domingo, 12 de setembro de 2010

Estrela?

Tem a importância que tem. Mas é elucidativo o que pensam os próximos da actual Direcção do PSD sobre Cavaco Silva e as suas mais recentes intervenções. Refiro - me ao texto de um articulista, hoje, no DN, que é sempre apresentado como «amigo próximo» de Pedro Passos Coelho. Chega a escrever:« Sócrates e Cavaco: a mesma luta» E ainda:«Quem diria, há uns meses, que o Presidente da República e o Primeiro - Ministro seriam hoje tão firmes aliados?»

Carta de Edite Estrela? Este texto, mesmo que alguém o queira negar, ou desvalorizar por o autor não ser dirigente partidário, tem mais significado político.

A propósito de tudo isto, se puderem, leiam o meu texto, no Sol desta semana. E garanto que não tenho «bola de cristal».

5 comentários:

Hugo Correia disse...

“Temos que pensar de forma diferente. Esta crise não é como as outras. As regras do jogo mudaram. Esta prova de fogo não se resolve com as velhas receitas”.

Tirado do link do Portugal dos Pequeninos referente a declarações de Dominique Strauss-Kahn, director-geral do FMI.

De quem já ouvimos algo parecido? Não tem bola de cristal, mas que está muitos furos à frente da grande maioria, ai isso está.

Anónimo disse...

Também tem a importância que tem.Saberá dum blog pedindo a sua candidatura para Oeiras?

o cusco....... disse...

Só há uma coisa no texto que não encaixa.
Aquela parte do “quem diria há uns meses…..seriam firmes aliados”…
Sempre o foram, nunca deixaram de ser. Tinham o mesmo objectivo: ser reeleitos.
Só trabalhando em consonância o poderiam conseguir.
Esqueceram-se de alguns Portugueses que já não vão em teatrinhos de praia e saiu a coisa mal.
O PM perdeu a maioria e tem agora que governar á custa do bloco central [teve a sorte de ter um aliado e admirador ( pela oposição feita, só pode, que é PPC )] e o PR está mesmo a pedir uma segunda volta que lhe dará a…..a…..DERROTA!!!
Toda a gente sabe que em segundas voltas ganha SEMPRE a esquerda e como desta vez até gente do PP votará Alegre com um pouco de sorte para este agonizante país talvez Alegre ganhe logo na 1ª volta. Esse sim fará oposição a Sócrates que vai ganhar outra vez sem maioria.
É o cenário que todos sabemos e ninguém quer assumir.
Hoje ouvi uma das várias coisas em que PPC pensa ser necessárias. Dizia que a lei do trabalho tinha que ser mais versátil ( ainda mais??? ) para que investidores estrangeiros se animem… ERRADO!!!! O QUE TEM QUE MUDAR É A LEI DOS IMPOSTOS!!!!!
Ninguém com dois dedos de testa abre uma empresa ou Fábrica a pensar em despedir ninguém. Despede se forem maus profissionais.
Um trabalho não é só um emprego. Tem-se que “trabalhar”.
Gasta-se muito tempo e dinheiro a “ensinar” uma equipe a ser boa, dinâmica e generosa no trabalho. Não se quer depois de tanto gasto, vê-la ir embora.
Impostos sim, é um importantíssimo detalhe a mudar radicalmente.
Dou só um exemplo. Em Países que querem realmente atrair o investimento estrangeiro, dão-se atractivos fiscais. Pagam menos até que os nacionais em certos casos. Aqui???? Aqui se um estrangeiro comprar uma casa e depois vender paga uma mais valia de 25%. Mesmo que use essa mais valia na compra de outra casa no prazo legal de dois anos? SIM MESMO QUE USE O DINHEIRO PAGA OS 25%!!!!
Quem é o louco que vem meter cá dinheiro? Um empresário português iria investir lá fora se assim fosse tratado?
Vê-se bem que PPC não estudou bem a lição e pior, os assessores são deficientes ou estariam informados destes “PEQUENINOS” detalhes.
Nunca pensei dizer isto…mas..que saudades de Manuela Ferreira Leite quando dizia a verdade!

Hugo Correia disse...

Criar uma região-piloto para testar regionalização? A sério??? Que novidade...

Pedro disse...

O actual PR, apesar do esforço, dificilmente cairá na aceitação plena do actual PSD como candidato ideal. Mesquinhez à parte, o estado da economia actual não se deve apenas aos Portugueses, ao Soares, ao Sócrates e ao Guterres. O PSD sabe, muito bem, o que foram os governos de ataque à produção Nacional do actual PR. UMM, Metalurgia Casal, Têxteis, Calçado, ...

Era a altura dos "chavões" da mão-de-obra barata e de alguns ministros yuppie-rurais.

Sobre esta classificação, em mais rural-yuppie,
nem vale a pena mencionar o antigo ministro da indústria, actual embaixador económico de Angola.