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domingo, 8 de março de 2009

Os Valores e o Poder

As notícias recentes sobre financimentos, para compra de acções, concedidos pela Caixa Geral de Depósitos, merecem profunda reflexão. Os factos narrados são do mais impressionante que já se ouviu em Portugal. E ilustram bem a explicação real para acontecimentos que, normalmente, parecem incompreensíveis.
Essa reflexão deve ser feita sem apontar dedos e sem avaliações abusivas. Não ponho em causa a seriedade de pessoas. Não sei, sequer, quando foram tomadas as várias decisões que são questionadas. Ouvi, na Televisão, no Prós e Contras, que são de diferentes épocas. Conheço Carlos Santos Ferreira há muitos anos e já disse , neste espaço, o que penso sobre ele e sobre Armando Vara, que só conheci há pouco tempo, e que me surpreendeu pela disponibilidade e pela eficiência, seja para responder que sim, seja para dizer que não. E a Administração anterior foi nomeada pelo meu Governo e a outra, antes, pelo Governo de Durão Barroso. E outras, antes, escolhidas por diferentes Governos por exemplo, de António Guterres e de Cavaco Silva, certamente, que, todas, também, com muitas pessoas capazes. Digo tudo isto para tornar bem claro que não pretendo, não devemos pretender, pessoalizar as coisas. Os ataques pessoais, as queixas, os processos contra a pessoa A ou B, servem, muitas vezes, para desviar as atenções do que verdadeiramente interessa. E, com as pessoa distraídas, lá continuam os mesmos, ou outros, a fazerem o que é inaceitável.
Li as declarações serenas, por exemplo, as de Fernando Ulrich, e as mais duras, feitas por António Borges. Li os trabalhos, bem feitos, da Imprensa, nomeadamente, este fim-de -semana. Ouvi, como referi, parte do debate feito, segunda- -feira passada, no Prós e Contras. Ouvi as notícias sobre a intervenção, na Comissão Parlamentar, do Presidente da Caixa, Faria de Oliveira, que parece ter falado com frontalidade e equilíbrio. Importa reflectir com serenidade, para extrair conclusões para o futuro.
Tomadas de posições em empresas? É, pelo menos, discutível o interesse estratégico, por exemplo, da Compal ou de Vale de Lobo. Mas, apesar de tudo, é bem diferente. Agora, milhões e milhões de euros para comprar acções? Com as próprias como garantia? Que nome tem? Causa indignação. Assim, todos podíamos ser accionistas de grandes empresas. Era bom. Mas não é justo nem correcto, como o tempo veio a demonstrar.
Há tempo que era sabido. Quanto tempo demorou a ser assumido o destaque que merecem tais factos? Quantos serventuários andam por aí, a falar ao lado do que realmente interessa? Conhecendo, mas omitindo. Quantas referências houve, muito pequenas, em espaços bem secundários? Negócio ruinoso em Porto Rico? Tudo indica que sim. Pois!...
Haverá mais, noutras entidades, com a mesma configuração, de centenas de milhões de euros, para outras aquisições de participações? Com o valor certo, com o valor muito inflacionado? Sabe-se lá.
Essas decisões inaceitáveis geraram mudanças em vários sectores. Caucionadas pelo poder que fascinou muitas pessoas ... Construiram, também, poder a muitos que cresceram "em altura". Andavam empertigados. E os piores são os vindos da Oposição, e que foram por eles escolhidos , por competência, claro, para serem dos poderosos. Alguns desses, que são tão bons que estão com todos, nem o telefone atendem aos que antes procuravam, elogiavam, serviam. Por isso, porque agora se julgavam sempre poderosos, andavam tão contentes e tão importantes. Como é que haviam de querer saber de alguém? E, nalguns casos, ainda mantêm a pose.
Não vale a pena pensarem que é possível continuarem com as mesmas protecções sobranceiras. Em vários casos, em diferentes sectores de activadade, um dia destes serão substituídos. E não terão mais ninguém a dar-lhes a mão. Terão de contar consigo próprios. Mas se não se desejam atitudes persecutórias, também não se admitem falhas das memórias. É que algumas práticas foram generalizadas, são de vários e tornaram- se quase toleradas. Novas espécies de feudalismo, que deram já em descalabros e falências, em vários cantos do Mundo.
Agora, o que mais importa é evitar rupturas indevidas, equilibrando os procedimentos e eliminando os abusos. A sociedade precisa de uma Nova Ordem, na qual devem caber todos os que percebam que terminou um tempo e um modo de agir e decidir.
Trata-se de uma Revolução de valores e do valor. Volta o tempo, quase, de economia de troca. Mas, acima de tudo, o tempo em que só tem valor o que é raro e mesmo necessário. Que meditem os que pensam que tudo, ou quase tudo, podem fazer com o poder.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Grandes Jogos

Que grande jogo, o Atlético de Madrid-Barcelona desta jornada. O Atlético esteve a perder 0-2 e ganhou 4-3. Impressionante o ritmo, a velocidade. Como no Olympique de Lyon- Barcelona de terça-feira passada. Absolutamente impressionante.
A propósito de futebol, estive a ouvir agora uns minutos do programa de desporto da SIC Notícias, onde comenta Rui Santos, que fala de mim sempre do mesmo modo, por causa de Carlos Queiroz, que foi substituído, como treinador do Sporting, pela Direcção a que presidi.
Então não é que me resolve nomear como exemplo de quem começou por ter Pinto da Costa como inimigo e, depois, se aproximou, acreditando que o Presidente do Porto poderia transigir na sua linha de defesa dos interesses do seu clube?... Com tanto Presidente que fez alianças com Pinto da Costa, como José Roquete e Dias da Cunha- o que não comento- refere-me a mim, que mantive o clube, sempre,, em oposição ao poder reinante e fora dos órgãos da Liga? É inacreditável!
Confundir as atitudes correctas e as palavras de cortesia que Pinto da Costa me dirigiu, quando cessei aquelas funções, com as opções na liderança do clube? É inacreditável! Só faltava agora... Enfim, tem a importância que tem. Mas saltar de canal e ouvir mentira atrás de mentira...
A propósito de Atlético de Madrid, que boa exibição o Porto lá conseguiu na véspera do que aconteceu ao Sporting frente ao Bayern. E, afinal, dias depois, o Sporting conseguiu um bom resultado no Estádio do Dragão. É assim o Desporto em geral e o futebol em particular. O pior são os comentários sobre as arbitragens...
A propósito: ouvi um trinador, julgo que do Rio Ave, Carlos Brito, a elogiar o trabalho do árbitro depois do jogo que a sua equipa perdeu. Muito bem. Belo exemplo.

domingo, 1 de março de 2009

Vazio de Congresso

Impressionante, a falta de substância e a distância da realidade que o Congresso do PS demonstrou. Como é possível num tempo de uma crise tão profunda? Esse vazio é a prova mais evidente de que José Sócrates e a sua equipa estão afectados pelos tempos difíceis que têm atravessado. E como foi tão limitada a constatação desse lamentável vazio pelos analistas e comentadores, jornalistas ou outros.
O que importou, e importa, pelos vistos, é o que consta da imagem acima: vencer em 2009. Mas, sem demagogias, o que nos importa, a todos, é vencer a crise .
A propósito de eleições, é óbvio o truque de tentar fixar o debate entre o PS e o Bloco de Esquerda para que, assim, o PSD fique de lado. É uma estratégia arriscada porque se o PSD agir capazmente e assumir a liderança da Oposição, o sucesso desse caminho é pouco provável. De qualquer modo, e apesar de se tratar de um fórum socialista, foi notório que a popularidade de José Sócrates continua em níveis assinaláveis.

A escolha de Vital Moreira demonstra , também, que o PS quer segurar, já nas eleições europeias, a faixa mais à esquerda do seu eleitorado.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

2 de Dezembro


Completam-se hoje 29 anos sobre a data em que Francisco Sá Carneiro, liderando a Aliança Democrática, ganhou as eleições legislativas, em 2 de Dezembro de 1979. Diogo Freitas do Amaral liderava o CDS e Gonçalo Ribeiro Teles o PPM, partidos que integraram essa Aliança, com o PPD/PSD. Foi a primeira vitória a partir da Oposição, desde o 25 de Abril de 1974. Ainda existia Conselho da Revolução e António Ramalho Eanes era o Presidente da República. Sá Carneiro e aqueles que o acompanhavam ganharam as eleições, apesar do ambiente genericamente hostil que tinha chegado ao ponto de uma dissidência da maioria do seu Grupo Parlamentar, alguns meses antes. Como estação de televisão existia só a RTP e a grande maioria da restante Comunicação Social estava também estatizada.

Na altura, eu estudava na Alemanha, com uma bolsa de estudo, das autoridades alemãs (Deutscher Akademischer Austausch Dienst), obtida por concurso. Estava, como Investigador, na Universidade de Colónia e acompanhei a noite das eleições em cabines telefónicas, acompanhado pelo meu querido Amigo José Manuel Sequeira que estudava, em circunstâncias equivalentes no Europa Institut, em Amsterdão. Na altura, ainda nada de telemóveis, pelo que a alternativa foi mesmo passar a noite ao frio correndo de uma cabine para outra.~A alegria foi tão grande que, na manhã seguinte, apanhei um avião para Lisboa para vir celebrar a grande vitória.

Seguiu-se um ano impressionante com a maior onda de calúnias contra uma pessoa de que há memória na Democracia Portuguesa. Mesmo assim. Francisco Sá Carneiro ganhou as eleições do ano seguinte que eram obrigatórias por imperativo constitucional As intercalares de 1979 só podiam terminar a Legislatura. Sabe.se o que aconteceu depois. Mas, hoje, importa evocar esta data de 2 de Dezembro de 1979 e o que significa de Coragem perante os mais variados golpes, incluindo o reles e baixo golpe da calúnia e da difamação.

"Saber estar e romper a tempo, correr os riscos da adesão e da renúncia, eis a politica que vale a pena")Francisco Sá Carneiro).

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Outro exemplo

Impressionante, a crise no sector da produção automóvel. Outra que parecia inevitável. o ritmo da produção em série parecia cada vez mais insustentável. Mesmo para os que não tenham possibilidade de estudar a evolução da oferta e da procura nesse sector, basta um exemplo comezinho. reparar na quantidade de stands de usados que cada vez mais proliferam à beira das estradas e pensar quando e como é que aqueles carros todos podem ser escoados... A ficção dos mercados não era só no sistema financeiro e no sector imobiliário. A produção automóvel é só mais um exemplo de desregulação. Mas aqui, só as próprias empresas se podem autoregular. Aqui nem é a questão do valor, a fundamental. É a da quantidade.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Incompreensível

É impressionante o que se passou com Durão Barroso e a manchete do Expresso que noticiava críticas de Jacques Santer e de Romano Prodi ao desempenho do actual Presidente da Comissão Europeia. Confesso que, ao ler, achei logo muito estranho. Seria pouco cortês da parte de dois antecessores...
Então não é que se chegou à conclusão de que a notícia era falsa? Romano Prodi disse mesmo que nem tinha respondido porque desconfiara, logo, das perguntas. Prodi escreveu ao Expresso, Santer também desmentiu. Agora é assim com todos? Até com notícias com óbvia repercussão internacional? Todas devem merecer cuidado e respeito, mas esta é demais.
Diga-se, em abono da verdade, que o Expresso pediu desculpa. Era o devido. Mas qual a razão para situações como esta?

domingo, 12 de outubro de 2008

Mamma Mia




Quem queira ver um bom e bonito filme, vá ao cinema, ver o Mamma Mia. Que beleza, nomeadamente as paisagens, a fotografia. Meryl Streep esmaga, mais uma vez. Pensar que é a mesma pessoa que fez as Pontes de Madison County, com Clint Eastwood, é impressionante. Ou "A Escolha de Sofia", ou "África Minha", ou "Kramer vs. Kramer", entre tantos outros. Pierce Brosnan também faz sorrir, por ter aceite passar de 007 para este filme cheio de candura, pleno de sentimento e sem qualquer violência. E que bem faz ouvir as músicas dos Abba. Quando o filme acabou, desatou tudo a bater palmas na sala do Cinema Londres.

domingo, 5 de outubro de 2008

Também???

Agora também o contra-informação entrou na linha???... Falam com António Costa e as "piadas" não são sobre o próprio e os seus Vereadores, mas sobre um seu hipotético adversário eleitoral e uma ex- Vereadora? É impressionante! Antes, não eram assim reverentes e alinhados. Antes, as piadas eram aos próprios entrevistados.Como diz uma amiga minha, será "derivado aos nervos"?
Deve ter sido um engano.

domingo, 7 de setembro de 2008

Notas Soltas


1- Muito agradável a Casa dos Esteios, em Penafiel. Propriedade da família Nogueira da Rocha, está em Turismo de Habitação. Indicada para descansar, olhando para aquelas paisagens, carregadas de vinhas, à beira das vindimas. Muitos hectares de culturas, mais recentes, como, por exemplo, kiwis. Pelo meio, espaço para os sempre bonitos campos de milho. Bonito é, também, aquele ponto de encontro entre o Douro e o Tâmega, em Castelo de Paiva, mas tão marcado por aquele horrível desastre. Tanta gente por todas aquelas paragens, enchendo os restaurantes, mesmo ao jantar. Cheio, igualmente, o Restaurante Sousa, em Penafiel. Que bem se come e que diferença de preços para Lisboa. Já em Junho tinha feito a mesma avaliação no águia de Ouro, em Vizela. Um País, dois sistemas. Neste caso, de preços.

2- Era, de facto, para não ir à Fórmula 1 dos aviões. Mas a família e os amigos -que não da política-impuseram-se. E é, de facto, impressionante a coragem e a perícia dos pilotos. E magnífica a organização. E muita, muita gente. Dá uma certa sensação de perigo. Mas a Foz do Douro e aquela margem de Gaia estão cada vez mais bonitas. Simpática a recepção de Luís Filipe Menezes aos seus convidados. Como escreveu Ângela Silva, sem políticas à mistura.

3- Agradeço a sugestão da imagem do discurso de John McCain no site do New York Times. É, de facto, magnífica.

4-Já várias pessoas deram a sua opinião sobre o modo como se escreve: benvindas; bem-vindas. Agradeço. Como agradeço a atenção sempre dada aos escritos deste blogue. Sugiro uma visita às páginas da especialidade.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Do piano para o bacalhau...

Interessante o trabalho sobre João Balula Cid na Revista Única do Expresso. Um excelente pianista que, por falta de trabalho, foi para uma aldeia norueguesa trabalhar na empresa de um amigo que se dedica à transformação de bacalhau. Com 51 anos, decidiu procurar outro País. Cada vez é mais assim, com Portugueses de todas as idades. E depois não querem entender porquê, neste País de mentiras e de injustiças. Cada vez se ouve mais essa conversa em todo o lado. É impressionante. E que bonita é a aldeia onde agora vive. Ele e mais alguns Portugueses. Leiam o que eles dizem que vale a pena.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

As boatarias

Publiquei, há minutos, um comentário de uma Senhora, Ana Narciso, em que diz que perdeu a confiança em mim porque eu teria ido uma vez inaugurar a as instalações de uma Secretaria de Estado em Grândola, chegando numa charrete o que considera impróprio de um Homem de Estado. É extraordinário! Para já, a Secretaria de Estado de que fala era na Golegã e não em Grândola. Depois, é falso que eu tenha estado na inauguração. E, depois ainda, nunca inaugurei nada fazendo - me transportar desse modo. Só me faltava a da charrete!!!
Esta falsidade tem a importância que tem. Até tem a sua graça. Mas é mais um boato, uma invenção de pessoas que devem sonhar comigo para serem capazes de engendrar semelhantes histórias.
Saí há pouco de uma entrevista no Rádio Clube Português e abri o computador, fui ao meu blogue e sorri ao ler esta nota. É que a Senhora depois conclui que decidiu apoiar outro candidato porque perdeu a confiança em mim por causa da tal charrete. Ou seja, por eu ter feito o que afinal, nunca fiz. É como as festas em São Bento!... A imaginação para a boataria´, de facto, impressionante. Então quando são profissionais...
Remata, então, a dita senhora que devo continuar Líder Parlamentar onde tenho estado "brilhante" (segundo diz...) Vá lá, vá lá que nunca me imaginou a ir de charrete para São Bento!...

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Silvio Berlusconi: IMPRESSIONANTE!

Ganhou Berlusconi! E agora? Como vão explicar esta vitória os teóricos do politicamente correcto?


Berlusconi ganhou!Berlusconni venceu! Como explicar? Será que o Povo de Itália não recebe a RTP e a SIC Internacionais? Verdade seja dita que alguns dos nossos comentadores não são os únicos membros desse grupo do politicamente correcto...Ele há mais como eles.
Ganhou mais um populista, demagogo, direitista...Como será possível? Não existirão lá comentadores esclarecidos?
Aqui há um ano, ou menos, em Itália, e sobre Itália, dizia- se que não havia alternativa de direita. Pois lá está, outra vez. Como devem ficar confusos.
Acima de tudo, há que felicitar Silvio Berlusconi pela sua enorme capacidade de resistir, de acreditar, de ultrapassar obstáculos, de lutar, de ressurgir das derrotas, de vencer os seus adversários, de calar tanto detractor. Merece, e merece a Itália antes do mais, que esta governação tenha sucesso.

terça-feira, 4 de março de 2008

Notas Breves

1- Estive a assistir ao debate entre José Luis Zapatero e Mariano Rajoy. Já li também as primeiras notícias. É impressionante: em termos objectivos, não têm nada a ver com o que se passou. Simpatize- se pouco ou muito com Rajoy, é falso dizer que não apresentou propostas, ou até menos propostas do que Zapatero. Quem faz estas notícias?
2-Vem a Portugal, no próximo mês de Maio Wolfang Schussel, anterior Primeiro - Ministro da Áustria. Contemporâneo de António Guterres, De Durão Barroso e de mim próprio. Sabem que funções exerce agora? As de líder parlamentar do seu partido. Como sucede com Mikulas Zurinda, anterior Primeiro - Ministro da Eslováquia.
É que uma certa articulista escrevia aqui há uns meses, que o facto de um ex- Primeiro - Ministro aceitar ser líder parlamentar não tem paralelo noutros Países. Só estes exemplos dos dias de hoje para confrontar a ignorância.
O que se há - de fazer?

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Eleições Americanas-I

Jonh McCain deu hoje uma excelente entrevista à CNN, no programa de Larry King. Sem dúvida que a segurança que transmite será muito importante, na hora do voto, para muitos Americanos. Se for Barak Obama o Democrata escolhido, será um impressionante contraste. O que McCain representa tenderá a aparecer cada vez mais em muito diferentes paragens. Se for Hillary Clinton, as diferenças, a todos os níveis, serão muito mais ténues.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Contrastes do Algarve

Nas Jornadas Parlamentares do PPD/PSD, tivemos oportunidade de visitar as áreas ardidas, em 2004, na Serra do Caldeirão. É impressionante ver a determinação da Natureza e o modo como a mancha florestal está já em plena recuperação. Recordar a paisagem fumegante daquelas encostas e a serenidade do verde que já cobre os mesmos terrenos é impressionante. Como impressionante é o empenho das pessoas que ali vivem, das associações que formam, do trabalho que fazem. E mais uma vez se constatou como as Autarquias, no caso a de Loulé, com o seu Presidente Seruca Emídio, são as entidades que, muitas vezes, mais apoiam as populações, especialmente nos momentos difíceis. Muito há que mudar para aquelas populações poderem concretizar os seus sonhos na terra onde nasceram Que contrastes oferece essa terra a quem conhece mais o Algarve das férias, como acontece a muitos Portugueses.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Sem defeitos. Sem limites.

Sou dos que entendem que não se deve causticar ninguém por se reconhecer um erro. Pelo contrário. Mas há reconhecimentos muito diversos. E não é igual reconhecer com ou sem arrogância, com ou sem humildade, com ou sem indiferença por quem sempre, ou antes, defendeu a solução adoptada por quem reconhece um erro a determinada altura. como não é indiferente o tempo e o modo necessários para o reconhecimento.Temos agora a mais extraordinária das construções: se Sócrates muda de opinião, muda porque é sensível, porque sabe ouvir, porque ouve muito. Se hesita é porque os seus assessores assim quiseram fazer crer para lhe humanizar a imagem!!!!!!!!!!!!!!!!

Nesta inacreditável constelação de propaganda sobre José Sócrates, há para todos os gostos, este sábado, na Imprensa. Se Sócrates hesita ou muda é porque é humano. Se Menezes muda é porque não é consistente, é instável. O descaramento atingiu, passou todos os limites. E, por isso, podem desistir: Sócrates não tem defeitos nem erra...Se não muda é porque é firme e determinado; se muda é sensível.

Porque não nascemos nós socialistas em Portugal, para termos direito a este tratamento?

De facto, é mesmo impressionante. Mas como esta semana, como hoje, raramente vi. Tal "adulação" a um Primeiro- Ministro, num País livre, nunca. Nem a inacreditável história dos retroactivos das reformas. Nada. Ele muda porque é humano. Mas, atenção, se nós mudarmos, somos maus.

VIVA A LIBERDADE!

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

CRIAR RIQUEZA

Pedro Lamy ganhou um relevante título mundial em Le Mans; a EDP ganhou um relevante prémio internacional a propósito da reestruturação da sua central de compras; a GALP tem 10% num consórcio que nos seus trabalhos de prospecção, descobriu uma das maiores reservas de petróleo do Mundo.
São notícias destas que fazem bem a quem as ouve. Portugal precisa de sentir que os esforços continuados valem a pena e que o mérito é reconhecido.
Há poucos minutos publiquei umas palavras de um Português que está a fazer o seu doutoramento em Kiel, na Alemanha( também com uma Bolsa de estudo da DAAD) e que confessa, com 29 anos, não ver muitas hipóteses de regressar.
Ontem enquanto almoçava, já tarde, numa cervejaria de Lisboa, veio uma pessoa cumprimentar-me à mesa, com palavras simpáticas de incitamento. Disse-me, a propósito de uma das questões que coloquei ao Primeiro- Ministro, que hoje ia celebrar a escritura da sua empresa em Espanha. Quando lhe perguntei a razão, disse-me que não tolera mais o peso da carga fiscal, nomeadamente do IVA. Por isso, escolheu uma cidade fronteiriça, no Centro de Espanha e será lá que pagará as suas contribuições. Contou-me quanto pagou de IVA nos dois últimos anos. Um número impressionante. E que depois lhe tinham escrito a anunciar uma penhora por um atraso de 2.000 Euros.
Cada vez se ouvem mais casos destes. Por isso, perguntei a José Sócrates se já tinha feito as contas a quanto se está a financiar o Orçamento de Espanha, com as deslocalizações de actividades económicas para o outro lado da fronteira. Num País periférico, com uma dimensão e uma força económica muito superiores, ainda mais cuidado é preciso com essas disparidades. Por isso falei e falo em erros graves de governação. Erros nas decisões, que afectam seriamente a competitividade das empresas portuguesas, neste caso, a sua capacidade de concorrer no mercado interno mas, também, indirectamente, no plano externo.
O País precisa de crescer. Só o pode fazer com um clima de motivação para trabalhadores e empresários. Só um quadro favorecedor do investimento privado, em sectores que gerem valor acrescentado efectivo, poderá dar sustentabilidade ao crescimento que se deseja para a nossa economia.
O Governo, tendo guardado o início de aplicação do QREN( novo Quadro Comunitário) para 2008, terá disponibilidades financeiras alargadas. Mas com os valores da Despesa que apresentou, não tem margem para fazer crescer muito o investimento público. Nunca conseguimos negociar, com sucesso, um regime diferenciado para as despesas de investimento verdadeiramente reprodutivo, o que se traduz num dos maiores erros de todo este período de regras e recursos da União Europeia.
Mas vamos ganhando em várias frentes. Temos muitos Portugueses a darem o exemplo e a conseguirem ter sucesso. Muitos mais querem acreditar num futuro mais próspero em Portugal.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

NOTAS BREVES

Há muito tempo que não ouvia a "Quadratura do Círculo", o que não significa que tenha qualquer menosprezo pela sua valia. Muito, mesmo muito, me separa, de dois dos participantes, mas isso não impede de reconhecer os atributos intelectuais dos intervenientes. Como todos os programas, tem edições mais maçadoras, ou mais infelizes, e outras, muito interessantes e que suscitam reflexão.
Há, porém, uma opinião que já ouvi a muitas pessoas sobre um dos membros do painel e que ainda agora foi confirmada, na edição terminada há minutos.
Refiro - me a António Lobo Xavier e à sua característica de dizer o que convém, ou melhor, o que lhe convém. Cada vez que o CDS/PP muda de líder, é impressionante ouvi-lo e constatar o modo como, durante um tempo, apoia quem ainda está, depois vai formulando dúvidas, na fase de transição, para, depois, passar a defender o novo eleito. Quem não ouviu esse percurso, com a substituição de José Ribeiro e Castro por Paulo Portas?...
Na edição agora emitida - e sem me pronunciar sobre o fundo da matéria -, em que disse compreender as preocupações dos agentes de Justiça quanto aos termos da entrada em vigor dos novos Códigos de Direito Penal e de Processo Penal, chegou ao ponto de afirmar que, provavelmente, quase não havia, em Portugal, prisões preventivas indevidas.Que todas teriam justificação, disse, citando a posição de "muitos"... Não disse quem.
Logo a seguir, Pacheco Pereira disse exactamente o contrário, e não é que Lobo Xavier acenou afirmativamente com a cabeça? É, de facto, impressionante. Não vou falar hoje das mudanças de opinião sobre o actual Primeiro- Ministro, aqui há uns meses. Para já, ficam estes registos.
De qualquer maneira, nenhum dos dois lembrou que muitas destas propostas vêm já do Governo de Durão Barroso e da Ministra Celeste Cardona. E, também, do meu Governo, com José Pedro Aguiar -Branco como Ministro da Justiça. Aliás, mal tomámos posse, anunciámos, publicamente, que um acordo de regime sobre a Justiça era prioridade cimeira. se possível, como disse na altura, com consenso com os operadores judiciais.
Outra nota, sobre o mesmo programa, tem a ver com uma afirmação que Jorge Coelho fez, mais uma vez, dizendo que quando o Governo do PPD/PSD e do CDS/PP cessou funções, o crescimento da economia era negativo. Os seus parceiros não respondem nunca. Fica à interpretação de cada um, o motivo por que se calam. Será que não sabem? Ou será que não querem? Ou por ambos os motivos?
Pela sua formação académica e profissional, Lobo Xavier sabe de certeza. E Pacheco Pereira, se quiser, também sabe: o crescimento económico, em 2004, foi de 1,4%. Confirmado, ainda este ano, com tudo conferido, pelas autoridades Europeias e pelo Banco de Portugal. Um crescimento equivalente ao actual. Como é evidente, desde que começou a crise, e nomeadamente a dissolução feita por Jorge Sampaio, tudo parou. Foi no 1º trimestre de 2005, com a campanha eleitoral a decorrer, após o então Presidente ter posto em causa um Parlamento onde existia uma maioria sólida e coesa no apoio ao Governo, foi nessa altura, que a economia teve crescimento negativo.
Em nome do rigor, que tanto apregoam, como interpretar esse silêncio, perante o "erro" de Jorge Coelho, várias vezes repetido?
Repito, estas observações nada têm a ver com juízos sobre o programa, ou sobre as pessoas que nele participam. Ao contrário do que já ouvi nalgumas edições, pelo menos, sobre mim e sobre Durão Barroso, nem falo sobre o carácter de cada um. Aqui só estão em causa valores como a coerência e o tal rigor.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Notas Breves-outros desportos

Depois do do empate, entre as Selecções Nacionais de futebol de Portugal e da Polónia, no Sábado à noite, bela vitória em basketball, da Selecção Portuguesa sobre Israel, e belo comportamento da selecção de rugby, de Portugal, frente à poderosa Escócia. Vamos a ver se outros desportos conseguem tirar um pouco do espaço que o futebol ocupa em Portugal.
Di-lo quem gosta muito de futebol, mas também quem jogou basket,como atleta federado, no Sporting e rugby,também como federado, no Padre António Vieira e no Técnico(apesar de ser de Direito) e ainda quem também já presidiu a um clube, o Sporting Clube de Portugal, que sempre se honrou do seu ecletismo, simbolizado, principalmente, na figura do Prof. Mário Moniz Pereira.
Já agora, a propósito de Desporto, que visão tem João Lagos!... Há poucos meses, no Estoril Open, estávamos sentados ao lado um do outro, jogava Novac Djokovic e ele dizia-me sobre o jogador sérvio: "está ali quem se vai bater,taco-a-taco, em breve, com Roger Federer e com Rafael Nadal".Viram, há pouco, a final de Flushing Meadows, Open dos Estados Unidos? Impressionante! E quantos "Dyokovics" já vieram ao Estoril Open, no início das suas carreiras.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

TEXTO INTEGRAL DAS RESPOSTAS AO JORNAL DE NOTÍCIAS - ENTREVISTAS DE VERÃO-DOMINGO,2007-08-18(perguntas por Helena Silva)

Ser Primeiro-Ministro foi a fase menos divertida da sua vida?

R- Estar como Primeiro-Ministro é um permanente exercício de responsabilidade. Não é suposto fazer uma avaliação com base no critério que resulta da pergunta.
Uma campanha que com pouco tempo mais, ficará clara, quanto aos seus autores, quis convencer os Portugueses de que era outra a minha maneira de estar.Estão alguns a começar a responder em Tribunal.

Ao seu caso aplica-se o ditado: "Atrás de mim virá quem bom de mim fará"?

R- A comparação não tem sentido por várias razões. Eu assumi essas funções numa situação de emergência e não tive o tempo mínimo para ter resultados próprios, a não ser assegurar o respeito pelos nossos compromissos e garantir que 2004 fosse, como foi, um dos melhores anos desde o princípio da década.

Também acha que alguns dos episódios protagonizados por José Sócrates teriam sido inflacionados em termos mediáticos se tivessem sido protagonizados por si?

R-A sua pergunta já contém a resposta. Mas não compare só comigo. Conhece alguma Democracia onde não seja falado o local e o tempo de férias do Primeiro-Ministro ou Chefe do Executivo?
Veja Espanha, Itália , Inglaterra, França, Estados Unidos. Quem acompanhe, como eu a Imprensa desses Países sabe o que se tem passado durante estas semanas com esses líderes políticos. E o que é mais inacreditável é que exercemos este semestre a presidência da União Europeia. Estejam os serviços em Bruxelas mais ou menos de férias, nós não devíamos desperdiçar nem um dia.

Qual é o melhor antidepressivo para o PSD: Mendes ou Menezes?

R-O PPD/PSD tem de viver sem comprimidos. Não pode viver deprimido. É contra a sua natureza. Gosta de se sentir bem consigo próprio, de sorrir mesmo na luta. A campanha para as legislativas em 2005, mesmo naquelas condições tão difíceis, é inesquecível para os militantes e simpatizantes. São eles que o dizem quando me encontram, ou nos muitos mails e cartas que me enviam constantemente.

As eleições intercalares em Lisboa deram-lhe mais vontade de rir ou de chorar?

R-Sabe quando algo mexe tanto connosco que ficamos sem vontade de dizer seja o que for? Até agora ainda não me passou. Só digo que é algo sem precedentes: um partido ter o Governo do País e da sua capital e vários dos seus militantes fazerem tudo para derrubar ambos. Conhece outro caso?

Gostava de ter uma mulher com a personalidade de Ségolène Royal no seu partido?

R-Gostava que muito mais mulheres se interessassem pela política activa sendo iguais a si próprias.Se me pergunta o que penso de Segoléne Royal, apreciei mais o que fez até à fase pós –presidenciais em que, com ela e com o marido, houve demasiada confusão entre o que é a vida pessoal e o que é a intervenção política.

Que comentário lhe merece a dispensa de Dalila Rodrigues do Museu Nacional de Arte Antiga?

R-Tenho pena que não tenha podido continuar o seu bom trabalho.

Diz ela que "se é comum dizer-se que a cultura é de esquerda, a culpa é da direita". Concorda?

R-A Cultura nunca foi, não é, nem será só de “Esquerda”.Pensar isso é estar a falar de outro conceito e de outra realidade que não a Cultura.l Essa hipótese mais não é do que um absurdo.

O governador de Nova Jérsia, Jim McGreevy, planeou minuciosamente o sound byte "Sou um americano homossexual". O seu "Vou andar por aí" também foi calculado?

R-Não. Escrevi umas notas sobre o que queria dizer pouco antes de começar a minha intervenção nesse Congresso de Pombal. Mas a importância que sempre foi dada a essas palavras foi a melhor confirmação de que Churchill tinha razão quando disse que há várias vidas na política. Mas quando voltamos não nos podemos negar a nós próprios. Temos de saber muito mais e de demonstrar que aprendemos e tirámos as lições das vivências anteriores.

'Anda por aí' ou ainda está nas boxes?

R-Se vir a política como uma prova de Fórmula 1,é impressionante como cada vez se demora menos tempo a ir às boxes. Mas não se deve regressar á pista antes de o reabastecimento terminar. E deixar passar quem quer e pode voltar primeiro.

"Menino guerreiro" é a melhor definição que encontra para si?

R-Não. Nem pensar. Nem “Animal feroz”.

O piano é o sítio onde pendura a solidão?

R-Onde encontro serenidade e onde fortaleço a motivação. Sempre prometi a mim próprio que aos quarenta anos começaria a estudar piano. Estudei anos iniciação musical na Fundação Gulbenkian desde os cinco anos .E depois mais outros quatro anos estudei violoncelo. As aulas de solfejo com a Professora Vitória Reis facilitaram a leitura das músicas que tenho aprendido a tocar.

O whisky é, como dizem, o melhor amigo do homem. Ou são as mulheres?

R-Bebidas, o melhor amigo? Nunca. Sempre bebi muito pouco. Quanto ás mulheres, em amizade, há de tudo .Como com os homens.

A esta distância, sente que foi demasiado benevolente com Durão Barroso, no seu livro "Percepções e Realidade"?

R-O melhor critério para avaliar a boa fé daqueles com quem partilhei esse período é o seu comportamento posterior. Não tenho razão para mudar o meu pensamento sobre Durão Barroso.

Tê-lo escrito quer dizer que tem boa memória ou que tem um Diário?

R-Dizem que tenho memória de elefante. E tomo muitas notas sobre aquilo de que não me quero esquecer. Mas faço-o, muitas vezes, à frente das próprias pessoas.

Sentiu-se pacificado depois da sua publicação?

R-Senti. Mesmo. E por ter constatado como falharam rotundamente todos os que se preparavam para o tentar descredibilizar , tentando equipará-lo a outro(s) de estilo e propósitos bem diferentes. Mas o livro estava muito assente numa fundamentação rigorosa. Como não o conseguiram desmentir, calaram-se. Teve quatro edições ,até agora, e hão-de reparar como apesar de ter vendido, em dois meses, quase vinte mil livros, deixou de aparecer…

Praia é na Figueira da Foz ou no Algarve?

R-A Figueira da Foz tem várias e bonitas praias, não só a da Claridade ou a de Buarcos. Quiaios, Cabedelo, Lavos , Leirosa,por exemplo.Como o Algarve tem muitas e distintas. Quer as da Figueira, quer as do Algarve, são imperdíveis.

Qual é o seu prime-time de um dia em férias?

R-Férias são férias. Não há nem prime nem second-time. Mas a hora do jantar tem um sabor especial.

Defenderia para Portugal a hora da sesta espanhola?

R-Defendo que a produtividade passe a ser cada vez mais prúxima da á de Espanha.Nunca mais deixamos a casa dos 60% da média da União Europeia.

Os desfiles de moda são um happening que visita por cordialidade ou é um fashion victim?

R-Nem uma coisa nem outra. Gosto, mas não obedeço às modas. Embora faça por as conhecer. E, se me distraio, há sempre quem me informe. E respeito quem se esforça por se impor num sector que, num País como Portugal, tende a dar mais valor ao que chega de fora das nossas fronteiras.