Este fim - de - semana começam longas caminhadas para o Partido Socialista, António José Seguro e outros dirigentes socialistas. Entre eles, Francisco Assis e António Costa, primeiro e segundo da lista de Oposição.
Francisco Assis consegue ser distendido, e até cordial, quando fala de Seguro. Costa não esconde o quanto lhe é difícil lidar com esta realidade da nova liderança. Como em todos os Partidos que passam para a Oposição, depois de vários anos no poder, é provável que os próximos tempos tragam alguma agitação à vida interna do PS. Seguro, que tornou a liberdade de voto regra geral no seu Grupo Parlamentar, estará preparado para isso? Parece que sim. De qualquer modo, é curioso constatar que a passagem do discurso em que o Secretário - Geral, ontem, mencionou esa alteração, não suscitou ssequer uma palma. Os Partidos têm a sua sabedoria, os seus hábitos, os seus receios. Essa mudança, em concreto, é ousada e é, também, coerente com o passado parlamentar de António José Seguro. Lembre - se, igualmente, que foi ele o principal autor da reforma do Parlamento que , entre outras medidas, instituiu os debates quinzenais. Merece pois, também nessa matéria, algum crédito.
Seguro dá nota de uma apreciável e constante serenidade. É educado nas palavras e nas atitudes. É determinado, como mostrou no percurso que fez até às funções que agora exerce. Vamos ver se mostrará outros atributos importantes para uma liderança. Ele saberá que não tem um discurso entusiasmante. Por isso, talvez, julgo que prefere convencer a arrebatar. Não deve ser subestimado.