quinta-feira, 28 de maio de 2009

Um ultraje

Desde que sou candidato à Presidência da Câmara Municipal, de Lisboa, pouco tenho falado dos assuntos da Cidade neste blogue.
Só que os intentos de António Costa, Manuel Salgado e Sá Fernandes em relação ao Terreiro do Paço suscitam profunda preocupação e enorme indignação. Na verdade, aproveitar o balanço e os movimentos de terras de umas obras de saneamento para intervir na principal Praça da Cidade e do País é um abuso inqualificável.
Os mesmos que sempre pediram a discussão pública de todo e qualquer projecto, estão agora, com o desnorte que patenteiam, a fazer tudo para mudar significativamente o perfil do Terreiro do Paço.
Pode -se concordar, ou não, com o caminho traçado, mas em mandato anterior, juntamente com o Governo de Durão Barroso, estudou -se e decidiu -se a saída de vários Ministérios, nomeadamente, os da Agricultura e Administração Interna, para além dos serviços do Ministério das Obras Públicas que ainda continuavam na Praça. Com todo esse processo tratado com "cabeça, tronco e membros", tudo tinha um sentido. Por exemplo, era possível tirar o trânsito todo das laterais. Agora, assim? À trouche-mouche, sem eira nem beira, com a mesma velocidade com que se renova o betuminoso da Almirante Reis?
Estas pessoas perderam completamente o tino. Estou certo de que os muitos amigos de Lisboa não deixarão de reagir a este verdadeiro ultraje que uma sociedade chamada Frente Tejo quer levar por diante. O terreiro do Paço a subir em vez de ser plano? E, depois, com umas escadinhas a darem para o trânsito?
Deixem o Terreiro do Paço sossegado. Já sofreu que chegue com erros e precipitações.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Resposta

À pergunta que é colocada sobre uma afirmação de António Costa, a resposta é negativa.
Calma. Muita calma.

domingo, 24 de maio de 2009

Museu de Arte Popular

Em defesa do http://museuartepopular.blogspot.com/

Escolher

É bom que José Eduardo Bettencourt seja candidato ao Sporting- Pelas suas qualidades e porque é lógico que exista uma proposta de continuidade do trabalho feito nos últimos anos. Como é bom que existam candidaturas de alternativa com outras propostas de gestão para o clube, desde que feitas com solidez e clareza. Assim, os sócios poderão escolher com liberdade e responsabilidade.

Inédito

O que se passou ontem com Quique Flores com a volta ao Estádio, demonstra bem que as pessoas sabem reconhecer a educação e a compostura, mesmo quando os resultados não são os desejados.
É certo que muitos doa que aplaudiram, já contam com a contratação de um novo treinador, no caso, Jorge Jesus. De qualquer maneira, já muitos sairam, com substitutos anunciados, e não tiveram direito a tão inédita homenagem.

Convidado

Publico a seguir um texto do Dr. Manuel Pinto Coelho sobre a situação em Portugal das políticas da toxicodependência. Manuel Pinto Coelho prepara-se para concluir a sua tese de doutoramento, a apresentar à Universidade de Trás-Os- Montes e Alto Douro, disssertando sobre o tema: "Toxicodependência: da doença ao equívoco". Convidei-o a publicar neste espaço o breve texto que não conseguiu publicar na revista Visão, apesar, entre outras razões, de colaborar, periodicamente, com artigos, sobre a matéria, no Expresso e no Público.


Exmo. Sr. Director

Publicou a Visão nos seus dois últimos números, um estudo de um escritor-advogado americano, Glenn Greenwald, colaborador do até agora desconhecido Cato Institute, que considera um “retumbante sucesso” o sistema português que descriminalizou a posse, o consumo e a aquisição para o consumo da droga, à revelia de toda a Europa e das Convenções Internacionais das Nações Unidas de que Portugal é signatário, convidando o presidente Barak Obama e o mundo a seguir o nosso exemplo.
Como em ambas as edições surgem notícias (estranhamente omissas em relação às fontes) repletas de falsidades apresentadas como factos que podem aproveitar politicamente quem está em campanha eleitoral, o respeito pela verdade da informação, bem como a ética, a deontologia e a promoção duma cultura de cidadania, obrigam-me, a bem da democracia, a convidar a Visão a publicar esta carta-resposta de forma a, restabelecendo a verdade, esclarecer correctamente os seus leitores.
Assim, ao contrário do que é afirmado, 150% de toxicodependentes aderiram em Portugal, entre 2001 e 2006, não a programas de desabituação mas de substituição (com outras drogas) o que como se facilmente se percebe é bem diferente. (INA, 2004).
Quando é referido que “em 2006 o total de mortes por overdose desceu a pique em relação a 2000 enquanto a percentagem de toxicodependentes com sida diminuiu de 57% para 43%”, falseia-se mais uma vez a verdade, pois o que aconteceu é que “Com 219 mortes de “overdose” por ano, Portugal apresenta um dos piores resultados, com uma morte a cada dois dias”... e... “Portugal continua a ser o país com maior incidência de sida relacionada com o consumo de droga injectada ( 85 novos casos por milhão de habitantes em 2005, quando a maioria não ultrapassa os cinco casos) e o único que registou um aumento recente, com 36 novos casos estimados por milhão de habitantes em 2005 quando em 2004 referia apenas 30” (OEDT, 2007).
Por último, quando o estudo do Cato Institute revela que a descriminalização em Portugal fez diminuir os níveis de consumo, referindo que em relação à cocaína o consumo regular é de menos de 1%, na verdade o que se passa é que “o consumo de droga em Portugal aumentou consideravelmente, sendo que a percentagem de pessoas que alguma vez na vida consumiram drogas passou de 7,8% em 2001 para 12% em 2007, (IDT, 2008) e no que se refere ao consumo de cocaína”:“ Os novos dados (inquéritos de 2005-2007) confirmam a tendência crescente registada no último ano em trança, Irlanda, Espanha, Reino Unido, Itália, Dinamarca e Portugal” (OEDT, 2008).
Infelizmente a realidade portuguesa é bem diferente daquela que, seja por razões politico-partidárias ou quaisquer outras, o instituto americano nos quer dar. Se já não bastassem os dados apresentados, um relatório recentemente encomendado pelo IDT ao Centro de Estudos e Sondagens de Opinião/Universidade Católica Portuguesa (CESOP), baseado em entrevistas directas, sobre as atitudes dos portugueses relativamente à toxicodependência (estranhamente nunca vindas a público), revelando que 83,7% dos respondentes considera que o nº de toxicodependentes em Portugal tinha aumentado nos últimos 4 anos, que 66,8% considera que a acessibilidade de drogas nos seus bairros foi fácil ou muito fácil, e que 77,3% sente que o crime relacionado com a droga tinha aumentado ("Toxicodependências" nº 3 de 2007), estes números atestam, infelizmente a realidade.
Depois de tudo isto, uma vez verificadas as infelizmente tristes mas verdadeiras consequências da nossa política de combate à toxicodependência, espero bem que Portugal consiga mesmo inspirar Obama... em não seguir o seu exemplo e nunca descriminalizar as drogas nos Estados Unidos da América.

Manuel Pinto Coelho ( presidente da APLD – Associação para um Portugal Livre de Drogas)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

JOÃO BÉNARD DA COSTA


JOÃO BÉNARD DA COSTA.
Faz muita falta a Portugal. Tão bons tempos aqueles, nos anos 90, da construção do ANIM( Arquivo Nacional de Imagens em Movimento), das filmagens e anteestreias de Manoel de Oliveira, das sessões na Cinemateca, das conversas com Lauren Bacall...
Muita honra tenho por, com o então Primeiro-Ministro Cavaco Silva o ter nomeado Director da Cinemateca com Ana Costa Almeida e José Manuel Costa como SubDirectores.
Para além de outras grandes qualidades que têm sido enaltecidas, era uma pessoa muito educada. Um Cavalheiro sempre apaixonado pela sua Arte.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

E se fosse cá?...

Vale a pena ir acompanhando este processo num Parlamento com tanta tradição! ... Apesar de os problemas dos outros não deverem servir de consolo.

http://www.telegraph.co.uk/news/newstopics/mps-expenses/5355532/MPs-expenses-Gordon-Brown-admits-Tories-would-win-general-election.html

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O medo da verdade

Se há algo que me faz impressão é a facilidade com que as pessoas mentem. Aliás, costuma ser associada a Política à mentira e os políticos serem considerados uns mentirosos. É triste que assim seja. É possível fazer política falando verdade. Às vezes as pessoas podem mudar de opinião ou estarem enganadas sobre determinada realidade... Mas, dizer uma falsidade, fazer uma promessa, proferir uma afirmação, sabendo-se, à partida, que é falso o que se transmite, é uma vergonha.

Não consigo compreender como as pessoas não entendem que não lhes faz bem mentirem Por vezes, há mentiras que têm sucesso. Triste sucesso, enfim!...Por exemplo, a mentira do déficit previsional para 2005. Foi uma mentira, um golpe, ou a segunda parte de um golpe, mas atén surtiu efeito. Outras há que por vezes pegam, até por misturem ficção com uma base factual de pequena dimensão... Por exemplo, esta história de Salazar playboy que anda para aí a ser difundida como se de verdade histórica se tratasse...

Agora, em Lisboa, andamos nessa. A propósito das obras nos bairros históricos, António Costa não diz a verdade sobre as obras de reabilitação feitas em Lisboa entre 2002 e 2005. A Vereadora Helena Roseta já o corrigiu, a ex- Directora Municipal Mafalda Magalhães de Barros já o desmentiu (nomeadamente em relação ao Castelo) e a população de Alfama já lhe mostrou o que pensa dessas suas desculpas mais ou menos esfarrapadas... Que mal tem a verdade? Só tem medo de falar da realidade quem tem medo de não a conseguir derrotar. Dentro de poucos dias a Verdade será reposta.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Razões várias

Em relação ao projecto do Terreiro do Paço e às várias e interessantes opiniões sobre ele, devo sublinhar que, por ora, entendo não me pronunciar. Aliás, e como é óbvio, nenhuma destas posições tem a ver com o respeito que é devido ao Arquitecto Bruno Soares e à sua equipa.

Aquilo que contesto, em absoluto, é o facto de se começar pelo fim e de ser outra entidade, que não a Câmara Municipal, a querer realizar esta intervenção. É algo de inaceitável e só possível de conceber num tempo de especial complacência para quem tem exercido o Poder.

Para além disso, o ponto é que ninguém quer mais obras, agora, no Terreiro do Paço. Há mais de dez anos que a Praça mais bonita de Lisboa- e não só- está sujeita à incompetência de sucessivas obras socialistas.