quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

90%

São impressionantes os números publicados esta semana sobre as vendas dos jornais diários. Praticamente todos baixaram e com reduções significativas. A verdade é que no dia - a - dia só cerca de 2% dos Portugueses lê jornais. Mesmo contando com os Semanários, pode ser dito que mais de 90% dos Portugueses não lê a Imprensa escrita. Se pensarmoss, também, na audiência dos canais informativos por cabo, SIC Notícias, RTP-N e TVI-24, facilmente concluímos que 90% do País praticamente não recebe informação política. É verdadeiramente impressionante lembrar o que já se sabe.
Aliás, devo dizer que notei isso mesmo durante a recente campanha para Lisboa. Em diferentes zonas da Cidade, principalmente, as mais desfavorecidas, algumas pessoas não sabiam quem eram os candidatos à Câmara de Lisboa. Não faziam nem ideia.

8 comentários:

Paulo disse...

É um bom ponto de partida para uma reflexão mais profunda.
A questão é a seguinte:
Porque será que as noticias politicas não interessam à maioria dos portugueses?
Que modelo de sociedade criámos nós que levou a que os cidadãos tenham deixado de se interessar pelas decisões que efectam o seu dia a dia?
Viveremos mesmo em democracia quando os eleitores se desligaram dos eleitos? Quando o voto não é visto como um execicio de poder, mas tão só como uma obrigação?
Um feliz ano

Pedro Barbosa Pinto disse...

Ainda assim, estou convencido que dos 10% que lêem jornais e/ou assistem aos programas informativos televisionados, 90% estão mais desinformados que a maioria do País "desinteressada".

Um excelente ano de 2010

Anónimo disse...

a

A disse...

Relação confirma envolvimento de Ricardo Rodrigues com "gang internacional"leu-se há dias nos jornais. Será que este "ricardino ganguista" é o mesmo deputado do PS que acaba de ser nomeado para as secretas portuguesas pelo parlamento? A ser verdade é o máximo, o máximo desrespeito do Parlamento pelos portugueses. Com o "ricardino ganguista" nas secretas não há conversa em belém que resista.

Francisco Azevedo Brandão disse...

A respeito da leitura de jornais , não posso deixar de me referir ao oportuno artigo de Pedro Santana Lopes, publicado no «Sol» na sua rubrica «Equinócios e solestícios», intitulado «É Preciso Clarificar o Sistema de Governo».
Pedro Santana Lopes tem, na verdade, há bastantes anos lutado, quase só, pela clarificação do sistema de governo portugês, mas ninguém com resposabilidades constitucionais tem querido ouvi~lo.
Parece que agora o assunto despertou o interesse de Vital Moreira e Pedro Lomba que trouxeram a lume esta semana o problema na imprensa escrita.
Lembro também a insistència do presidente da Madeira, João Jardim em proclamar,há bastante tempo, a urgente necessidade de se rever a Constituição, no sentido de se apagar algumas incongruências e paradoxos que têm bloqueado o regular funcionamento das instituições.
Na verdade, como é que , por exemplo, o Presidente da República sendo eleito directamente por sufrágio universal, os seus poderes ficam bloqueados por um primeiro-ministro arrogante e ditatorial, por tricas governamentais e por uma maioria parlamentar?
A eleição por sufágio universal pressupõe naturalmente um sistema presidencial com todos as atribuições que lhe são concernentes,sem necessidade de se eleger um primeiro-ministro bloqueador, sustentado por uma maioria ditatorial.
Também o Poder Judicial, que é um dos três Poderes do Estado,tem que ser reformado no sentido da sua total independência em relação aos outros dois Poderes: o legislativo e o executivo, e proibir determinantemente a constituição de quaisquer sindicatos profissionais de magistrados.É inconcebível que um Poder do Estado se constitua como sindicato!Por outro lado, os magistrados nunca deviam ser nomeados para lugares políticos, para evitar naturalmente a promiscuidade entre Poderes.
Pedro Santana Lopes vê com bom senso a urgente necessidade de se proceder a esta clarificação de governo e não só.

Hugo Correia disse...

Uma pausa no trabalho para lhe desejar um Bom Ano Novo. A um amigo deseja-se sempre o melhor.

Um abraço

PPQTP disse...

é muita TVI e muita novela, conversas para boi dormir, ninguém faz nada para alterar o país, a descaracterização nacional é um facto consumado, o centralismo asfixia, até nas porcarias da telenovelas ditas "nacionais" os sotaques desaparecem como se o país fosse igual em todo o lado... E o que se vê no plano político? Grandes inaugurações na Aguçadoura para daqui a 15-deixa-me rir- anos se poder dizer sem qualquer tipo de vergonha na cara que Portugal foi pioneiro de coisa nenhuma...reflexões profundas, bom ponto de partida, só não sei é para quê!

Anónimo disse...

Dr. Pedro Santana Lopes,
blogueiro,

Não concordo com essa sua visão.
Alguns portuguess, como eu, recebem a informação e vão lendo os jornais, só que on line. Com a vantagem de lerem o que se diz por cá e o que se diz lá fora.E, filtrarem de forma muito mais rápida o que lhes interessa. On line, têm-se acesso diário a todos os grandes jornais do mundo. Também se tem acesso às pessoas,directamente, como em espaços como este.
Quanto à televisão, serve para ver uns filmes, mas já não é necessário perder tempo com anúncios e com "palha".
Agora vou passar no Courrier, no el País,na folha de S. Paulo etc...etc...e não gasto um tostão o que é mais uma enorme vantagem, nem leio o que não me interessa. Não será também isso que se está a passar com alguns (muitos) portuguess?