sábado, 27 de setembro de 2008

Primeiro debate


O debate entre John McCain e Barack Obama foi muito defensivo. Foram repetidas as posições, já conhecidas, dos dois contendores. De qualquer modo, em minha opinião, Mccain levou vantagem... O tema também lhe era mais favorável: politica externa e segurança nacional.
As declarações de Obama em política externa, nomeadamente sobre o Paquistão, foram mais próximas da linha de Bush do que as proferidas, com prudência e experiência, pelo candidato republicano.

8 comentários:

David disse...

Dr. Santana Lopes

quanto a tudo o que se passa no mundo, só tenho a apoiar o discurso de John F. Kennedy... estamos a caminhar por um péssimo caminho, a humanidade corre sérios perigos graças a ela mesmo...

“Senhoras e Senhores,

A palavra “segredo” é repugnante numa sociedade livre e aberta. E nós opomo-nos estóica e historicamente às sociedades secretas, juramentos e procedimentos secretos.

Opor-nos-emos em qualquer parte do mundo a conspirações monolíticas e rudes que sigilosamente vão expandindo as suas esferas de influência. Em infiltração em vez de invasão, em subversão em vez de eleição, em intimidação em vez de liberdade de escolha.
É um sistema que tem aprisionado pessoas e coisas, a teias bem construídas… Uma máquina supra eficiente que combina militares, diplomacia, inteligência, economia, ciência e operações políticas.
As suas tarefas são escondidas, nunca publicadas. Os seus erros são enterrados, e não Divulgados. Os desacordos são silenciados, não orientados. Nenhuma despesa é questionada, nenhum segredo é revelado. Essa foi a razão pela qual o legislador Grego Sólon considerou crime a qualquer cidadão que se acobarde perante uma discussão.

Estou a pedir ajuda numa tremenda tarefa e crente que, com a sua ajuda, as pessoas serão aquilo que nasceram para ser, livres e independentes. “


John F. Kennedy num discurso à nação, pouco tempo antes de ser assassinado.

David disse...

Dr. Pedro Santana Lopes, divulgue este belo discurso..

um abraço

Discurso do Ministro Brasileiro da Educação nos EUA...(Censurado)


Este discurso merece ser lido, afinal não é todos os dias que um brasileiro dá um 'baile' educadíssimo aos Americanos...

Durante um debate numa universidade dos Estados Unidos o actual Ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência nalguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros).

Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro. Esta foi a resposta de Cristovam Buarque:

'De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a
internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também a de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...
O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e
subir ou não seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono ou de um país.

Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu
acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro,
Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do Mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais
nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir
que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.

Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da
Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.

Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a
Amazónia seja nossa. Só nossa! '

ESTE DISCURSO NÃO FOI PUBLICADO. AJUDE-NOS A DIVULGÁ-LO porque é muito importante... e porque foi CENSURADO

indy disse...

(Isto não é bem um comentário...)
Há pessoas extraordinárias, inesquecíveis. Pessoas que contribuem de um modo especial para o "bem" e que nos fazem acreditar que é possível.
Falo de Paul L. Newman. O actor, o piloto de Le Mans, o Pai que perdeu um filho, o humanitário, o marido.
O seu "Newman's own" encaminhou mais de 250 milhões de dólares para beneficência, fundou há 20 anos os Hole in the Wall Camps que já proporcionaram momentos de alegria e evasão a mais de 135 mil crianças com doenças graves que ao frequentarem o local usufruem de uma série de actividades que as deixam com boas memórias e acima de tudo, sorrisos de pura felicidade.
Em Janeiro deste ano Paul celebrou com Joanne Woodward 50 anos de casamento!!!
Em tempos, quando questionado sobre fidelidade, respondeu com uma frase que foi posteriormente adaptada por muitos:
"Why go out for hamburger when you have steak at home?"
Quanto à longevidade do seu casamento referiu que as diferenças entre ambos fortaleceram a união.
A sua querida Joanne abominava que corresse de automóvel, mas sempre apoiou incondicionalmente Paul. Para ele isso era amor.
A sua obra de caridade (que lhe sobrevive) deu-lhe oportunidade de receber, partilhar e dar muito "amor".
Ainda bem :-)

joyce disse...

Dr. Pedro Santana Lopes

Apenas uma rectificação ao comentário de david:

"23/01/2004 - 12h00
Cristovam Buarque é demitido por telefone

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu na manhã desta sexta-feira, por telefone, o ministro da Educação, Cristovam Buarque (PT), que está em férias em Portugal. Cristovam se juntaria à comitiva de Lula, que hoje à noite viaja para a Índia. Já convidado, Tarso Genro (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) será seu substituto. O Ministério da Educação confirmou oficialmente a informação." in Folha Online

Hoje o ex-Ministro Brasileiro da Educação é Senador da República.

Ricardo Araújo disse...

Boa tarde Dr. Pedro Santana Lopes o debate entre os concorrentes a casa branca segundo li nos jornais e ouvi na televisão primou-se por um bocado fraco e repetitivo, bem como no final a maioria afirmou que teve um empate.
Temos mais dois debates para ver quem se sai melhor, mas neste momento Barack Obama leva uma pequena vantagem nas sondagens, uma coisa é certa ele já ganhou não as eleições que essas são em Novembro, mas já ganhou na sua maneira de ser e estar bem como a maneira como ele consegue juntar as massas.
América necessita de mudança, bem como o mundo inteiro e Barack Obama será essa lufada de ar fresco no panorama politico mundial.
Espero que não esteja a dizer que Mccain venceu, só por ele estar mais ligado a sua facção política.
Um grande abraço, cordialmente.
Ricardo Araújo.

Pedro Rocha disse...

Fico desiludido quando vejo um possível líder do mundo livre dizer "I looked into Mr Putin's eyes and I saw three things: a K, and a G and a B".

Este desleixo de McCain quanto às palavras e ao seu significado preocupa-me. Isto é tratar a Rússia do século XXI como a URSS do século XX - que bem pode advir disto?

joyce disse...

Dr. Pedro Santana Lopes


Ainda sobre a recente crise financeira nos EUA que se arrasta pelo mundo globalizado.

"Se você perde a liberdade de fracassar, você também perde a liberdade de ter sucesso; e cessaremos de viver numa sociedade livre." segundo o deputado Jeb Hensarling (R-Texas)

Qual é a verdadeira solução? Acabar imediatamente com o imposto sobre ganhos de capital.
Isto foi o que Hong Kong fez.
Mas isto é uma reprovação para o Partido Democrata, que só sabe gastar mais (no que foi imitado por Bush) e expandir sem cessar a burocracia federal.

A oposição politicamente correcta, antiamericana, obamista e tudo o que há de mais idiota na face da Terra tem orgasmos com a crise.

Claro, é mais fácil atirar pedras no Bush do que pensar numa saída racional.

Anónimo disse...

"TODA A GENTE" acha que o Obama vai ganhar, mas ninguém sabe dizer porquê!

O vento do "politicamente correcto" aponta para Obama. Mas quando questiono: e porquÊ Obama? as pessoas respondem:"bem, não sei, parece-me que... sinto que..." E eu insisto: mas viste o debate? levantaste-te às duas da manhã para ver? tens assistido às multiplas entrevistas de gente próxima deles, e aos múltiplos programas de discussão entre os analistas politicos, leste o livro do Obama? está traduzido em português, e que tal o debate entre os vices, viste? foi às duas da manha da passada 5ª para 6ªfeira???... Que respostas ouço? "Eh pá não há pachorra para isso. Nem tenho tempo para essas coisas."

E então estamos num "tempo novo" em que as pessoas votam ou fazem escolhas por "palpite", pelos sentimentos e pelo "parece que".

Que as pessoas comuns tenham este tipo de comportamento politico não me admiro. As pessoas têm tanto com que se preocupar. Mas que os nossos "fazedores profissionais da opinião publica" façam isso é inadmissivel. E são estas faltas de rigor e de responsabilidade profissional que criam estes "ventos" e "palpites". E quem semeia ventos, colhe tempestades".
Manuel Silva, Ota