Momentos muito significativos, a vários títulos, desde ontem.
José Sócrates saíu com 28,05%. Há muitos comentadores, mas não conheço mais nenhum que tenha prognosticado esse resultado. Por intuição, por dedução e por uma sensação, muito frequente, de que uma Força, que nos transcende, promove , garante, assegura um certo tipo de Justiça, de Equilíbrio, de Ordem.
José Sócrates teve menos do que o PPD/PSD comigo e, para além dessa ocasião, com Manuela Ferreira Leite. Saíu com um discurso digno, nalgumas passagens, um discurso bonito: quando falou da sua Família e quando exprimiu a sua vontade de ser feliz.
Ganhou Pedro Passos Coelho. Dos três que concorremos às «directas» em 2008, foi ele a vencer José Sócrates. Por mérito? Claro que sim. Mas ninguém terá dúvidas de que as circunstâncias foram muito diferentes, em 2005, em 2009 e agora. Mas o que conta é que, agora, a vitória foi alcançada e Passos Coelho, com Miguel Relvas, merece muitos parabéns.
Portugal quer ser respeitado. Quer ser competitivo. Quer sentir Progresso e Justiça.