Se for mesmo verdade o que disse ontem um Presidente de Junta de Freguesia de Lisboa, então, a sugestão de reforma aprovada, ontem, pela Assembleia Municipal, está diminuída na sua legitimidade.
Na verdade, se as Juntas não tiverem sido ouvidas, no plano formal e na substância das coisas, este processo torna - se incompreensível. Para a criação de novos concelhos, que se saiba, é necessário o parecer prévio dos concelhos em que o território da nova autarquia , até aí, esteja integrado. Para além do parecer favorável das freguesias que, supostamente, o integrarão. A Assembleia da República fá - lo -à, nos termos da Lei. Mas a Assembleia Municipal não o devia ter feito? Fará sentido não ouvir as Juntas e tratar do assunto só com as Secções partidárias? Claro que não! E ter sido, como foi, inquina todo o processo.

