terça-feira, 30 de março de 2010

Inédito


Foi reprovado o Orçamento da Câmara na Assembleia Municipal de Lisboa.
Penso ser inédito no primeiro ano de mandato acontecer esta situação. Entre outros factores, tem de se levar em linha de conta que este foi um Orçamento apresentado muito tarde, com alguma sobranceria e com pouco cuidado no seu conteúdo. Recordo-me de o Vereador Sá Fernandes ter autenticamente gozado com um Vereador do PPD/PSD que há dois meses elencava a lista dos Municípios que já tinham aprovado o Orçamento.

A importância dada por António Costa, no mandato anterior e no discurso de campanha, à questão financeira fazia supor outra cautela e outro rasgo.

A propósito, merece leitura o artigo de Gonçalo Reis, na edição de hoje do Público, intitulado "A insustentável leveza do ser deficitário".

Esclarecimento-Itália

A propósito de um comentário sobre o nível de abstenção nas eleições italianas, aqui fica a reprodução das notícias sobre a abstenção que saíram na Imprensa:

Abstenção cresce por Carlos Santos Neves, RTP
actualizado às 16:36 - 30 Março '10 Berlusconi sobrevive às eleições regionais em Itáliapublicado
10:39
30 Março '10 TextoVídeoÁudio
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Baixa participação

Onde Berlusconi vê uma chancela ao desempenho do seu Executivo, vários analistas italianos encontram sinais de afastamento face à vida política do país. Num universo de cerca de 41 milhões de eleitores, um terço preferiu ficar em casa. As anteriores eleições regionais, realizadas em 2005, tiveram uma participação de 72 por cento. Desta feita, o indicador não foi além dos 64 por cento, ainda assim um valor alto quando comparado com os padrões de muitas democracias do Ocidente.

A revisão em baixa dos números da participação não impediram o porta-voz do Executivo de considerar "um sucesso" o desempenho da direita no escrutínio intercalar, a "habitual ocasião", nas palavras de Paulo Bonaiuti, "para os eleitores deixarem um aviso ao Governo em funções".

O primeiro-ministro não esconde que procurava, nestas eleições, obter o penhor de "três anos tranquilos para fazer todas as reformas em carteira". "Agora, com calma, devemos reflectir sobre as coisas a mudar, sobre aquilo que não funcionou", afirmou Silvio Berlusconi, citado por La Reppublica, ao receber os números das autoridades eleitorais.

"Ninguém teria ficado supreendido se Berlusconi tivesse perdido as eleições regionais. Mas Berlusconi manobrou com a sua habitual destreza durante uma difícil campanha eleitoral. E conseguiu até evitar a armadilha de um recorde de baixa participação", escreveu o analista político Stefano Folli nas páginas do diário financeiro Il Sole 24 Ore.

Berlusconi


Procuro nas primeiras páginas e nada. Uma leve e depreciativa referência num, em "caixa" muito pequena, e nada mais.

Então, a vitória de Berlusconi? Repito, A VITÓRIA DE BERLUSCONI!
Não querem lá ver que os Italianos não ligam a tanta inteligência que escreve e fala por este Mundo e que explica como é mau para eles continuarem com Il Cavalieri? Deviam preferir um género Prodi, intelectual discreto, homem de "esquerda", que, esse sim, não incomoda ninguém. Não decide, não manda, a economia piora, mas eles,os esclarecidos, preferem...

Imaginem o destaque que seria se Berlusconi tivesse perdido. Imaginem... Ontem, ainda chegavam notícias ao fim do dia explicando que algumas projecções davam a vitória à "esquerda". Ah, e falam de uma baixa participação. Votaram mais de 60%, mas para as "luminárias" dos Países onde votam 50%, ou nem isso, é baixa.

O que aqui escrevo não significa, naturalmente, concordância com todas as decisões e escolhas políticas do Chefe de Governo de Itália. Mas não o menosprezo. Pelo contrário. Já tive ocasião de ouvir várias intervenções suas, nomeadamente em Conselhos Europeus,concretamente em jantares restritos dos Chefes de Estado e de Governo, em que ficava bem claro para quem tivesse dúvidas, que o Chefe de Governo de Itália que estava no uso da palavra nada tem a ver com o retrato que dele é feito comunmente. Seguramente que algumas das suas atitudes o "põem a jeito", mas é bom lembrar, mais uma vez, que é a pessoa que mais tempo exerceu o cargo de Primeiro - Ministro de Itália, desde há décadas.

Decoro

É tão confrangedor assistir a algumaas declarações de pessoas que apoiam candidatos derrotados em pugnas eleitorais e que começam logo a descobrir imensas virtudes no vencedor logo dois dias depois, logo nas primeiras palavras. Decoro faz bem.Custará muito guardar recato, ser comedido,manter distância nas declarações públicas?

O que se passou não permite que tudo tenha sido por acaso.O que tem acontecido, estes anos, no PSD,o que sucedeu neste ano que passou, não permite às pessoas que mais se envolveram fazerem de conta que nada aconteceu. Ou que teve pouco significado.

domingo, 28 de março de 2010

Estejam atentos

Que bom jogador é Alain, do Sporting de Braga. Será que não era bom para o Sporting? Quem joga e faz jogar mais( embora em posições diferentes)? Ele ou Pongolle?

E Luís Aguiar também tem valor. Tal como Rodriguez e Mossoró. Há bons jogadores a jogar em Portugal.

sábado, 27 de março de 2010

Pedro Passos Coelho


O PSD escolheu um novo Presidente, Pedro Passos Coelho.Foi uma vitória clara,independentemente do significado e das consequências políticas.
Miguel Relvas merece também realce pois fez um extraordinário trabalho, durante cerca de dois anos, até conseguir esta vitória expressiva do seu candidato.

A hora é de Pedro Passos Coelho.Tem uma enorme responsabilidade.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sensatez óbvia


Lamentando ir contra uma considerável corrente, devo deixar claro que não entendo como seria possível o PPD/PSD votar contra o PEC na situação em que está o País. Manuela Ferreira Leite fez muito bem.

Com mais ou menos intransigência ou arrogância do PS, tudo se deveria encaminhar para a viabilização do Plano. Podia não ter sido votado? Formalmente, sim. Mas, políticamente, não.

Qualquer ideia de chumbo do PEC só podia ter lógica se estivesse já em construção uma alternativa de solução de Governo que desse tranquilidade em Portugal e no estrangeiro.

Ao ouvir as posições de vários protagonistas políticos, de vários Partidos, candidatos e líderes, penso que anda muita gente completamente desligada da realidade.

A única solução, repito o que já escrevi antes das Legislativas, é, sem dúvida, um GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL. Está na hora das grandes decisões.´

Como relembro no artigo do Sol de amanhã, esrta é uma Legislatura em que a Constituição pode ser revista.

domingo, 21 de março de 2010

Resultados

Interessante perspectiva no artigo de François d'oOrcival, no Figaro Magazine, sobre o significado das recentes eleições americanas. Pergunta o Autor se estará devidamente avaliado o que significa a ida às urnas de milhões de Iraquianos para escolherem em dez mil locais de voto entre seis mil candidatos para elegerem 325 Deputados.
Para além do que representa na evolução daquele País, depois da liderança de General Petraeus, tem também um efeito moralizador para a ação em curso no Afeganistão.
Afinal, a linha de George W. Bush está a dar resultados no Iraque e a de Barack Obama pode consegui - los no País de Hamid Karzai..

quinta-feira, 18 de março de 2010

A Prova

Sem mais comentários, a prova de que estava tudo devidamente esclarecido.

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