SUm comentador habitual da SIC, nos espaços reservados à Imprensa, aceitou ser candidato por um partido político. Refiro-me a Rui Tavares, também do Público, que aceitou ser candidato ao Parlamento Europeu, pelo Bloco de Esquerda. Terceiro, na respectiva lista.
Devo dizer que considero Rui Tavares um dos mais inteligentes comentadores-analistas que surgem nas nossas Televisões. Inteligente, claro e educado. Não precisa de ser ofensivo ou malcriado para mostrar que pensa e o que pensa. Faz bem em ser livre e sempre assumiu que era de esquerda, e bem de esquerda. Nunca enganou ninguém. Foi bem aceite pela Imprensa a sua opção. Aí que me perdoe, mas vale-lhe ser desse sector, senão seria criticado sem dó nem piedade.
Sem dó e sem piedade é como se deve qualificar a falta de nível de um programa que dá, aos Sábados, na SIC, principalmente, da parte de uma participante. Muito raramente assisto, porque me faz impressão o ar doutoral com que algumas pessoas falam de quase tudo sem saberem quase nada. Mas estava a ver os Óscares, na TVI; e, nos intervalos, «saltava». Há participantes desse debate que levam aquilo meio a brincar, o que parece ser a ideia inicial do programa. Mas aquele azedume, aquele mau estar com a vida, com tudo e com todos, mas, principalmente, quero crer, consigo própria, é intolerável. Sabe-se lá porquê mas não deve gostar de se ver ao espelho e até devemos respeitar isso: cada um pensa o que quer de si próprio. Agora, tempo de antena dado a quem é tão sectário, tão insultuoso, tão desagradável, é um desperdício. é que os outros, apesar de tudo, pensam, gritam , debatem, riem. Ela odeia, é o eixo do ódio. Que tristeza!