Desde que sou candidato à Presidência da Câmara Municipal, de Lisboa, pouco tenho falado dos assuntos da Cidade neste blogue.
Só que os intentos de António Costa, Manuel Salgado e Sá Fernandes em relação ao Terreiro do Paço suscitam profunda preocupação e enorme indignação. Na verdade, aproveitar o balanço e os movimentos de terras de umas obras de saneamento para intervir na principal Praça da Cidade e do País é um abuso inqualificável.
Os mesmos que sempre pediram a discussão pública de todo e qualquer projecto, estão agora, com o desnorte que patenteiam, a fazer tudo para mudar significativamente o perfil do Terreiro do Paço.
Pode -se concordar, ou não, com o caminho traçado, mas em mandato anterior, juntamente com o Governo de Durão Barroso, estudou -se e decidiu -se a saída de vários Ministérios, nomeadamente, os da Agricultura e Administração Interna, para além dos serviços do Ministério das Obras Públicas que ainda continuavam na Praça. Com todo esse processo tratado com "cabeça, tronco e membros", tudo tinha um sentido. Por exemplo, era possível tirar o trânsito todo das laterais. Agora, assim? À trouche-mouche, sem eira nem beira, com a mesma velocidade com que se renova o betuminoso da Almirante Reis?
Estas pessoas perderam completamente o tino. Estou certo de que os muitos amigos de Lisboa não deixarão de reagir a este verdadeiro ultraje que uma sociedade chamada Frente Tejo quer levar por diante. O terreiro do Paço a subir em vez de ser plano? E, depois, com umas escadinhas a darem para o trânsito?
Deixem o Terreiro do Paço sossegado. Já sofreu que chegue com erros e precipitações.
O desprezo na cultura europeia
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