sexta-feira, 16 de novembro de 2007

INTERVENÇÃO NO ORÇAMENTO

Para quem não viu, aqui edito a minha intervenção no debate, em Plenário, sobre o Orçamento de Estado para 2008, efectuada em 7 de Novembro de 2007.Também para quem viu ( mas falou ou escreveu como se não tivesse visto...) .
Parte1



Parte2



Parte3



Parte4



Parte 5



6

4 comentários:

Ricardo Araújo disse...

Boa tarde, Dr. Pedro Santana Lopes, começo por lhe dar os parabéns pelo seu discurso, pois ainda não tinha tido a oportunidade de o fazer, mas apesar disso no primeiro dia tinha ficado bastante decepcionado com a sua intervenção, pois tinha-se baseado só no passado.

Escusado será dizer que todos os comentadores e pseudo comentadores mais uma vez tentaram arrasar consigo, mas isso já lhe deve ser indiferente.

Eu sei que deve ser difícil fazer um discurso sem falar no passado, quando esse mesmo passado teve um desfecho pouco nítido, mas não nos podemos agarrar ao passado, pois se algo correu mal por adversidades que até hoje estão por esclarecer e temos a consciência tranquila, temos de olhar em frente e arrepiar caminho, caminho esse que tem de ser cumprido de uma forma seria e honesta.

A “guerra” ainda agora começou e vai ser longa pois os desafios são bastantes, mas com atitude querer e respeito pelos portugueses, essa vitória estará ao alcance.

Não nos podemos esquecer que são os portugueses a decidir quem ganha esta “guerra” e não os comentadores nem os jornalistas, mas para isso é preciso falar a verdade ao povo, e não embarcar em demagogias politicas.

Um grande abraço, atenciosamente.
Ricardo Araújo.

Francisco disse...

Bravo! Muito bem!

Nada mal para quem estava tão mal preparado para o debate!...

Só agora compreendo porque não passou o seu discursso nos noticiários. Com tantas verdades teriam de ocupar metado dos telejornais.

Um mau sintoma é que em mais de 200 deputados só so Sr., e em alguns fogachos o Dr. Louçã e o Dr. Paulo Portas, realmente digam algo de importante. E se não tivesse sido eleito líder do grupo parlamentar? Continuava este forrobadó?... É que é muito importante dizer as verdades, até para melhorar a produção do governo...

E, já agora, para que é necessária uma estrutura pesada como o Banco de Portugal quando a política monetária é decidida pelo BCE. Em tempo de poupança não seria boa ideia começar por poupar alguns cêntimos aqui?... Ou vamos continuar a assistir às atitudes imparciais do Sr. Governador (que segundo circula pela net ganha ligeiramente acima do salário mínimo nacional). É que quem tem responsabilidades deve ganhar bem mas parece-me já não ser o caso desde a intoducção do Euro.

Mais uma vez parabéns mas faltou falar nos impostos da Banca...

paf disse...

Pedro d'Anunciação, no seu blogue, escreveu a propósito do debate do Orçamento algumas palavras que valem a pena ser transcritas. Pena é que a opinião deste colaborador do "Sol" se restringa à blogosfera e não encontre lugar no seu jornal... Aqui ficam:
"(...)Mas eles são bem diferentes. Para já, Santana sabe vestir-se e escolher uma gravata - coisa que é completamente alheia a Sócrates, mais ao sabor do que devem ser as modas da classe média baixa, deslumbrada com certos costureiros. Depois, Santana faz os seus deportos no sossego da intimidade, enquanto Sócrates prefere correr nas praças mais concorridas do mundo, rodeado de fotógrafos. Santana é cordato, Sócrates irascível. Santana discursa, Sócrates berra. Santana tirou com notável aproveitamento um curso da velha e prestigiada Faculdade de Direito de Lisboa, Sócrates aviou um canudo na Independente - mostrando que o seu inglês não é sequer técnico, e que anda pelas ruas da amargura. Finalmente, se não fosse por Santana, só por Sócrates e os outros dirigentes parlamentares, não se teria criado todo aquele halo à volta do debate parlamentar do Orçamento.".

zeist b skool disse...

Caro Pedro Santana Lopes

Como sempre gostei de o ouvir falar. Acho bem poder defender-se a si e ao seu governo, pois foi tratado de uma forma inacreditável pelo sistema político deste país.

Acho que o seu governo foi curto, ferido pela não existência de eleições e pagou por neste país as aparências valerem mais que a realidade. O ataque não foi ao seu governo, foi a si ! Porque não é bem aceite entre o establishment político nacional, inclusivé no PSD. Quem diz o que quer é inconveniente e fere susceptibilidades sempre tão alinhadas pela semelhanças entre todos ! Como disse o Avelino Ferreira Torres do CDS em tempos, também o PSD foi liderado até semanas atrás por copinhos de leite. Meninos bonitos tão politicamente correctos que se tornam irritantes. A evolução faz-se de rupturas e não de alinhamentos e decisões bonitas ou afirmações apelativas.

Quanto a discursos da discussão do orçamento aho que o melhor foi o da Ana Drago, permita-me. Não sou apoiante do Bloco de Esquerda, mas tudo o que ela disse, nomeadamente à selvajaria que é o mercado de trabalho para os jovens é de antologia, é real e é triste !

Quanto a si, sempre o apoiei, porque gosto da sua dedicação, da forma como segue as suas convicções e os deveres morais. Tem personalidade, o que falta à grande maioria dos políticos.

ps : desculpe(m) alguns erros que possam existir pois quase nunca olho para o ecrã quando escrevo e não tenho paciência para reler tudo de novo ...