processos e resultados e vai ter custos irreparáveis no futuro).
Não gosto de ter um estatuto que divide uma carreira em duas, sem razão sustentável e que é impraticável (já leram bem todos os deveres e direitos?). Gostava de poder cumprir realmente todos os deveres de forma exigente e aprofundada (já nem falo de usufruir dos direitos - neste momento estão a ser-me negados os mais básicos), mas qualquer leigo percebe a impossibilidade, se fizer as contas ao tempo disponível para as mais elementares tarefas caseiras associadas ao trabalho de professor, quanto mais as outras que deveriam ser essenciais no seu percurso. Claro que esta constatação poderá não ser consensual... porque a vida dos professores não é sempre igual, nem uniforme. Porque nem todos podem estar em situação de leccionar várias disciplinas ao mesmo tempo, ou ter uma componente lectiva mais pesada e estar numa escola jovem (com poucos tempos disponíveis para o plano de ocupação) onde se deita mão a todas as horas para substituições e afins, ou ter muitas turmas, ou vários alunos com "problemas" complexos, ou estudos/investigação em mão, ou projectos TIC com alunos, que ocupam muito tempo fora das aulas, ou preparação de alunos para exame (disciplinas com avaliação externa)... Mas eu, 23 anos de carreira, 45 anos e 20 tempos na componente lectiva (a que se acrescentam os outros 5/6 de presença obrigatória), falo por mim e por quem sente realmente que não consegue ter tempo para desenvolver outro tipo de projectos enriquecedores na Escola. Engano-me se disser que é a maioria?

Hoje à tarde, no âmbito dos encontros semanais do Plano de Matemática, irei apresentar na escola uma sessão sobre o Scratch para professores (para além de colegas de 2º e 3º ciclo, estará presente um professor da ESE de Setúbal e, espero, professores do 1º ciclo). Levarei comigo alguns alunos meus, do 5º e 6º anos, que me ajudarão na tarefa de formação, rentabilizando o tempo e permitirão um apoio mais individualizado a cada um dos adultos presentes (será uma surpresa... lembrei-me hoje de manhã e os alunos gostaram imenso da ideia... mais um desafio às suas capacidades). Uma hora e meia apenas. Nada. Um nada sem sequência de aprofundamento (está onde o tempo para o que importa?). Apenas aperitivo que, espero, seja estimulante, apesar dos pesares e da correria em que as escolas se transformaram.
Dar-me-ia um imenso prazer ter tempo para partilhar com outros o que vou descobrindo, pensando, fazendo nas aulas com bons resultados. E implicar os alunos nesses processos de partilha, onde fossem exemplo e agentes de mudança, junto dos docentes... É cá um sonho que eu tenho. Cada vez mais longínquo...

A Escola...
ou cresce por dentro, ou definha
ou tem tempo para pensar e aprender a amar-se a si própria, ou morre.
ou tem o ar necessário para respirar, com o apoio interno e externo ajustado às suas necessidades e características, ou asfixia...

Transformá-la em fábrica, condená-la à produção em série, à tarefa sem sentido, ao formulário para preencher, será a resposta aos problemas?

In, "tempodeteia.blogspot.com" de Teresa Martinho Marques

Ricardo Araújo disse...

Boa noite Dr. Pedro Santana Lopes, mais uma vez constatamos que os politicos actuais já não sabem o que é a PALAVRA, hoje mente-se com tanto facilitismo que até mete dó.
Mas não basta dizer que é só neste governo que estas coisas acontecem, pelo contrário estas mentiras e estes recuos, acontecem no P.S. bem como no P.S.D.
É tempo de todos os Portugueses abrirem os olhos e começarem a escolher melhor os nossos politicos, para que isto não continue, pois qualquer dia a taxa de abstenção chegará com relativa facilidade aos 50%, porque os Portugueses estão completamente de costas voltadas com esta politica mediocre e de mentiras.
Um grande abraço, cordialmente.
Ricardo Araújo

Miguel Vaz Serra disse...

Head of government: Prime Ministers Pedro Santana Lopes and José Sócrates
Dr.Santana Lopes
Foi com espanto que vi na Britannica que em Portugal havia 2 Primeiros,o Senhor e o outro.Claro que depois explicam o que se passou,ou o que se disse que passou....,mas não resisti em comentar aqui no seu blogue por 2 razões.A primeira é que se o PM lê a Britannica, o que desde já duvido pois quem faz exames da Faculdade por fax não lê a Britannica,dá-lhe uma coisa má e lá ficamos sem PM em Portugal por uns meses.A segunda é que afinal não é no PPD/PSD que há 2 líderes.( aqui para nós,o disparate mais sufisticado que jamais ouvi.. )
Miguel Vaz Serra

Paulo J. Vilela disse...

Pedido

Por favor arrumem a casa rapidamente! Não há mais tempo nem espaço de manobra.

O PPD-PSD está a desperdiçar uma oportunidade única para assumir os destinos de Portugal em 2009.

Cumprimentos,
Paulo J. Vilela

maria disse...

Caro Dr. Pedro Santana Lopes, desta vez isto é uma espécie de e-mail, para ficar em off! Como creio ter sido o meu comentário anterior sobre Luis Filipe Menezes.

Há 3 pontos que queria focar:

1- a descrença nos dois grandes partidos, que rodam sem cessar, logo, criando vícios.

2- a trístissima atitude de falta de coesão dentro do PSD.
Mesmo em desacordo, deveriam estar calados.
Como pode um partido profundamente desunido ser oposição cerdível? Temo que,o Dr Santana Lopes, vá sair novamente magoado, visto estar na cabeça do touro.

3-A falta de 'chama', como já referi, de Luis Filipe Menzes. As pessoas precisam de Esperança e motivação. Sei que é difícil, mas se o lider não lhes passa essa imagem vai ser muito complicado.


Para terminar e por agora: O CDS teve muito bem relativamente à ASAE e à sua atitude abusiva, tb no que diz respeito aos produtos tradicionais.

Quanto ao clima de insegurança, é outro ponto importante a não desleixar.

Creio(?) que não passou no parlamento aquilo que PSD e CDS pretendiam. Mas não desistam nunca.
Até porque Sócrates não poderá nem vai ter maioria, tal qual em Espanha.

É verdade que Sócrates tem coragem, mas tem cilindrado o povo e mais precisamente a classe média que está em total desespero.

Fica aqui o que penso e o que pensam muito dos portugueses. Mais, há portugueses anónimos em busca de voz para ir para a rua.

maria disse...

Eleições, meu amigo!

paf disse...

Isto no fundo - e permita-me a expressão - resume-se a um bando de gentinha sem palavra e que resume a sua acção política a prometer uma coisa e fazer outra. Eles é que são os verdadeiros homens das trapalhadas e das manhozices pouco escrupulosas. O que nos vale é que a grande maioria das pessoas já começou a perceber o estilo e a falta de vergonha desta gente que éão falsa que até escondem ou falseiam o seu próprio percuso profissional e pessoal. Verdade e transparência, precisam-se! E principalmente muito decoro!

Miguel Vaz Serra disse...

Dr.Santana Lopes
Permita-me com o maior respeito comentar : As armas ,os Barões......e muita água de RIO
Que se passa no PPD/PSD?
Resume-se a um simples aspecto: antes o Partido era rígido e estava nas mãos dos "poderosos". Agora o Partido está a ser liderado por alguêm votado pelos militantes como antes nunca foi, e as bases cortam o tão caro bacalhau.Custa?ai muito..muito,aos que estavam habituados a fazer tudo como queriam entre paredes,em reuniões de 3 ou 4,claro...Agora como não podem escolhem a "praça" que mais que "pública", parece o famoso "Bulhão" que já agora tambêm comento que no histórico mercado tem-se metido "muita água"...Será água de RIO?
Estão assim os Barões a perder força, as armas a ser "baixas" e a tinta dos média esquerdista a correr como água...água de RIO....mas "não há nada como uma "guerra" para levantar um País",dizia o meu avô,o mesmo digo para p PPD/PSD.Isto só vai fortalecer o Partido e apanhar votos da ala mais esquerda que estavam a votar PS.
Miguel Vaz Serra

Observant disse...

Tudo isso demonstra os "avanços e recuos" deste governo. Demonstra a incoerência deste 1º ministro. Demonstra que esta governação é feita "ao sabor do vento".

Qq manifestação faz com que o governo mude de posição. Se estivessem mesmo convictos de que estavam a fazer as coisas bem feitas, não recuariam.

A conclusão que podemos tirar é de que estamos completamente "à deriva". E continuando assim mais 4 ou 5 anos, mais vale emigrarmos todos...

Xelb disse...

#A exploração da fragilidade de José Sócrates

Um erro na luta dos professores pela sua dignidade e valorização consiste na redução do problema à ministra Maria de Lurdes Rodrigues.

Compreende-se o interesse táctico dos sindicatos nessa redução: os sindicatos ligados ao PS querem proteger o primeiro-ministro; os sindicatos ligados ao PC não querem pôr em causa a utopia de uma aliança com o PS. O que não se compreende é a adesão dos professores a essa táctica que os sacrifica a interesses partidários egoístas.

A solução para o impasse é simples: o alvo da indignação deve ser transferido da ministra para o primeiro-ministro José Sócrates.

Tal como no caso das políticas do Ministério da Saúde, só quando as populações começaram a manifestar o seu descontentamento a José Sócrates é que este decidiu substituir o ministro Correia de Campos e suavizar a política de lock-out de hospitais e centros de saúde. Se os professores deixarem de atacar politicamente a ministra para passar a contestar o primeiro-ministro é que esta será demitida e a política mudada. Imediatamente.

Sócrates é moralmente frágil e, por isso, apesar da fugaz teimosia colérica, não aguenta apupos."

Pense nisto, Doutor

(Post retirado do blogue doportugalprofundo.blogspot.com e para aqui copiado na totalidade porque não sei fazer links)

Anónimo disse...

Para a Sra: Ministra (sim, porque tem assessores que por aqui passam), aqui deixo o Link que elogia o trabalho de uma, de muitos milhares de Professores que SEMPRE fizeram o seu melhor sem pensar se eram ou não avaliados.
E já agora...durante um mandato, quem avalia os políticos? O povo? Não. Isso acontece no final dos mandatos, refiro-me ao trabalho que exercem, ao seu esforço, à sua dedicação; à assiduidade...quem avalia?

http://internetaula.ning.com/profiles/blog/show?id=2016246%3ABlogPost%3A4813

Marieke disse...

O meu comentário ao seu post peca por tardio..mas acho que oportuno..Não deixe passar em branco o episódio da Escola Sec. do Porto (um entre tantos) da violência nas escolas ..entre alunos..em professores..e em passoal não docente..investigue como a Inglaterra terminou com a indisciplina nas escolas públicas..o remédio em Portugal podia ser o mesmo...multas a pagar pelos pais..terminava de imediato a indisciplina escolar..e multas exponenciais..Isto tem de acabar...o estatuto do aluno é um apelo à indisciplina..não pode de maneira nenhuma passar na AR.O que estão a fazer na Educação Especial é um crime...avaliação dos professores...sempre...mas em moldes viáveis e assente essencialmente no nosso desempenho padagógico/científico e não entrar nem muito nem pouco o peso do abcentismo escolar nem as notas que damos em função do trabalho ou falta dele dos alunos...Directores...a analisar com calma ..não vá a Escola passar a ser gerida por nomeações do partido do governo..enfim tanta coisa a alterar e a estar a na AR . Obrigado por me ler.