sábado, 3 de maio de 2008

Sondagem SIC / EXPRESSO / RENASCENÇA

Quarta -feira à tarde falou -me um elemento do Expresso a dar conta de "uma notícia de que eu ia gostar": uma sondagem para a liderança do PPD/PSD em que aparecia quase empatado com Manuela Ferreira Leite."
No dia seguinte, à tarde, falou - me um elemento da SIC a dar conta de dados que me iriam deixar "muito contente"( ipsis verbis). Tratava-se dos dados da sondagem sobre a disputa com José Sócrates. Comentou a dita pessoa: "Aqui na SIC está tudo impressionado com o seu resultado. A Drª Manuela Ferreira Leite tem mais três pontos mas com ela Sócrates tem maioria absoluta. Consigo ele faz 42 - 35 e perde a maioria absoluta."
Ontem á noite, no Expresso da meia-noite, programa da SIC, Rui Oliveira e Costa, responsável pela sondagem, quando perguntado sobre qual o candidato que mais e melhor poderia fazer frente a Sócrates, respondeu: "Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes". E, logo a seguir, acrescentou: " É um empate técnico".
Hoje, fazendo jus à importância da sondagem, o Expresso põe em primeira página: "Sondagem: Manuela é quem mais ameaça Sócrates". Quanto à sondagem em si, numa opção editorial, vem a uma coluna na página 6.
Por sua vez, a SIC, ontem e hoje, ouviu Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho sobre a sondagem. E pôs em título: "Pedro Passos Coelho melhor colocado para enfrentar Sócrates."
A Rádio Renascença, também responsável pela realização do estudo, fez a apreciação, em destaque, no mesmo sentido do do Expresso e ouviu os mesmos dois candidatos.
Aqui, neste meu espaço de liberdade, devo dizer que a sondagem me surpreendeu. É francamente superior às expectativas. Só que sondagens não são votos. Votos só no dia 31 de Maio.

sábado, 26 de abril de 2008

Eleições:luta cerrada

Hillary Clinton ganhou as importantes primárias da Pensilvânia. É, sem dúvida, uma lutadora. E fez, na noite da vitória, o seu melhor discurso de todos os que lhe ouvi nesta campanha. Será negativo ou positivo, para o Partido Democrata esta disputa tão intensa? Já ouvimos as opiniões mais variadas, nos debates na CNN, ao longo destes meses. Agora, a opinião dominante é a de que é favorável. Assim o parecem indicar os mais recentes estudos de opinião sobre as intenções de voto na disputa de qualquer dos dois com John McCain.

Barack Obama continua forte e com mais delegados. Mas a diferença de 10% verificada esta semana é um pouco superior ao que indicavam as últimas projecções. Era o minímo para se considerar a vitória de Hillary suficientemente convincente num Estado a que tem fortes ligações familiares.

O elevado nível de intensidade e a enorme expectativa desta disputa eleitoral vão exigir muito dos candidatos.E provocar uma forte mobilização dos eleitores.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Silvio Berlusconi: IMPRESSIONANTE!

Ganhou Berlusconi! E agora? Como vão explicar esta vitória os teóricos do politicamente correcto?


Berlusconi ganhou!Berlusconni venceu! Como explicar? Será que o Povo de Itália não recebe a RTP e a SIC Internacionais? Verdade seja dita que alguns dos nossos comentadores não são os únicos membros desse grupo do politicamente correcto...Ele há mais como eles.
Ganhou mais um populista, demagogo, direitista...Como será possível? Não existirão lá comentadores esclarecidos?
Aqui há um ano, ou menos, em Itália, e sobre Itália, dizia- se que não havia alternativa de direita. Pois lá está, outra vez. Como devem ficar confusos.
Acima de tudo, há que felicitar Silvio Berlusconi pela sua enorme capacidade de resistir, de acreditar, de ultrapassar obstáculos, de lutar, de ressurgir das derrotas, de vencer os seus adversários, de calar tanto detractor. Merece, e merece a Itália antes do mais, que esta governação tenha sucesso.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Ganhar Convicção

Foi interessante o debate de ontem, no Prós e Contras, sobre a nova terceira travessia do Tejo. Não vi tudo, mas vi uma boa parte. Houve alguns argumentos convincentes, de parte a parte, no meio de algumas posições que pareceram menos sustentadas. De qualquer modo, é óbvio que não há dogmas nem soluções perfeitas.
Foi interessante ouvir as objecções colocadas à projecção feita por arquitectos paisagistas numa linha de explicação pela equipa que tem trabalhado nesta hipótese Chelas - Barreiro. Como o foi constatar a anunciada convergência dos Autarcas da Margem Sul. As posições dos defensores da hipótese Beato - Montijo mostraram nas suas intervenções que estão mais atrasados nos seus trabalhos, o que se justifica por, como foi dito, terem começado muito mais tarde,
De qualquer modo, faz impressão constatar como o Governo quer, outra vez, criar um facto consumado, no estilo do que aconteceu com a Ota. É verdade que, desta vez, se pediu logo o estudo ao LNEC; mas, como se percebeu ontem, a sociedade ainda quer debater o assunto que respeita a um investimento tão importante. Por exemplo, falam nos mais 60.000 carros que entrarão, de novo, em Lisboa. Mas nunca se referem os números actuais das entradas de carros e de pessoas em Lisboa, para se poder fazer uma avaliação em termos relativos.
Por outro lado, é bom ter presente que cada localização tem uma primeira razão diferente das outras. Ou, dito de outra maneira, o propósito de servir o novo Aeroporto e a rede do AVE(Alta Velocidade) não tem a mesma lógica de opções que o de descongestionar a Ponte 25 de Abril .
Importante é que as pessoas possam dizer de sua justiça. Que se oiçam todas as entidades, como, por exemplo, o Instituto Hidrográfico e todos os que costumam navegar no Rio Tejo entre estas duas margens. Que se oiça quem sabe e que, quem não sabe o necessário, que estude e deixe estudar. Manda o bom senso que a sociedade ainda tenha mais algum tempo para reflectir, debater e fazer assentar a decisão, seja esta ou outra. Com calma, com convicção, com serenidade.
Como veio a acontecer com a escolha de Alcochete para a localização do novo Aeroporto.

sábado, 5 de abril de 2008

Sem tabus


Eu gosto da revista Tabu que faz parte do jornal "Sol". Não estou a falar do jornal pois dar essa opinião levar - me - ia para outras perspectivas de análise. Exprimir uma apreciação sobre a revista não tem as mesmas implicações, pois o seu conteúdo não é sobre politica ou políticas. Apesar de que se nota sempre "o dedo". Por exemplo, no artigo sobre Jean Nouvel e o facto de ter ganho o prémio Pritzker de arquitectura, gostam de realçar que tem um projecto para Lisboa, desenvolvido após 2003. Mas não são capazes de dizer quem era Presidente da Câmara. Enfim, já se sabe que é assim. É pena!
Mas eu gosto da Tabu. Tenho pena que Paulo Portas tenha deixado de escrever. Ele e António Pinto Leite são dois talentos desperdiçados para o jornalismo. Têm talentos noutras áreas. Mas é pena que não escrevam todas as semanas num órgão de comunicação.
Também gosto de ler os textos insólitos de José António Saraiva. E aprecio bastante a persistência em falarem das famílias com muitos filhos. E estes são só alguns exemplos de espaços ou secções que gosto de ler.É uma revista algo cool. Descontrai e faz pensar com textos simples ou imagens bem escolhidas.
Normalmente os políticos só falam dos órgãos de comunicação para se queixarem. Eu, nesse aspecto, não fujo à regra.
Hoje, apeteceu- me escrever o que já disse a muita gente, incluindo o próprio Director do Sol: gosto de ler a Tabu.

RESPEITO

O que se passou com a história do telemóvel, da aluna e da professora mobilizou muitas atenções, intervenções, opiniões. Sem dúvida que é muito relevante a questão da autoridade , do respeito e da educação cívica nas escolas. Como são muito preocupantes as situações de violência nesses espaços que devem ser de ordem, aprendizagem, bom ambiente, paz, para uma formação equilibrada.
Com o passar dos dias, fui constatando, com tristeza, que não se dava o devido valor a um bem fundamental: o respeito à reserva e recato das pessoas da jovem aluna e da professora. para além das suas famílias. Agora, esse lado da "história" parece ter acalmado. Que se continue assim.
A jovem aluna que se integre na nova escola, a professora que continue as suas aulas. Que se debata, que se investigue, que se legisle, que se decida, mas que se tenha o bom senso de manter afastado quem, mesmo tendo errado, tem direito a não ser usado.
Para sermos um País melhor.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Está na hora!

Três anos de Governo de José Sócrates. Os Portugueses que comparem, que avaliem se o País está melhor agora do que estava. Na carga fiscal, no desemprego, no poder de compra, no crédito, na qualidade e justiça na relação do Estado e dos seus serviços com os cidadãos. Ao fim e ao cabo, que avaliem se vivem melhor agora. Se têm mais e melhores reformas, mais e melhores salários, mais e melhores casas para arrendar.
Há procedimentos simplificados, sem dúvida. Há capacidade de decidir? Já disse que sim. Mas as decisões fundamentais são erradas. E, em muitos casos, é tudo feito "à bruta". Com as Populações que ficaram sem serviços de Saúde, com os Professores, com os Notários, com os Agricultores, Com as Comunidades que ficaram sem Consulados, com os Juízes, com os Reformados. todos são tratados sem respeito e sem humanidade. Porquê? para quê?
Está na hora de demonstrar, de uma vez por todas, que este Governo não serve Portugal. Estamos cada vez mais longe da média europeia. Cada vez menos competitivos, cada vez menos produtivos. Está na hora de dar a volta a isto. Está na hora dos assuntos verdadeiramente importantes. Portugal tem de crescer muito mais do que cresce, tem de produzir muito mais e muito melhor do que agora, tem de criar mais riqueza.

terça-feira, 11 de março de 2008

De mudança em mudança...

A alteração da política educativa está a caminho. Desta vez, depois do Ministério da Saúde, a Ministra não pode sair. Não há margem para se dizer que a Ministra não passa bem a mensagem, como se disse sobre Correia de Campos. Mas o confronto tem de ser atenuado. António Vitorino deu o mote: a Ministra ainda tem margem para negociar. Descobriram agora, depois do enorme sucesso da manifestação de Sábado.
Ao fim e ao cabo, qual é o sector em que o Governo não recua quando é contestado? Nos últimos dias, já chegou até a nova de que os impostos vão mesmo baixar. Há dias, foram também confirmadas as portagens em três SCUTs. Descobriram agora que afinal não se integram nos critérios do Governo para isenção de portagens. mas só descobriram agora? Qual é afinal o sector onde há consistência? Para não falar do Aeroporto e da terceira travessia.

domingo, 9 de março de 2008

Eleições em Espanha

O PSOE ganhou. Jose Luis Zapatero está de parabéns. Não é fácil, em tempo de crise, repetir vitórias em eleições gerais. Mas importa salientar que o PP conseguiu um progresso maior em relação aos votos de 2004. A distância entre os dois partidos encurtou - se.
Estou convencido de que, com outro candidato, o PP ganharia. De qualquer maneira, não vai ser fácil afastar Rajoy. As primeiras declarações dos seus colaboradores demonstram que não pensam sair. Rajoy demonstrou nesta campanha ser um bravo lutador.
Importante de registar é o recuo das forças nacionalistas, com o reforço do bipartidarismo assente nos dois grandes partidos nacionais. É um evolução significativa.
Assinale - se que a votação em Madrid, pelas primeiras indicações, contribuiu significativamente para o resultado do PP. Influência mais de Alberto Gallardon ou de Esperanza Aguirre? Ou de ambos?

terça-feira, 4 de março de 2008

Notas Breves

1- Estive a assistir ao debate entre José Luis Zapatero e Mariano Rajoy. Já li também as primeiras notícias. É impressionante: em termos objectivos, não têm nada a ver com o que se passou. Simpatize- se pouco ou muito com Rajoy, é falso dizer que não apresentou propostas, ou até menos propostas do que Zapatero. Quem faz estas notícias?
2-Vem a Portugal, no próximo mês de Maio Wolfang Schussel, anterior Primeiro - Ministro da Áustria. Contemporâneo de António Guterres, De Durão Barroso e de mim próprio. Sabem que funções exerce agora? As de líder parlamentar do seu partido. Como sucede com Mikulas Zurinda, anterior Primeiro - Ministro da Eslováquia.
É que uma certa articulista escrevia aqui há uns meses, que o facto de um ex- Primeiro - Ministro aceitar ser líder parlamentar não tem paralelo noutros Países. Só estes exemplos dos dias de hoje para confrontar a ignorância.
O que se há - de fazer?