sábado, 23 de abril de 2011

o tom e a margem

Ainda há muito por avaliar, da parte dos eleitores. De qualquer modo, se persistirem as escolhas, a vários níveis, das últimas semanas, as tendências que foram tornadas públicas tenderão a a acentuar -se.
Disse já várias vezes, na Prova dos Nove, na TVI24, bem como no Jornal Nacional da TVI generalista, que estou convencido de que existirá,como resultado das negociações com o as três entidades da troika, para além da «cartilha» comum, mais rspeitante ao ajustamento orçamental e financeiro, alguma margem para uma certa diferenciação entre os Partidos. Principalmente, nalgumas medidas de apoio ao possível relançamento da nossa economia. Disse -o ainda quando mais ninguém o tinha admitido publicamente. Penso ser óbvio, a vários títulos, que tem de ser assim.
O que resultar desse processo, para além do conteúdo, no modo de lidar com a relação com os Potugueses, determinará o resultado ds eleições.
Até agora, em minha opinião, Paulo Portas é, de todos,e de longe, o que encontrou o tom mais certo para tratar matéria tão delicada. Mas, daqui a umas semanas, quando da decisão final sobre esta fase das negociações, não vai ser fácil para ele e para o seu Partido.

7 comentários:

Anónimo disse...

Neste momento, quem tem mais credibilidade, se goste ou não é Paulo Portas
Passos Coelho. está a ser bem "comido pelo socrates"

Hugo Correia disse...

Entendo que o "país" não quer Sócrates, mas também desconfia muito da competência deste PSD. Daí a confusão nas sondagens. Se Paulo Portas conseguir manter o equilíbrio e souber bem explicar a razão das suas posições, poderá então, politicamente, ter muito a ganhar. Tem que ser muito assertivo. Sempre votei PSD, mas desta vez o meu voto inclina muito para o CDS/PP e sem problema de o assumir, mesmo se tratando de uma 2ª escolha. Os eleitores estão cansados do "bloco central".

Roxo d'inveja disse...

1º o PSD não estava preparado
tal como em 2000 e tal....
apesar de menos dividido do que na altura

2º o eleitorado está cada vez mais apático

3ºas três entidades da troika,
é uma redundância troika tal como trio ou triunvirato

até ocê Brutus disse César se virou para o Trotskismo linguístico militante
pois nã era só o Durão Barroso que tinha raízes nas ideologias vindas da Rússia
aparentemente o jornalismo também

4ºpara além da «cartilha» comum, mais rspeitante ....em tempos de crise comem-se letras
respect.....rspect

tal como em 2000 e tal para não relembrar anos com estádios e outras coisas similares
a volatilidade eleitoral é grande

e a máquina de propaganda do PSD
anda mais parecida com as ditas revistas sociais

Anónimo disse...

Acabei de ler a crónica de Vasco Pulido Valente no Público de hoje (24-4-2011) onde afirma entre outros, também Santana "levaram o país com a irresponsabilidade de sempre e sem obstáculos de maior, para o poço sem fundo em que hoje vivemos".
Apesar de todos conhecerem que o principal calcanhar de Aquiles de Portugal é a Justiça, entendo que Santana Lopes devia exigir que VPV demonstrasse em Tribunal as sua afirmação e não saísse impune por publicar na comunicação social mentiras

Anónimo disse...

Acabei de ler a crónica de Vasco Pulido Valente no Público de hoje (24-4-2011) onde afirma entre outros, também Santana "levaram o país com a irresponsabilidade de sempre e sem obstáculos de maior, para o poço sem fundo em que hoje vivemos".
Apesar de todos conhecerem que o principal calcanhar de Aquiles de Portugal é a Justiça, entendo que Santana Lopes devia exigir que VPV demonstrasse em Tribunal as sua afirmação e não saísse impune por publicar na comunicação social mentiras

Ricardo Araújo disse...

Boa tarde Dr. Santana Lopes, estas eleições não são normais, pois estão dependentes das imposições impostas pela Troika.
Os partidos e principalmente o Governo acima de tudo, têm de negociar o melhor para todos, eu sei que se torna difícil negociar com esta gente, pois o interesse deles é o retorno do investimento que estão a fazer, só que esse retorno não pode ser feito por conta do aumento dos impostos e dos cortes nos salários e pensões.
Se não houver crescimento na economia, daqui a dois ou três anos a Troika terá de fazer um novo reforço de verbas e esse sim vai ser muito maior do que os 80 mil milhões que agora se fala.
Dito isto temos que demonstrar sem margens para dúvidas, que a nossa recuperação, vai ser através de cortes no estado e crescimento da economia, é nisso que os partidos têm de estar em consonância.
O nosso Estado está demasiado gordo, precisa de choque, mas esse choque terá de começar pelo poder central e chegar ao poder local, não podemos ter tantos ministros, tantos secretários de estado, tantos assessores, tantas câmaras, tantas juntas de freguesia, tantas empresas municipais, tantas fundações, tantos funcionários, tanto, tanto, tanto...
Tanto havia para falar em termos de cortes e aumento de competitividade que chego a acreditar que todos estes partidos vivem bem como estão, pois até eles são sorvedouros desde estado.
Temos de relançar a economia, ajudando as pequenas e médias empresas, ajudar aquelas que apostam na exportação, quando digo ajudar, não falo em injectar dinheiro, mas sim ajustar os impostos para todos aqueles que criem postos de trabalho e riqueza nacional.
Temos de incutir nos Portugueses, que comprem o que é nosso, pois segundo alguns estudos se cada Português gasta-se 200,00 euros por mês de produtos nacionais, a nossa economia teria um crescimento de 2%
Penso que mais uma vez vamos perder a oportunidade de meter o País no trilho certo, pois como constatamos em mais de 35 anos de democracia, nunca antes o quisemos fazer.
Não vejo nos grupos parlamentares vontade de mudar este estado de coisas, pois assim sendo perderiam muitos e bons empregos.
Isto só lá vai com um novo "partido", vindo do zero, onde possa fazer todas as reformas que nós necessitamos, sem olhar a meios, nem a clientelismos, senão continuaremos neste marasmo que se chama Portugal. Até quando?
Um grande abraço, cordialmente.
Ricardo Araújo

Dina disse...

Caro Dr Pedro !
Tive um «sonho» muito estranho que se resume mais ou menos ao seguinte:
Sonhei que o PS e Sócrates ganhavam as proximas eleições de 5 de Junho com maioria absoluta.
Depois o mais bizarro do sonho, era que Passos Coelho pulava de alegria e Sócrates estava muito tenso e triste.
Depois vi no sonho , Sócrates a subir para uma espécie de calvário onde foi amarrado, amordaçado e agredido por um carrasco que se chamava Troi-ka !
Enquanto isso Passos Coelho, muito sereno e com lágrimas estranhas nos olhos ia dizendo ao carrasco :
« Epá ! não bata tanto dali...Bata mais acolá que dói menos ...»
Entretanto versejava « Oh meu caro Sócrates, que azar , que desalento... Tenho tanta pena de ti e do teu sofrimento . Mas então, foste tu que ganhaste as eleições e és tu que estás a sofrer tantas agressões ?
Oh Pobre coitado... »
Da boca de Sócrates saiam palavras sem sentido que diziam : «Ai Mãezinha! Eu não queria ...eu não queria... »
Depois surgiu no sonho, Cavaco Silva , vestido do romeiro de Almeida Garret , com uma crise de falta de ar e sem conseguir falar .
E o Povo gritava: Quem é tu romeiro ? Fala ! Fala!
Mas ele, nada ! Não conseguia falar ...
Então, acordei muito espavorida.
Que sonho tão estranho, não é ?
Cptos