sexta-feira, 9 de novembro de 2007

histórias de histórias-II

Continuando com histórias de histórias, esta semana falou- se muito de regresso ao passado.
Então, sobre a 1ª fase do debate parlamentar, há muito para assinalar, de especulação ou de invenção.
Por exemplo, eu comecei as perguntas a dizer que não queria falar de passado, a não ser na medida em que interessasse ao presente e ao futuro. Pois, na resposta, José Sócrates, com a elegância que o caracteriza, disse que compreendia bem porquê, pois eu não teria direito a mais do que pertencer a esse passado. Insistiu, insistiu, até que teve de ouvir a resposta. Logo tive de ler e ouvir que não resisti a falar do passado. Fiquei a saber que quando os outros atacam a falar de passado, estão a ser muito espertos e a criar uma armadilha. Quando o visado se defende, está a ser pouco lúcido e a cair na "ratoeira". É extraordinário.
Depois, tivemos uma história extraordinária de mails de Deputados do PPD/PSD que, afinal, ninguém recebeu. Ontem perguntava-se: alguém recebeu esse mail a criticar a intervenção? Mistério. Ninguém tinha recebido. Terá sido o jornalista - que também desapareceu desde esse dia- a inventar? Ou alguém que lhe transmitiu uma mentira? Ou podia não ser mentira e ter sido trocado só entre dois Deputados... E um deles, talvez, também, quase não tenha aparecido!...Mistérios.
Quem conhece bem alguns Deputados é um jornalista de um semanário que sai às Sextas, que tinha, ou ainda tem, uma avença na Caixa Geral de Depósitos e que antes tinha noutra grande empresa pública. Não me lembro qual, mas há no Parlamento quem saiba. Talvez ele possa dar uma ajuda. Já tem muitos anos disto.
Outra história de história foi a da ida de Luís Filipe Menezes ao Parlamento, almoçar com a Direcção do Grupo Parlamentar. Foi marcada numa conversa telefónica, Segunda- Feira à tarde, e confirmada num jantar onde só passei cinco minutos, num Hotel de Lisboa, nessa mesma noite. Estavam nesse jantar mais duas pessoas, dirigentes do PPD/PSD. Mas, claro, logo foi apresentado como uma decisão de última hora, para "dar uma mão" a quem, na véspera, tinha debatido durante cinco minutos. Como calculam, já sabia o que se iria dizer, face aos acontecimentos do dia anterior... Mas mantivemos tudo como estava. E ainda bem, porque o almoço foi bem útil e bem agradável. E útil,principalmente,para algum dos presentes, que não conhecesse bem o modo como Luís Filipe Menezes e eu estamos a trabalhar, ter ficado bem ciente da sintonia existente.
São algumas histórias de histórias, que vou contando, só para as pessoas saberem o que lêem, o que vêem,o que ouvem. Invenções, a que depois chamam interpretações.

7 comentários:

Filipe disse...

Texto do Blog Kontratempos:

SANTANA LOPES. O «regresso» de Santana Lopes foi confrangedor. Tudo o que é mau Santana foi relembrado nestes dois dias: a vacuidade, a política comicieira, o desconhecimento dos dossiers, a ausência de conteúdo no que diz e um sentido para o que propõe. Já nem falando na obsessão em reescrever o seu passado recente, o que dizer de quem faz uma intervenção de galos no Parlamento e abandona o seu lugar antes de ouvir a resposta? Desrespeito, impreparação e populismo. Seja bem-vindo, dr. Santana.
Etiquetas: Buraco negro, PSD, Santana Lopes


# por Tiago Barbosa Ribeiro em 8.11.07 | 4 comentários |

Ricardo Araújo disse...

Boa noite Dr. Pedro Santana Lopes, em relação ao debate parlamentar, tenho a concluir que uma vez mais não se esclareceu o povo, não sei se os deputados e o governo fazem de propósito ou se é sem intenção, mas a verdade é que ao fim de dois dias pouco ou nada ficou esclarecido.

Falou-se muito do passado, o que é de lamentar, mas o governo com um orçamento daqueles, não se podia esperar outra coisa, pois desviar as atenções para outros assuntos era aposta ideal e uma vez mais a oposição entrou no mesmo comboio, muitas coisas ficaram por explicar, porque o tempo de rebate também não foi muito.

Quanto ao seu relacionamento com o Dr. Filipe Menezes, não ponho em duvida que deve ser bom, só que numa entrevista esta semana o líder do partido disse que os últimos três anos de governação PSD, não tinham, sido felizes, bem como uma entrevista que eu ouvi na antena 1, do secretário geral Dr. Ribau Esteves, onde ele afirma a dado momento que os mesmos três anos não foram os melhores.

Quando temos destes amigos ao nosso lado, o que dizer dos inimigos, é de lamentar essas insinuações da parte destes dirigentes.

Um grande abraço, cordialmente.
Ricardo Araújo

Eolo disse...

Pedro,causa-me perplexidade que,particularmente o senhor,que é targeted to destroy,pelo polvo socrático,se deixe enredar em mentiras descaradas.Em manobras demagógicas.Porque não respondeu à letra,reproduzindo o discurso do secretário geral do partido socialista,quando era oposição aos governos PSD e quando membro do "pior governo desde DªMaria II" ?
Porque não põem a nú o assalto à Comunicação Social,agora Intoxicação Social? A instrumentalização dos Serviços de Informação,etc
Há uma lista infindável de atropelos ao Estado de Direito e á moral...
Não entendo também que sendo o Sr um homem com a coragem para fazer roturas não ponha em relevo que não há mérito algum em aumentar a receita do Estado exaurindo os pobres desta sociedade.Pondo o Fisco que nem cão raivoso atrás dos miseráveis,enquanto o governo esbanja com desfaçatez o produto do sacrifício dos cidadãos em absurdos e numa incontrolada espiral de asneiras que a central de propaganda e marketing vai maquilhando.
Acredito piamente,que este governo,apesar da máquina produtora de mentiras e enganos,é o mais fácil de atacar.Haja criatividade,porque matéria prima não falta.
Sei que sou pouco convencional,talvez por isso não veja o comentário publicado.Fico agradado,só pelo facto do Pedro ler estas linhas.Boa sorte nesta etapa.As doze tarefas de Hercules eram mais complicadas!

Bruno Maia disse...

Infelizmente é assim, sempre que aparece alguém que pode mudar o pais para melhor logo aparecem jornalistas, politicos e interessados que não os deixam subir para manter os seus "tachos".

Sofia Bochmann disse...

Pode ser tudo verdade. Mas, como sabe, o que parece em política, é mesmo. E o que conta é o que se leu do debate.

Mais atenção, Dr. Pedro Santana Lopes...

Carlos AM disse...

Eu assisti ao debate do 1º dia em directo (via TV) e achei uma grande "palhaçada" o que José Sócrates fez em relação a *todos* os intervenientes dos partidos da oposição e que é o facto de NUNCA ter respondido objectivamente às perguntas que lhe eram feitas - em vez disso, preferiu ocupar o seu tempo de resposta a sugerir aos intervenientes da oposição as perguntas que ele gostava que lhe fossem colocadas, do género "mas porque não pergunta sobre X e porque não perguntou sobre Y... ah e esqueceu-se de perguntar sobre Z" e depois respondia às suas próprias perguntas para X, Y e Z e acabava por não responder objectivamente a nada.

O exemplo que o Primeiro Ministro José Sócrates deu a todos os portugueses que assistiram ao debate em directo foi, no mínimo, caricato. O que se pretendia que fosse um debate, acabou por ser uma espécie de monólogo de José Socrates. Já para não falar na falta de respeito que José Sócrates teve para com um Ex-Primeiro Ministro. Aposto que ele nunca foi tratado com tanta falta de respeito quando fazia parte da oposição.

E o que mostraram as televisões nos seus jornais da noite desse dia? Tudo menos o que na realidade se passou no parlamento. Eu já os achava a *todos* muito imparciais... mas depois de ver como construiram as reportagens sobre o debate, que favorecem claramente uma parte, fiquei completamente esclarecido!

Enfim... escusado será dizer que desisti de ver os debates dos dias seguintes, porque o que assisti em directo foi tudo menos um debate - foi uma "espécie de circo" onde o "artista" principal do governo e os restantes "artistas" do governo e sua bancada passaram o tempo a entreterem-se uns aos outros. Mas foi um espectáculo muito mau, para quem esteve deste lado a assistir...

Uma tristeza!

Hugo V. Silva disse...

Mas afinal o que é o passado (entenda-se como passado relevante)?
O passado é a semana passada?
O passado é o ano passado?
O passado são os últimos 10 anos?

Parece-me que para este actual governo e imprensa, o passado é, somente, pequenos períodos de tempo governados pela oposição.

O governo deveria ser o último a puxar o tema "passado" para os debates parlamentares. Porquê? Simplesmente porque se é para justificar qualquer dificuldade que o país encontre de momento, não pode ser esquecido quantos anos governou o PS nos últimos 12 anos e quantos governou o PPD/PSD! Assim de cabeça e sem recorrer a cábulas, diria que o PS esteve 9 anos à frente do país, enquanto que o PPD/PSD estará estado uns 2 anos e meio. Por isso vamos deixar o "passado" para trás, que nada interessa ao governo debater, nem ao país!