terça-feira, 11 de novembro de 2008

Ponto final. Parágrafo.

A entrevista que dei à "Pública", no Domingo, mereceu reacções bem simpáticas, algumas de pessoas que não ouvia já há tempo. Mas, agora, não interessa se a entrevista foi boa. Foi o que foi: uma entrevista dada com o acordo de ser mais intimista, principalmente, sobre a falada capacidade de resistência política. E nunca sobre a política actual. Não se falou sobre Cavaco Silva, José Sócrates, Manuela Ferreira Leite, nem sobre questões que estejam na ordem do dia. Quem ler a entrevista pode perceber que assim foi. Foi muito mais, porque foram três horas de conversa. Houve muitos minutos sobre o passado. Muito poucos sobre o presente e o futuro, por exemplo, sobre Lisboa.
A entrevista foi dada, também, porque quis encerrar um tempo, longo, em que respondi a perguntas da Imprensa sobre a minha vida privada: se saía ou se entrava, se de manhã, se à noite, se janto fora ou se janto dentro. Tenho 52 anos, com a Graça de Deus, e todos os Portugueses já ouviram falar desse tipo de assuntos em relação a mim. Agora, cada um que pense o que quiser. E se quiserem saber histórias do género da vida de alguém, terão de "bater a outra porta". Falei delas, agora, para tentar deixar claro que procurei proceder ao devido balanço sobre o que se passou nestes anos.
Reconheço que a entrevista versou, na sua grande maioria, outros temas. Foi, aliás, estimulante, até pelas questões que foram colocadas, durante todo aquele tempo. Tudo correu bem. Excepto aquela chamada de atenção, na edição de Sexta-feira, para a entrevista de Domingo. Da qual fui avisado. e me pediram licença, mesmo em cima do fecho da edição. Destacaram matéria que teve tanto relevo na entrevista que nem constava dela. Como não posso deixar de notar a seta para baixo, na edição de Sábado, por causa do que constava no tal destaque que eu não queria. Sem dúvida, que é a liberdade de Imprensa. Sem dúvida. mas também são maneiras de estar na vida. É assim!

12 comentários:

Jorge Ferraz disse...

Meu caro Pedro

Claro que a entrevista foi boa. Sincera, intimista e politica q.b. Mas, acima de tudo, necessária pela afirmação da disponibilidade manifestada. É bom que se saiba, dentro e fora do PSD, que há sempre alguém que diz presente, porquen sabe como muitos o desejam de volta. E, como é bom observar alguns arrepios de espinha de putativos candidatos e, deixa acarvados, a feira de vaidades de outros candidatos, internos e externos.
Se um dia destes aqui deixei conselho amigo “nunca voltes ao lugar onde foste feliz” a vontade de um bom combate também me aguça o apetite. Por Lisboa,
Um abraço
Jorge Ferraz

José Raul disse...

Boa Noite,Caro Amigo!
Tal como ja nos abituou,aqui se encontra algo de concreto na vida politica Portuguesa.
1 abraco.

Ricardo Araújo disse...

Boa noite Dr. Pedro Santana Lopes espero que agora seja mesmo um ponto final e um novo parágrafo na sua vida.
Já chega de tantos episódios na comunicação social acerca de V. Exa.
É tempo de começar uma nova etapa na sua vida, etapa essa que será bastante dura, pois é necessário ter bastantes forças, bem como bastante estômago, para as batalhas que se aproximam, pois como constatamos é só falar do seu nome para a Câmara de Lisboa que nos dias seguintes na comunicação social aparecem logo notícias acerca de possíveis erros aquando da sua anterior passagem pela autarquia.
V. Exa. terá de falar o suficiente e esse suficiente será sempre para repor a verdade, não se pode distrair com leviandades que se possam escrever, sei que não é fácil, pois as suas entrevistas ou as suas acções, são como mel para a comunicação social e eles não o vão largar, por isso é necessário ter bastantes cautelas para não ser surpreendido.
Um grande abraço, cordialmente.
Ricardo Araújo.

Anónimo disse...

O PSD agora já critica a solução do edifício no largo do Rato? Mas não é a sua solução e da sua vereadora de então? Agora já pensa o contrário? Mas que PSD é este? Estão todos a remar para o mesmo lado? Ou isto é mais um pedrinha no seu caminho vindo da vereadora do PSD que é assessora da Paula Teixeira da Cruz? Isto tem de acabar ou o PSD não merece confiança. É preciso defender e valorizar o passado. Não criticar.

Anónimo disse...

Caro Dr. Pedro Santana Lopes
Deixe me discordar do seu post, não precisa de justificar tem obra feita em circunstâncias muitas vezes adversas. Mas gostei da entrevista não esperava outra coisa, os jornais hoje fazem tudo para venderem, uns oferecem BD outros miniaturas, o Publico no domingo tinha a sua entrevista vendeu jornais era isso que interessava.
Estamos desejosos de voltar a vê-lo em Lisboa, pois tiraram nos o prazer de o ver a liderar a bancada.
A mudança, essa, necessita do seu tempo, e tudo tem o seu tempo.
Um abraço

carlos disse...

Dr Pedro Santana Lopes,bom dia.
Li a sua entrevista na revista do "Público" e gostei de saber pela sua boca o porquê de não ter batido com a porta perante a atitude perversa e de traição ao Povo Português,tomada por Jorge Sampaio.Os vindouros hão-de sempre associar o seu nome ao período mais negro e mais miserável de Portugal.
De resto,gostei,também,de saber alguns ressabiamentos que,pelo menos eu desconfio,tiveram origem em assuntos que nada têem a haver com competência política e/ou capacidade na tomada de decisões.
Penso que,infelizmente,estarei certo,quando afirmo que se não fosse a sua insistente luta pelos valores que engrandessem os Estados,o PPD/PSD já teria deixado de estar entre os Partidos Portugueses.
Eles andam todos a ver se rebentam
o pouco que o PS pudesse ter deixado e,nos intervalos,a dar cabo,criminosamente,da vida dos outros.
Sinto uma revolta tão grande que não posso continuar a escrever.
Um grande abraço do
c.monteiro de sousa

Rui Cardoso disse...

Dr. Santana Lopes,
como pode afirmar " Como não posso deixar de notar a seta para baixo, na edição de Sábado, por causa do que constava no tal destaque que eu não queria"?
Se não queria, não dava autorização para publicar, porque como muito bem sabe, até os seus "pensamentos" são publicados com estrondo.
Apesar deste impasse na ratificação por parte da CPN da sua recandidatura a Lisboa, espero que ela se venha a concretizar, porque acredito sinceramente que o António Costa, mesmo levado ao colo pelo Governo, é derrotável.
Um grande abraço
Rui Cardoso

Luis Melo disse...

Caro Pedro,

Gostei muito da entrevista. Mostra um PSL sincero, honesto, terra-a-terra, tal como sempre foi.

A ambição natural de um político que já fez muita obra, e desempenhou cargos de elevada responsabilidade.

Ao contrário de outros, gosto sempre de o ver por aqui, e por aí.

Bem haja

Nuno Leite disse...

Caro Dr. Pedro Santana Lopes.

Gostei da Entrevista.

Boa sorte para a "batalha" de Lisboa.

Vem aí um Tempo Novo.

Um Abraço
Nuno Leite

Marisa disse...

É pena o Sr. só publicar os comentários com blá, blá de elogios.
Sinceramente não gostei, nem desgostei da sua entrevista à Publica, simplesmente não me convençeu.
Triste PSD...

Anónimo disse...

Bom dia.
Venho de vez em quando por aqui e hoje sorri ao ler este Ponto final. Parágrafo e de repente ocorreu-me dedicar-lhe este poema que um dia publiquei no meu blog dedicado a uma " grande amiga"
Pedro eu gosto muito de si e como eu muitos portugueses gostam e gostariam de o ver no Municipio de Lisboa mas sorria e não perca o encanto da vida social.
Quem disse que é proibido sair á noite se se for presidente de um município?
Está em algum código a interdição de se ir a um bar em companhia de um amigo ou uma amiga?
Mas sabe uma coisa?
Também é bom termos inimigos.
Aqui fica o poema:

Porque quem não tem inimigos,
É sinal que não tem:

Nem talento que faça sombra,
Nem carácter que impressione,
Nem coragem para que o temam,
Nem honra contra qual murmurem,
Nem bens que lhe cobicem,
Nem coisa alguma que invejem

Desconheço o autor
Com carinho para si e se eu vivesse em Lisboa mesmo não sendo PSD votaria em si.
Assim fico-me por Porto de Mós ainda sem escolha.
Maria Antonieta Mariano

miguel vaz serra disse...

Dr.Santana Lopes
Revejo-me na revolta de Carlos Monteiro de Sousa.Tudo isto está de tal forma que até o Engenheiro ( este sim dos de verdade ) Cravinho ( que é do PS ) respondeu em alto e bom som ,"Está de muito boa saúde e recomenda-se" quando lhe perguntaram como estava a corrupção em Portugal.E chegou mesmo a dizer bem claro,que só quando rebentasse o escândalo entre membros do Governo é que se faria alguma coisa,já tardia,claro.
Portanto é grave e séria a situação que vive a nossa frágil democracia,muito mais do que nós podemos imaginar.Os níveis de saúde democrática de um País sempre se mediram pela saúde da mesma dos militares desse mesmo País...Creio ter dito tudo...
Muitas vezes me perguntei e até comentei aqui que estranhava muito a atitude do PR.Agora com o desenrolar dos últimos acontecimentos mediáticos,tem-se-me feito muita luz.Penso que se eu chego lá,que sou ninguêm,a grande maioria do povo também chegará e muita coisa vai mudar.Faço muita guerra ao silêncio de Manuela Ferreira Leite,desde a minha ignorância,mas uma coisa tenho que lhe dar razão e tiro-lhe o chapéu por isso,se perder as eleições é porque não mente,não promete,diz o que há,o que não pode modificar.Disse mesmo e com admirável razão,que para isso,a mentira a demagogia e a traição eleitoral,está o PS e o seu secretário geral que é o Sousa,o PM deste pobre,nunca melhor dito,País.Só não posso concordar com Monteiro de Sousa quando diz que o seu nome,do Dr.Pedro Santana Lopes,ficará associado a uma página negra da nossa história.
Tenho a certeza que quem leva esse peso para sempre é quem se vendeu ao lobi.O PR dessa época.O povo "está" ignorante mas não é estúpido.Salazar também nos tinha mergulhados numa ignorância parecida á de agora,mas nunca fomos estúpidos!!!Para o PS,este Governo ,PM,e toda a maquinaria que trabalha arduamente nesta incansável "propaganda" ligada ao lobi,só posso dizer uma coisa: Riam-se muito,riam tudo o que puderem agora,porque meus amigos,quem ri último ri sempre melhor!!!